terça-feira, 31 de agosto de 2010

Paranormalidades

Não me lembro se já comentei algo sobre isso aqui no blog. Mas resumindo, acontecem umas coisas estranhas comigo. E já foi algo que me assustou muito, mas estou acostumado já.

Me dei conta que faz um tempo que não vejo essas coisas. A ultima vez, foi à umas 2 ou 3 semanas, que eu ouvia alguém andando na casa (o chão é oco e de madeira, então faz um barulho chato) e pra variar, meu cachorro fica seguindo a tal coisa que estava andando. Veio até meu quarto, me observou um pouco e simplesmente não saiu dali, e meu cachorro voltou a andar pela casa, mas dessa vez só o barulho das patas dele mesmo. Eu sei que ele sente a presença, porque ele fica com o olhar fixo nos lugares que estou sentindo presença também. Se ele conseguisse enxergar algo, ele iria latir. Depois disso, só sinto a presença mesmo, e só em algumas noites, mas não tenho medo porque é algo que não vejo e não me faz mal algum também, apenas me visita de noite e algumas vezes de dia também.

Minha mãe conta que quando eu tinha uns 2 ou 3 anos, eu tinha um amigo imaginário, conversava com ele, e brincava como um amigo mesmo, mas eu não lembro dele nessa idade. Depois diz que parei de falar nele. Porém uns anos depois, muitos anos, eu devia ter uns 13 ou 14 anos, eu estava vendo fotos da minha infância, meus amigos, festinhas de aniversário, e senti a falta de um amigo meu nas fotos, que estava sempre comigo na hora do recreio. Aí eu falei pra minha mãe: “- Só não tem foto com o Vinícios :/ “ . Minha mãe ficou intrigada, porque eu não tinha um amiguinho com esse nome no colégio, e que “Vinícios” era o nome do meu amigo imaginário, rsrs. Mas eu lembro perfeitamente dele, e só aí que me dei conta de alguns mistérios dele; eu não sabia qual era a série dele, só o via nos intervalos, ele participava de todas as brincadeiras comigo, mas só eu que falava com ele, e eu nunca vi ele brincar com outras crianças, nem ir embora com algum dos pais. Até aqui eu achava ser um garotinho normal.

Minha primeira visão foi em 2001, no apartamento. Estava só eu e minha irmã de tarde, brincando no quarto, até que eu tive que sair pra fazer algo, e então, quando eu estava voltando pro quarto, eu passei pela entrada da cozinha e vi uma velhinha sentada como se estivesse tomando café, vi ela de perfil. Eu fiquei meio assustado, achando que era alguma senhora que errou de apartamento, fiquei um tempo esperando ela me olhar, então aquilo me assustava e saí dali, mas não deu 5 segundos decidi voltar pra falar com ela, e quando eu voltei ela não estava mais lá. Depois disso eu chorava só de contar para os meus pais sobre a velhinha misteriosa. E nessa idade, eu me lembro muito bem, das vezes que minha intuição começou a me assustar. Acredito ter sido a idade que eu alcancei pra despertar alguma espécie de dom. Eu previa acontecimentos facilmente, como resultados de problemas matemáticos, respostas de quiz da revista recreio, cartinhas de yu-gi-oh que ainda ia tirar da embalagem. E nunca consegui me aproveitar de minhas previsões. Como por exemplo, aqueles programas que você tinha que ligar e dizer em que quadradinhos estavam o grande premio em dinheiro, ou quantas bolinhas de gude tinha no tal pote. E outra vez sonhei com o número da megasena. Mas sempre tudo conspirou para que eu não me aproveitasse dessas coisas. E depois aprendi, que se temos um dom, nós não podemos usá-lo para nosso próprio bem, e sim ajudar outras pessoas. É o que fazem os videntes.

Tempos depois, eu tive uma visão ruim. Eu estava na 6ª série, e estudava em um colégio antigo, que conseqüentemente tinha construções abandonadas. Em uma delas, eu e 2 amigos resolvemos nos aventurar de noite. Me lembro que ninguém entrava lá, e tinha um corredor com 5 portas, 4 laterais e 1 no final. Queríamos chegar nela, não dava pra ver nada lá, estava muito escuro, e então um de meus amigos ouviu algo. Era um cochicho assustador, mas eu e o outro achamos que era ele fazendo gracinha, então ele pediu para que tampássemos a boca dele pra ver que não era ele. Fizemos isso, e ao mesmo tempo nós muito babacas estávamos parados no corredor. Então, mesmo com as duas mãos cobrindo a boca do brincalhão maldito, ouvimos mais forte ainda o sussurro, e ele dizia “Sai!” , e o pior foi saber da onde vinha aquela voz. Era do final do corredor, e um velho inteiramente branco aparecia na porta, ele não tinha as pernas mas se mantinha no ar , e ao redor dele, tinha algo como uma fumaça branca, e ele não gostava nada da gente estar ali no corredor. Foi um dos dias que eu mais corri na minha vida. Um lugar que demorou tanto pra chegar, a gente saiu de lá, e ainda saiu do colégio, em frações de segundos. Não lembro nem o caminho que eu fiz pra sair de lá, eu só lembro de já ter saído do colégio, e nós três chorando de desespero, juntando um monte de gente ao nosso redor, achando que estávamos feridos ou algo do tipo. Foi comentário pelo resto do mês. E viramos praticamente guias turísticos daquele lugar quando estava de dia, todo mundo queria ver o que nós vimos, mas nunca se teve relatos de outras pessoas, e então pegamos fama de maricas ò_ó Mas eu sei muito bem o que eu vi.

Fora isso, aconteceram mais coisas comigo, porém do nível que eu classifico como “leve”. São apenas vultos e sentir presença. E os que eu classifico como “médio”, são as interações com objetos. Esses eu tenho 2 lembranças. Uma delas, é o motivo de eu não deixar mais bancos de plástico no quarto, que foi porque eu acordei com um se arrastando pelo meu quarto até voltar para o devido lugar que ele estava. A tal coisa deveria estar revoltada, porque pareciam chutes no banco. E a outra vez, foi quando os objetos eletrônicos de casa, resolveram brincar comigo. Começou com o despertador programado pra uma hora que ninguém programava, depois que desliguei ele, o som da sala começou a tocar, desliguei o som e a televisão ligou, desliguei a televisão, o rádio do quarto começou a tocar, só depois que desliguei ele, que pararam com a brincadeira. Mas ainda assim liguei assustado pro meu pai comentando o fato.

Teve uma vez que uma menina estava dando risadas de baixo da minha cama. No início eu achei que fosse minha irmã, e então apenas perguntei o que ela estava fazendo lá, e com um tom de voz bem humorado falou pra mim: “- nada ”. E logo em seguida minha irmã me aparece saindo do quarto dela. Aquilo me fez arrepiar inteiro.

Teve vezes que eu senti alguém deitar comigo, a ponto da cama afundar, e era ninguém.

Os últimos que eu vi com muita riquesa de detalhes, foi um jovem que entrou no elevador e não estava mais lá, e o outro foi um homem MUITO alto, me acordando, chamando pelo meu nome. Ele devia ter mais de 2 metros de altura tranquilamente, era da altura de uma porta, e eu sei porque ele estava do lado da porta de meu quarto.

Teve um que foi bastante curioso. Era uma espécie de fumacinha preta no apartamento. Eu estava comendo e a vi entre as cadeiras da mesa, estava ali como se estivesse me olhando. Era do tamanho de uma criança de 8 anos mais ou menos. Eu fiquei encarando e então começou a se mover, andou pela sala e foi para o corredor do quartos, e ficou mais uma vez, parada ali. Quando eu me levantei, eu precisava ir até o corredor, e então ela entrou no meu quarto e sumiu. Fiquei com medo de olhar na hora, mas acendi a luz, discuti um pouco com o nada pedindo que pelo menos me deixasse dormir, e que se pudesse ir embora eu também agradeceria pois sinto a presença. E na mesma hora ela sumiu.

Tenhos sonhos e uma teoria sobre possíveis vidas passadas minhas, mas deixo pra escrever sobre isso outra hora.

Obrigado ^^

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