sexta-feira, 23 de março de 2018

Meus pedaços se juntaram

Domingo de páscoa e aqui estou eu! Na casa da minha mãe em Itapeva, com o Luppy ao meu lado e escutando no momento Brother do Matt Corby.

Acho que essa é uma das postagens mais importantes na minha vida. Ela deveria ser MUITO grande, mas tenho a impressão de que posso dispersar no meio do caminho e cometer o velho “outra hora eu termino” procrastinando sabe lá Deus pra quando novamente. Mas juro que a partir de agora será diferente e não vou mais abandonar esse espaço querido por tanto tempo.

Aconteceram muitas coisas nesse tempo que estive ausente. Acredito que eu estava ausente até mesmo dentro de mim (ponto importante da história). A muitos anos venho experimentando a ausência de uma parte de mim, e acredito que eu tenha passado essa sensação em alguma postagem, ou deixei a entender pelo menos.
E realmente faltava… é uma coisa muito mais complexa do que eu imaginava, e muito mais difícil de se resolver também.

Quem era a minha melhor versão que eu sentia tanta falta? Não gostaria de dizer que foi o auge do minha vida, pois eu tinha apenas 18 anos. E como dizia um professor de história que eu tive; “eu espero que vocês demorem MUITO para atingir o apogeu da vida de vocês. Pois o apogeu é o ponto mais alto, e espero que demorem pois passarão muitos anos apenas subindo”. Mas voltando ao assunto… sim caro eu mesmo, minha melhor versão havia ficado preso aos 18 anos. E tem mais, não só preso aos 18 anos, como também a quilômetros de distância.
Certa vez eu fiz uma consulta com um hipnoterapeuta, e achei que era bobagem, mas o lazarento estava certo. Eu entrei em um estado de reflexão e descobrimos que a parte de mim que estava faltando foi retirada de uma forma e significado tão forte que de fato estava faltando, e eu mesmo havia dado ela para alguém especial.

Tudo começou em agosto de 2010. Nos últimos dias de julho daquele ano eu recebi a notícia que colocou minha vida de cabeça pra baixo, e assim como uma caixa não muito cheia de objetos sendo virada de cabeça pra baixo, foi com a minha cabeça e meus planos. Em duas semanas eu teria que largar tudo e me mudar de Aracaju. Incluindo uma das pessoas mais importantes que passaram pela minha vida. Quase 2 meses atrás eu havia a pedido em namoro.
O contato que tivemos foi muito mais complexo do que uma amizade normal. Diria que pessoas normais não entenderiam. O que justifica muito minhas crenças no espiritismo. Enfim… fui forçado a me despedir de uma das pessoas mais incríveis que já conheci. E naquela noite que nos despedimos, sentados no chão do hall de entrada de seu prédio, encostados em uma parede, de mãos dadas e em silêncio por vários minutos, eu quebrei o silêncio contando uma história pra ela, a história do coração mais belo que mais tarde veio a ser postada aqui.
E naquele momento eu declarei que uma parte de mim ficaria com ela. Por fim, já era tarde da noite e meu pai havia buzinado para irmos pra casa. Nosso último contato foi um abraço e um ombro molhado com algumas lágrimas que posso lembrar da sensação até hoje. E essa foi a última lembrança que eu tinha dela. Em quase 8 anos, eu vivi muitos momentos e conversas, mas não sei dizer nenhum que as memórias estejam tão vivas quanto os 3 meses que tive de convivência com ela. E assim uma parte de mim foi deixada pra trás no tempo. Isso com certeza foi um dos momentos mais marcantes da minha vida, e certamente responsável pela ausência que vim sentindo dentro de mim por tanto tempo.

Então finalmente o motivo para eu ter voltado a escrever, e fazendo jus ao título.
Eu vim orando e pedindo muito a Deus para que aquele Paulo Henrique de Aracaju voltasse. A propósito, estou frequentando uma igreja desde novembro. E eu não sabia bem qual seria a resposta de Deus, mas eu pedia a ele desde novembro um retorno de quem eu fui em Aracaju, que eu acreditava ser a melhor versão de mim, até mesmo no quesito da minha relação com Ele. Essa igreja se tornou especial pra mim, pois depois de muito tempo procurando um contato com Ele como eu tinha lá, eu conheci essa igreja que me trouxe a mesma sensação. E desde então é a que eu passei mais tempo frequentando desde que saí de Aracaju.
Então dia 23 de março, em uma sexta-feira, eu lembrei que um amigo meu de Aracaju estava morando em São Paulo. Havíamos deixado no ar de combinar alguma coisa quando desse, mas ficou naquela de “vamos combinar qualquer dia” e nunca mais saiu disso. Então chamei ele pra deixar combinado, e achei que combinaríamos só pra meados de abril. Porém ele me surpreendeu já querendo combinar para o dia seguinte no sábado! Então sugeri domingo e assim ficou combinado.
No domingo nos encontramos na Paulista, depois de quase 8 anos sem contato, parecia que nada tinha mudado. Passamos o dia todo andando e conversando. E no meio do dia, a surpresa… Ela, que por sinal é prima dele, enviou uma mensagem pra ele avisando que chegaria em São Paulo na quinta-feira para ir ao lollapalooza na sexta-feira. Ele avisou que estava comigo, e então combinamos de fazer um passeio na quinta-feira de noite.
Naquele momento meu coração acelerou de uma forma que não fazia a muito tempo. E a cada dia que passava eu era tomado por uma inquietação enorme. E por fim, chegou a tão esperada quinta-feira. Combinamos todos de nos encontrarmos em um shopping perto de onde estavam e eu fui até lá após o trabalho.
Foi uma noite muito boa! Ficamos em um bar conversando, eu, meu amigo, ela e a irmã dela até fechar o shopping. E finalmente, ali naquele momento substituí a última lembrança que eu tinha dela. Dessa vez uma lembrança alegre com ela sorridente.


Já viu alguém considerar uma pessoa como um presente de Deus duas vezes?

É isso.

sábado, 9 de setembro de 2017

Auto-consulta

Parte de mim sente muita falta de escrever e atualizar o maior registro da minha vida e reflexões, e outra parte não aguenta pensar em parar para escrever. Não sei porquê, mas isso é uma das coisas ou sintomas que justificam um grande número de pessoas que convivem comigo estarem me advertindo para procurar um psicólogo. Dizem que essa tal de depressão vem assim mesmo, disfarçada de desânimo e uma auto-sabotagem de que é só uma fase e logo passa.

Não me lembro bem desde quando eu passei a sentir falta da minha melhor versão. Mas me lembro que estranhei ainda na época do meu intercâmbio. Eu estava neutro demais para quem estava realizando o maior sonho da vida. Lembro que me peguei pensando o que me fazia estar daquele jeito. Na época coloquei a culpa na falta de vitamina D. Tudo bem que sim, a falta dela me fez chorar sem motivo, mas será mesmo que foi só culpa dela? E aquele desânimo que já estava ali? Às vezes eu sinto que existe um outro eu dentro de mim, e que eu mesmo tento analisar e ajudar ele. Seria eu o meu próprio psicólogo?
Ano passado gastei uma grana com um terapeuta, em 3 sessões de R$200,00. Foi uma merda. Não vou generalizar o serviço em si, pois acho que passei com um charlatão. Ele mesmo me dispensou e disse que eu estava bem, mas me elogiando pela minha personalidade com um tom de desculpas. Acredito que ele tenha sentido dó de me enganar e continuar a roubar meu dinheiro com um serviço “falso”.

Talvez minha falta de vontade de escrever tudo aqui, é basicamente por não me sentir mais à vontade de escrever tudo aqui. Talvez eu precise de um outro espaço.

segunda-feira, 22 de maio de 2017

There is a second heart in my mind

What if I tell you that I’m sick of being always looking for someone when in fact I know that my deepest feelings belongs to you?
And instead of proclaim them more once to you, I’m afraid of which words I’ll hear from your mouth. I catch me wondering about what would happen if the things were different. Would you be still my secret or I wouldn’t have secrets for you?
What If you ever hadn’t ask me to move on and try to forget you? Would I have tried once more? Cause after all this time, I’ve lied to my heart about you and every time I see you he says there is something hurting him. I’m afraid of this… me writting about feelings and at the same time you feeling something reciprocal, but in the same doubdt. And we will keep moving our lives as if had nothing between us, always finding the wrong person, hurting our hearts and looking for each other to hear warm words. I’m not sure about what I whould do if someone hurt you, knowing that I whould never do the same, and that your tears could be my fault just because I never told you that I’m still in love with you.

sábado, 6 de maio de 2017

Expectativas e felicidade

"Pare de cumprir as expectativas dos outros, porque essa é a maneira de você cometer suicídio. Você não está aqui para satisfazer as expectativas de ninguém e ninguém está aqui para satisfazer suas expectativas.

Nunca torne-se uma vítima das expectativas dos outros e não faça qualquer um vítima das suas expectativas.

Isto é o que eu chamo de individualidade.

Respeite sua própria individualidade e respeite a individualidade dos outros. Nunca interfira na vida de ninguém e não permita que ninguém interfira na sua vida.

Só então um dia você vai crescer em espiritualidade.

Caso contrário, noventa e nove por cento das pessoas simplesmente cometem suicídio. Toda a sua vida nada mais é que um suicídio lento. Cumprindo essa expectativa, aquela expectativa... um dia era o pai, outro dia era a mãe, um dia era a esposa, marido, em seguida vêm as crianças – elas também tem expectativas. Então a sociedade, o padre, o político. Todo mundo tem expectativas. E pobre de você, apenas um pobre ser humano – e o mundo inteiro esperando por você para fazer isso e aquilo. E você não pode satisfazer todas as expectativas, porque elas são contraditórias.

Você tem tentado loucamente cumprir as expectativas de todos e você não satisfez ninguém. Ninguém está feliz. Você está perdido e ninguém está feliz.
As pessoas que não estão felizes com elas mesmas, não podem ser felizes.

Tudo o que você fizer, elas vão encontrar maneiras de estar infeliz com você, porque elas não podem ser felizes.

A felicidade é uma arte que tem que ser aprendida.

Não tem nada a ver com o seu fazer ou não fazer.
Em vez de agradar, aprenda a arte da felicidade."

- Osho

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Que fase!

2016 foi de fato o pior e melhor ano da minha vida. Metade melhor ano, e metade pior ano.

Dezembro foi um mês bem balanceado. Eu sofri um choque financeiro, diante das contas que aumentaram e a “renda” ter diminuído. Digo “renda” por conta de uma ajuda de custo que eu e aminha irmã tínhamos com moradia, e simplesmente DO NADA não tivemos mais. Plau, cabô, tchau, não vai ter, “como vocês vão fazer?”.
Foi bem difícil engolir a ideia, porque não estávamos preparados, nem um pouco. Tínhamos contas que entramos devido à “renda”, e agora o salário não dava mais conta de nada. Pagando tudo, ficava R$110,00 negativos, sem gastar com mercado e outras coisas. Comecei a cortar tudo. Saí da academia, reduzi a alimentação, parei de usar o carro, e parei de sair de casa pra comer fora ou comprar uma marmita que eu gostava de comprar pelo menos 1 vez por final de semana. Minha irmã saiu do curso dela, e cortou outros gastos pessoais dela. Coloquei umas coisas pra vender, vendi meu PS3 e meus jogos a preço de banana, vendi um home theater, e estava prestes a vender um relógio. As últimas opções seriam o meu óculos, outros relógios e por fim, o carro. A coisa foi feia porque veio o ipva do carro. O carro seria a maior dor no coração, pelo fato do quanto de dinheiro que iríamos perder, e ainda ficar sem carro. Primeiro que ele foi uma baita conquista, um carro que eu tanto gosto sendo o meu primeiro carro. E ainda por cima uma compra conjunta com a minha irmã. Mas seria necessário.

Porém apesar de toda essa coisa financeira, algumas coisas boas encobriam esse buraco nos ânimos. A Letícia e o namorado dela foram embora no meio do mês, e eu e minha irmã conseguimos ir para Itapeva com a ajuda da minha mãe e nosso padrasto. Sentir a família foi uma coisa que me ajudou muito. Tanto que com todos os gastos, eu apertei o botão do foda-se e fui no ano novo de novo por minha conta. Não deu para a minha irmã ir, mas foi muito bom.

Janeiro foi um mês sem estresse em casa, e tempo de planejar o que fazer com os problemas. Estou oficialmente a 6 finais de semana sem sair de casa, vivendo à base de pão de manhã, meu almoço oficial de macarrão Qualitá com molho de tomate Heinz (sai por menos de R$5,00 , rende duas refeições, e eu faço questão dessas marcas sim), e pão de noite. Às vezes a nossa amiga Dora faz umas comidas diferentes também. E mesmo almoçando muito bem na empresa, eu já perdi 4 kg depois que saí da academia :(

As coisas estão se ajeitando, graças a Deus. Acredito que em março ou abril a gente já melhore um pouco mais. E em agosto acabam as parcelas do financiamento da minha pós. Porém, infelizmente eu perdi muitas matérias, e terei que cursar elas pagando-as individualmente e uma fortuna cada. Pelo menos dá pra parcelar elas em 3 vezes.

Vou deixar pra abordar outros temas em outra postagem. No momento ainda estou usando o pc da minha irmã.

 

Valeeu

domingo, 27 de novembro de 2016

O importante não é atravessar o caos, mas o que fazer com ele.

"Não há céus sem tempestades, nem caminhos sem acidentes. Comédia e drama, sorriso e lágrimas, aplausos e vaias alternam-se na vida de qualquer um, sejam pisiquiatras e pacientes, generais e soldados, intelectuais ou iletrados. O importante não é atravessar o caos, mas o que fazer com ele." - Augusto Cury

Depois de muitos rascunhos gigantes e sem conclusão, eu finalmente voltei.

Andei escrevendo sobre nem lembro o que tanto. No momento estou usando o notebook da minha irmã e nele não tem meus rascunhos para que eu dê continuidade neles. Mas enfim, eis aqui uma postagem nova e espero que a mais espontânea possível sem edições e longos minutos olhando pra tela.

Vou começar logo pelo o que me traz aqui. Além de muito tempo disponível, minha cabeça está cheia de coisa pra colocar pra fora. Diga-se de passagem, eu não tive um pingo de tempo nos últimos meses. Hoje que eu acho que fiquei mais tranquilo. Tenho muita coisa pra fazer ainda, mas dependo que outras sejam feitas por outros.

Eu cheguei a pensar ainda em começar a fazer vídeos pra falar tudo o que vem acontecendo. É mais rápido, e menos complicado de entender caso eu fuja do assunto. Ainda considero isso… mas sem câmera profissional e edições dedicadas. Preciso arrumar uma conta no youtube para que esses vídeos fiquem hospedados, e não quero usar uma conta que seja visível para meus amigos como uma indicação do youtube. Ahh e eu gravaria os vídeos com meu ipod mesmo. Porém ainda tenho receio de fazer isso e entrar alguém em casa enquanto eu estivesse gravando, porque além de eu ter que parar de falar da minha vida, a pessoa poderia atrapalhar a gravação, e como eu disse… será sem edições. Agora vou falar logo o que está acontecendo.

ME MUDEI

DE NOVO

Não de cidade, mas de apartamento. Foram os piores dias de minha vida.

A princípio eu sabia que precisávamos nos mudar porque a nossa situação financeira ficou feia. Meu pai nos avisou pra procurar algum lugar e assim o fizemos. Achamos algumas coisas, e deixamos em standby a proposta de uma amiga nossa chamada Dora e que morava com a Leticia. A Leticia está para sair do apartamento porque vai mudar de país. Ela saindo, eu e a minha irmã poderíamos entrar. Atééé que….. pqp….. DO NADA, porque minha vida é cheio dessas, DO NADA, “Vocês têm até o dia 10 para se mudar, deixar o AP limpo e entregar a chave”. Eu tenho certeza que esse tipo de comunicado é dado com no mínimo 1 mês antes para o inquilino. Mas algo aconteceu que eu tive que engolir essa. O prazo de 15 dias terminava em uma quinta-feira. Paulo Henrique trabalha durante semana, logo… Tive que fazer tudo no final de semana 05 e 06 de novembro. Antes de chegar o final de semana, eu a minha irmã ficamos levando tudo o que dava no carro para o outro apartamento. Essa “brincadeira” às vezes ia até às 2h da madrugada, subindo 4 andares de escada com peso nos braços. Eu tive em média 3 horas de sono por dia durante 4 dias seguidos. Deu certo? Lógico que não deu. Eu já ruim de dinheiro, juntei todas as minhas economias e procurei alguém pra fazer minha mudança, pelo menos do grosso (móveis mais pesados, geladeira, fogão, etc). Achei uns caras que fazem entrega de qualquer coisa e de vez em quando fazem bico de mudanças pequenas. Pedi meio período em uma segunda-feira para os meus chefes, tendo em vista que segunda é um dia importante na minha rotina e tem muito impacto caso eu falte. Fizemos as mudança em duas viagens de um prédio para o outro. O condomínio não tinha uma área de descarregamento interna, e tivemos que ficar com o carro para o lado de fora passando as coisas por uma portinha de acesso lateral no condomínio. O serviço deles não é nada especializado em mudança. Pegaram as coisas do jeito que estavam mesmo. Arranhou o nosso rack, a geladeira ficou toda riscada, tomou pancada, ganhou uns amassões e quebrou o pé de um armário (descobri 4 dias depois e tive que tirar os outros 3 pés). Nessa, descobrimos que o sofá não saia montado. Eu tive que gastar mais R$180 com um tapeceiro para desmontar, levar no outro ap, e montar lá. Depois disso continuei a arrumação do apartamento, e ficaram alguns móveis que não tínhamos como levar para o outro apartamento. A nossa ideia era vender eles e iria ajudar com os custos da mudança. Então, no dia 9 (um dia antes de entregar o ap para a imobiliária) eu liguei para eles para saber se o dono do AP ia querer ficar com os móveis que sobraram. Preciso dizer se ele quis ou não? Claro que não. Eu tinha 1 dia para tirar os móveis que sobraram e entregar o apartamento limpo no máximo até sábado. Caso contrário a imobiliária ia me descontar o proporcional de aluguel e condomínio para cada dia que eu ficasse sem entregar. Fui vender eles, com a condição de tirarem em no máximo 24 horas após o meu anúncio (anúncio em uma quinta para tirarem até sexta a noite). As pessoas ficam muito desconfiadas com móvel muito barato e com tanta urgência de se desfazer deles. Querem negociar preço, ir fazer visita olhar os móveis…. eu não estava em condições de fazer isso, tinha que ser já! O mais rápido possível. Então anunciei eles como doação. Foram mais de 150 pessoas me mandando mensagem no facebook. Na mesma noite de quinta-feira algumas pessoas vieram buscar algumas coisas, e na sexta-feira terminaram de levar o resto. Na quinta estávamos sem dinheiro, sem tempo, sem comida pronta e com fome. Eu e minha irmã pegamos umas carnes que já estavam descongeladas desde segunda-feira e estavam em uma bolsa térmica. Ligamos a panela elétrica que ainda estava pra fora, e torcemos para as carnes não fazerem mal pra gente. Comemos muita carne na quinta e sexta de madrugada kkkkkk
No sábado tínhamos viagem para Itapeva. Foi uma coisa muito difícil de conseguir pois dificilmente liberam a minha irmã por um final de semana inteiro. Ficamos limpando o apartamento durante a madrugada da sexta para o sábado, tiramos um cochilo de 2 horas, fomos levar as últimas coisas para o outro apartamento, nos arrumamos para viajar, voltamos no apartamento, terminamos de limpar definitivamente, e então pegamos a estrada por volta de 13:30. Tínhamos um batizado para ir às 16h. Chegamos 16:30, fomos para o batizado, e depois pra casa. Eu dormi feito uma pedra! Foram dias muito difíceis sabe… A vida toda mudamos em função do trabalho do meu pai, e sempre teve apoio de uma empresa de mudança decente, com muitas pessoas preparadas e agilidade. Essa nossa foi foda. Ainda mais se tratando de 4 andares de escada. Graças a Deus não choveu. Graaaaças a Deus. Nenhum dos dias que estávamos expostos. A escadaria do prédio é externa também.
Então em Itapeva foi corrido, mas deu tudo certo. Passamos nosso tempinho com nossa mãe, e conseguimos ver todo mundo que queríamos. Voltamos na segunda de madrugada, e fui direto para a empresa. E desde então estamos em uma arrumação muito lenta das coisas, mas já está tomando jeito de casa.

Agora a parte II da historinha…

A Letícia saiu do ap e nós entramos. Porém a Letícia e seu namorado estavam constantemente nos visitando por longos períodos, indo embora somente de madrugada. Isso começou a me irritar, porque eles pareciam não entender que não moravam mais ali. O cara o maior folgado, jogando a mochila dele em cima dos móveis, deixando tênis em cima do rack, falando alto, tomando banho, lavando roupa, fazendo compra e deixando na nossa geladeira, instalando a minha TV para ele assistir séries deles, os dois com pezão no sofá, uma desgraça do caramba. Eu já estava ficando muito puto. Porém iam pra casa no final das noites.
Então DO NADA, a tal da Leticia monta grupo no whatsapp pra falar de bagunça no apartamento, que ela não aguentava mais, que etc. Resumindo… Havia algo combinado que EU não estava ciente. E era o fato de ela morar ali ainda até o dia dela sair do Brasil. E ela têm dormido em um apartamento que ela morou antes no mesmo condomínio. Eu fiquei muito envergonhado porque na minha cabeça eles estavam invadindo nossa rotina, mas na verdade eles ainda estavam envolvidos na nossa rotina por direito. Fiquei muito bravo com minha irmã nesses dias por não me deixar a par dessas coisas. Não chegamos a brigar porque eu fico quieto, e fico quieto justamente porque eu não quero brigar com ela. Pedi desculpas para a Leticia, avisei que eu não sabia de nada e nos acertamos.

Agora a parte da minha intuição nessa historinha.

No primeiro dia que eu e a minha irmã trouxemos as primeiras coisinhas para o apartamento, eu senti algo e disse para a minha irmã “Estou com o mesmo pressentimento que eu tive com relação à namorada do nosso pai.” Eu senti que ia acontecer algumas merdas pela frente em consequência dessa mudança. E não deu outra… teve toda a correria que eu contei, e agora depois começaram a acontecer essas coisas com a Leticia.

Andei observando o comportamento e a personalidade dela… Ela não era gerente da starbucks atoa, porque se tem uma coisa que ela gosta de fazer, é mandar. Essa menina é do tipo que dá até medo do que ela pode fazer caso as coisas não saiam como ela quer. Ela não aceita ficar em desvantagem por nada…. como eu disse, ela está dormindo em um apartamento que ela morava antes no mesmo condomínio, e disse que está fodida se descobrirem. Ou seja, além dela ter mantido a chave do apartamento pra ela, ela faz isso mesmo sabendo que é errado.
Ela não trabalha mais, e ainda assim, mesmo com uma viagem “sem volta” para um lugar que o o nosso dinheiro vale 3 vezes menos, ela e o namorado estão gastando muito dinheiro nesses dias. Vivem saindo e trazendo coisa. Esses dias pagaram R$60 em duas frutas exóticas!!!!! 60!! Eles não estão com a cabeça preparada pra a realidade de um imigrante ilegal em um país Europeu. Estão achando que vai ser tudo mil maravilhas.. não é possível. Então eu receio que ela não aguente a pressão das dificuldades que vai enfrentar lá em Portugal, e vai querer voltar pra cá. E onde ela vai querer ficar logo de cara??? Então… a possibilidade de ano que vem estarmos em casa de boa e do nada essa menina abrir a porta, é grande. Mas Deus me livre… Estou sendo pessimista assim por conta do tanto de bosta que já aconteceu até agora e pelo pressentimento que eu tive.

Agora a parte boa da historinha

A Dora, que mora com a gente, é uma menina muito tranquila, tem a namorada dela que ela vê de vez em quando, e é responsável. Não vamos ter dor de cabeça com ela. O apartamento é só um pouco menor que o nosso anterior, não tem elevador, mas fica na melhor região pra se morar em Jundiai. Eu mesmo pensava que teria que ser muito rico pra morar nessa avenida que moramos agora, porém esse condomínio por ser antigo foi construído em uma época que não era status morar nessa avenida e acabou não tendo os mesmos padrões de todos os outros da avenida. Tem tudo perto. Quase não vamos mais tirar o carro da garagem :)
A minha irmã leva 5 minutos pra chegar no trabalho andando, e eu tenho um ponto de ônibus bem na porta do condomínio.

E acho que finalmente esse assunto acabou. Esclareci tudo o que aconteceu comigo nesses últimos dias.

segunda-feira, 1 de agosto de 2016

Quando se fecha uma porta, Deus abre uma janela.

Não sei bem como começar, então vou começar por ontem.
Ontem em um dos meus momentos ocioso, a ideia do que uma demissão recente faria comigo veio a tona na minha mente. Refleti bastante sobre o que eu faria para pagar as contas e tudo mais. Cheguei a comentar com o meu pai até.

Mais tarde, repentinamente eu lembrei de uma amiga que a muito tempo não falava com ela. E lembrei dela pelo interesse que eu tive em conhecer alguma igreja, afinal ontem foi domingo e faz tempo que não vou a uma. Eu já tinha desistido de igreja, mas ontem a ideia veio repentinamente. E é assim que Deus fala comigo.
Já tive outras experiências dessa forma que é a minha relação com Ele.

Hoje cedo fui trabalhar normalmente, e sim, mais uma vez eu senti algo dentro de mim, e eu fiz algo que não faço normalmente. Falei com Deus. As palavras saíram como seu eu estivesse falando com ele ali do meu lado, enquanto eu ia para a empresa andando. Eu simplesmente agradeci a ele. Eu o agradeci pelo momento, pelo emprego, pela oportunidade de acordar, e comentei que, sim, eu só tinha a agradecer a Ele. Agradecer por não ter o que pedir. E eu não peço nada porque eu sei que Ele está no controle. Eu o agradeci por ele estar sempre cuidando da minha irmã quando enquanto ela vai para São Paulo de trem estudar na lapa toda sexta-feira, pela segurança com guia os meus pais nas viagens que eles fazem. E a alegria desse agradecimento é espontânea. Não preciso de mais provas do que essas experiências para crer Nele.

Então, já na minha mesa de trabalho começando as minhas atividades, eu lembrei de uns folhetos com mensagens que minha amiga Lu me deu quando ela trabalhava comigo. As mensagens são psicografadas por Francisco Xavier, e eu tinha o costume de todo dia tirar uma aleatoriamente para ler. E hoje, depois de muito tempo sem ler elas, eu quis tirar uma só por tirar.

Confia Sempre
Não percas a tua fé entre as sombras do mundo.
Ainda que os teus pés estejam sangrando, segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo.
Crê e batalha.
Esforça-te no bem e espera com paciência.
Tudo passa e tudo se renova na Terra, mas o que vem do céu permanecerá.
De todos os infelizes, os mais desditosos são os que perderam a confiança em Deus e em si mesmos, porque o maior infortúnio é sofrer a privação da fé e prosseguir vivendo.
Eleva, pois, o teu olhar e caminha.
Luta e serve.
Aprende e adianta-te.
Brilha a alvorada além da noite.
Hoje é possível que a tempestade te amarfanhe o coração e te atormente o ideal, aguilhoando-te com aflição ou ameaçando-te com a morte...
Não te esqueças, porém, de que amanhã será outro dia

Autor: Meimei
Psicografia de Francisco Cândido Xavier

Logo após, ao retornar às minhas atividades, minha chefe chegou para conversar comigo. Precisaram reduzir o quadro e eu estava na lista.
Não me abalei, não chorei, não fiquei surpreso.
Conversamos super bem, sem querer eu tirei um peso das costas dela, e mais uma vez acabei sendo o psicólogo quando quem precisava era eu.
De certa forma eu estava aliviado com a situação. Eu sabia que cedo ou tarde chegaria esse momento pelo fato de como as coisas estavam acontecendo. Eu já tinha grandes planos para essa demissão. Porém nem tudo poderia acontecer como eu planejava e uma certa pontinha do sentimento de que “fudeu” estava beirando minha consciência.

Fomos ao RH dar continuação ao procedimento da minha demissão, e pegamos o RH de surpresa. Nenhum dos funcionários estavam de acordo com a decisão e começaram todos a correr atrás de algo pra mim. Então surgiu a oportunidade de trabalhar no setor de transportes corporativo da empresa. Puro escritório e papelada. Tudo novo pra mim. Fiz uma entrevista com o gerente do setor, e ele gostou de mim. Me disseram que o setor está em constante crescimento e que haverá oportunidades futuramente. E é isso… passei. Novos ares, novo ambiente de trabalho, nova saúde mental, novos colegas, e muito aprendizado pela frente.

Deus sabe o que faz.