segunda-feira, 31 de janeiro de 2011

Um post GIGANTE e meu passado NERD

Finalmente digitando! (18/01)

Enfim, voltei a escrever no computador. Ainda estou sem internet, mas já é melhor do que escrever no caderno.

O apartamento já está ficando arrumadinho. Estamos nos desfazendo de muitas coisas velhas e comprando coisas novas. A minha cama, que eu tinha desde que me conheço por gente, e que já passei por tantas coisas nela, foi para alguém que está precisando. Procuramos em especial vítimas das chuvas, e uma das mulheres que trabalham aqui no condomínio precisava, porque a água entrou na casa dela. Não tinha alguém melhor pra doar do que pra ela. Entregar diretamente nas mãos de quem precisa, era o que eu queria. Meu medo era fazer a doação para essas organizações e alguém não necessitado pegar para uso próprio (isso existe). É incrível que nessas circunstâncias exista gente que aproveita para roubar doações. O fato de roubar doações em si, nem me espanta tanto. Certa vez em uma gincana do colégio, tínhamos que arrecadar roupas. E lá no meu colégio, onde o que mais tinha era filhinho de papai, aconteceu isso. Alguns alunos pegaram roupas consideravelmente boas para uso próprio. Até os alimentos arrecadados eles comeram! Por causa de tanta gente nojenta como essas pessoas, estudando comigo, foi um dos motivos para eu não querer ir para minha festa de formatura.

O bom de trocar as coisas, é que as coisas velhas guardam o passado. Não sei se você entende ou é só comigo isso, mas tenho a sensação que essas coisas velhas guardam acontecimentos, e é como se sempre estivessem comentando o que já presenciaram. E a sensação do “novo” é muito boa. É como se estivesse limpando o passado. A minha cama velha por exemplo… todas as vezes que eu chorei nela eu me lembrava dos ultimos motivos de choro.

Até o carro meu pai trocou! ^^

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Ontem eu fui na lan house fazer minha inscrição para um vestibular. Aproveitei e levei os dois primeiros textos que escrevi no caderno.

O próximo passo agora é o emprego :D

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Lembrei que prometi escrever sobre minhas nerdisses, rsrs.

Sabe… tem tipos e tipos de NERD. Eu já fui aquele que ficava nervoso só de falar com uma menina. Na época que eu era assim, eu era aquele nerd chato vítima dos vagabundos do fundão. Eu era chato porque eu não tinha paciência com perguntas estúpidas dos outros alunos e deixava isso evidente, causando de vez em quando alguma discussão. Então na minha 7ª e 8ª série, e no 1º ano do ensino médio, era eu e um único amigo. Tudo nós fazíamos juntos. Eramos os nerds, chatos, e alvos dos bagunceiros das turmas. Aconteciam coisas como por exemplo: Chegar cedo no colégio só pra pegar a primeira cadeira, aí dava uma saída pra beber água e quando voltávamos… surpresa! Nem a cadeira e nem a mochila estavam mais no lugar. A cadeira simplesmente aparecia em baixo do trazeiro enorme de um dos repetentes bagunceiros, e a mochila em algum canto ou dentro do armário cheia de bolinhas de papel. Só que a gente não era otário. Várias e várias vezes quase levamos uma surra dos bagunceiros por bater de frente com eles. A gente era magrelo e eles fortes, já com o corpo mais desenvolvido por serem mais velhos (repetentes), e a gente ainda ousava discutir. Tudo bem que a gente saia tremendo de medo e mal conseguia falar direito quando um deles ameaçavam a gente, mas tínhamos bons motivos pra enfrentá-los.

1- Se um deles metesse a porrada na gente, seria expulso. Isso seria um belo de um presente pra nós… levar uma porrada valendo nunca mais olhar pra cara de um deles seria ótimo.

2- Além de eu nunca ter conseguido só ouvir e não fazer nada, eu também tinha praticamente uma platéia assistindo as minhas discussões (restante da turma ou os outros bagunceiros), e eu não queria passar por fracote covarde.

3- Eles não eram bons com palavras. Então, além de eu não me sentir ofendido com o que eles falavam, fica meio que explícito a vitória para os nerds.

Eu e esse meu amigo, não aceitávamos que ninguém entrasse no nosso “grupo”. Quando tinha que fazer trabalhos em grupo que fosse além de 2 pessoas, a gente pedia para as pessoas ficarem tranquilas, não dar pitaco no trabalho, e que a gente faria tudo sozinho mesmo e colocaríamos o nome delas no trabalho. Porque preferíamos ter certeza que seria nota 10 do que receber uma parte do trabalho que prejudicasse na nota.

Eu e esse meu amigo, só idealizávamos a mulher. Mal conseguíamos chegar perto de uma e ainda fazíamos olhar crítico, rsrs. Comentávamos algo do tipo: “Imagine a fulana com aquela roupa de elfo segurando o tal machado que vende naquela vila” (tudo isso era do RPG). Tivemos uma única amiga por um tempo. Ela se aproximou da gente por curiosidade de querer saber sobre o que conversávamos. Mas a maioria das vezes que ela chegava pra conversar ou ouvir a conversa, a gente ficava desajeitado. Uma vez que ela sentou do meu lado, e ficava me encarando com a cabeça apoiada na mão, eu perdi totalmente o raciocínio e não conseguia fazer uma soma que dava algo como 28! E ela era bonita… pelo menos na época eu achava ela bonita.

Depois da escola, nós só sabíamos estudar, jogar RPG, jogar algum jogo de computador viciante da época, jogar jogos on-line, andar de bicicleta e jogar coquinho nos ônibus no final da tarde.

O RPG era o nosso mundo. A gente jogava com um grupo que morava perto da gente, que conhecemos na lan house em um duelo de couter-strike. E no RPG eu “beijei” pela primeira vez kkkkkkkkkkk. Mas calma, não foi nenhuma das meninas que jogavam (que eram muito feias e tinham tipo de sapatão), foi com uma aldeã de uma vila no jogo. Eu tinha que tirar 6 no dado D6 (o dado de 6 faces. D20 – 20 faces.. e assim vai), e quando o mestre do jogo (o narrador) disse que essa aldeã era bonita e que gostava de heróis, eu tentei. Beijei ela e nunca mais dei notícias, kkkkkkkkkkkkkk.

A gente era tão amigo (ainda somos até hoje), que depois de passar o dia fazendo nerdisse, cada um ia pra sua casa e nos encontrávamos em jogos on-line. A gente ligava o microfone e ficávamos combinando coisas para tirarmos vantagens no jogo.

Já na 8ª série, tivemos uma leve mudança. Conseguimos expulsar 2 dos bagunceiros que atormentavam nossas vidas, e ganhamos alguém para atormentar, rsrs. Era um muleque baixinho que se irritava com a gente. Ele era excluido dos bagunceiros por tentar ser igual eles e só fazia merda, e excluido pelo resto da turma, porque a bagunça dele atrabalhava a aula e ao mesmo tempo não era apoiada pelo restante dos vagabundos. Conclusão… demos apelido pra ele (Chaveirinho – ele não gostava e combinava com ele), irritávamos ele simplesmente porque era bom ver ele irritado. Era o vagabundo chato perfeito pra nós, porque era inofensivo. E tinha um doente mental também que achava legal ser bagunceiro. Só que ele mesmo entregava todo mundo (sem perceber, coitado). O pessoal começava uma bagunça e ele queria participar, aí quando chegava alguém pra tomar providências ele não aguentava a “pressão”, que só pra constar, era a primeira pergunta básica de todo mundo que chega pra tomar alguma providência: “ Que bagunça é essa aqui!?” kkkkkkkkkkkkk Aí o coitado do doente mental entregava tudo.

E no 1º ano foi uma grande mudança. Aproveitamos pra mudar, porque mudamos de colégio. E nesse novo colégio ninguém sabia quem era nós. A gente começou a bancar os bagunceiros pra poder ser popular. E na verdade a gente só mudou o comportamento em classe. Depois do colégio a gente chegava a estudar umas 5 horas por dia, e estudava o conteúdo que o professor ainda ia passar. Então a gente zuava pra caramba e os professores não tinham o que reclamar, porque as melhores notas eram as nossas e a gente sempre tinha a resposta na ponta da lingua. Os outros bagunceiros ficavam indignados com isso (mal sabiam eles que a gente se matava de estudar em casa) rsrs. E foi lá que conseguimos conversar como gente normal com as meninas. Fomos praticamente forçados a acostumar. Muitas meninas vinham puxar assunto e pedir pra ensinar algumas coisas. Nós chegamos a ir dar aula de tarde no colégio. Tanto para as meninas de nossa turma, como para as pessoas do pré-vestibular que passavam e viam pelo vidro que estávamos ensinando alguma coisa.

Depois que eu me mudei para Aracaju muita coisa mudou. Tive que aprender a me relacionar rapido com outras pessoas, porque não conhecia ninguém. Teve todo aquele mimimi de mudança, mas logo de cara consegui um rolo com uma menina, e assim eu fui mudando. Foi uma baita de uma mudança.

Hoje em dia eu sustento só algumas características levemente nerds.

Adoro ficar em casa no computador, estudando, lendo, vendo seriados, e não resisto a um joguinho. Adoro produtos geeks, sou fã da tecnologia, e adoro aprender coisas que pouca gente sabe (sou autodidata), e gosto de escrever também. Fã da Apple, de heróis dos quadrinhos, de blogs, etc…

Mas agora eu já me relaciono MUITO melhor com as pessoas. Até já tive namorada. Que diga-se de passagem… ela me disse que eu era um nerd diferente, hehe. Dizia ela, que achava que nerd era gay. kkkkkkkkkkk Coitados! Certamente se ela tivesse me conhecido na época que citei lá em cima, ela acharia isso de mim. Mas NÃO meninas! Os nerds só gostam de coisas que poucas pessoas gostam, e acabam desenvolvendo esse mundinho particular deles e não se preocupam em colocar mais gente dentro. Mas todo nerd tem uma musa! Seja ela a mulher maravilha ou uma mulher real. Nunca conheci nerd gay. Mas já vi muita menina nerd bisexual ou homosexual.

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Acabou! Uffa

Obrigado

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