sábado, 18 de dezembro de 2010

Vida imprevisível

Ultimamente tenho me deparado com muitas pessoas que se surpreendem com meu estilo de vida. Mas só porque eu me mudei algumas vezes. Mas o que pegou mesmo, é porque eu estou em Itapeva e ano que vem já estarei em Jundiaí. Mas a minha vinda para Itapeva foi só passageira mesmo, e as pessoas já acham que é sempre assim…

Esses dias andei conversando com uma nova amiga, que por enquanto só conheço pela internet, e descobrimos algo em comum, ela também é nômade! kkkkkkkkkkk                Sim, fica se mudando toda hora, por conta do emprego do pai dela. O mesmo motivo que o meu.

E nos perguntando um ao outro sobre a vida, sobre acontecimentos e outras coisas, ela me pergunta: “Porque a vida faz coisas tão cruéis com a gente? "  Eu disse: “Não acho que ela seja cruel. Acredito que ela apenas escolhe os métodos mais difíceis de se ensinar as coisas.”

E tenho sim MUITO o que reclamar dessa vida de nômade, que se Deus quiser já está no final! Mas tenho também muito o que agradecer.

Nessa vida, eu conheci muitos lugares, muitas pessoas, muitos costumes, novas culturas, e muito mais. Acredito que o aprendizado está embutido nisso tudo. Com certeza está. Eu passei por várias experiências de vida, como a variação de classe econômica. Aprendi a lidar com pessoas de várias classes sociais, conheci muitas realidades, aprendi a mudar o nível do vocabulário a depender com quem eu fosse converssar.

Conheci MUITA gente! Mas MUITA mesmo. Reconheci quem eu podia confiar, e ainda posso confiar até hoje. Nessas, eu aprendi a não criar muitas expectativas das pessoas. A gente se decepciona demais, a ponto de um belo dia, uma desapontamento não nos afetar tanto. Pessoas maravilhosas passam por nossas vidas. Essa é a parte dolorosa. São as pessoas que a vida selecionou com todo o cuidado, colocou diante de nós, e aprendemos com elas dez vezes mais do que com o restante. Marcam nossas vidas e passamos a ter um forte desejo de um dia querer retribuir de alguma forma. São verdadeiros anjos. E claro que também existe aquelas pessoas que só nos dão “paulada”. Esses só aparecem com um único propósito, deixar a gente esperto (isso vale para todas as pessoas, não só para os nômades que é o assunto desse post).

A nossa vida é cheia de acontecimentos cômicos. Nossa certidão é de um lugar, o RG de outro, habilitação de outro, ensino médio geralmente também nunca se passa inteiro num mesmo colégio, o sotaque nunca mais será o mesmo, a gente se perde nas novas cidades, e quando está ficando tudo certinho, adaptado… PAM! Mundaça! Aí lá vamos nós.

Mas acredito também, que somos uma espécie de “ferramenta” pra dar um toque na vida das outras pessoas também. Como um grande amigo meu, que conheci em João Pessoa, me disse:

“… agente era meio que dependente um do outro
de tanta amizade agente ficou dependente.
Quando você foi pra aracajú,
foi o tempo em que agente mais evoluiu em termos de personalidade e confiança.”

Isso serviu para os dois ^^ 

Agora, acredito e sinto que não vou mais me mudar nem tão cedo. Estou quase pra contruir carreira na região. E quando eu me formar, é muito provável eu procurar desafios em outros lugares, mas dessa vez, eu vou escolher se eu quero me mudar ou não.

Viver a vida intensamente, curtir o que ela tem pra oferecer, viajar bastante, conhecer vários lugares sabendo que não vou ficar muito tempo, até a vida achar que já está bom demais e finalmente me apresentar bons motivos para se fixar em um local e construir minha vida. E provavelmente será em um local que eu goste e que a mulher da minha vida more também.

Ehhhhh vida louca!

Obrigado :)

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