domingo, 18 de dezembro de 2011

Que venham os devaneios (parte 2)

Sabe o que mais?

Estou pensando demais demais demais! Assisto algumas coisas, leio outras coisas, passo por algumas coisas, e meu cérebro começa a maquinar conceitos, ideias, planos (PLANOS?! Planos nãããããããooo!!!!) , previsões/criações de meu futuro, ou prováveis futuros. Fico com a cabeça a mil e sentindo como se meus neurônios estivessem em uma batalha de gladiadores. Sinapse pra todo lado!

Eu não sei como você se sente quando está como eu estou, mas eu fico louco pra escrever um monte de coisas, quero “cuspir” tudo o que estou pensando, não aguentando mais ficar com tudo o que se passa pela minha cabeça só pra mim, mas quando estou devidamente pronto para despejar tudo, não me recordo de muita coisa. Fico acelerado, mão suando, com os sentimentos perdidos sem saber de quem é a vez de aparecer. O mais interessante, é que os únicos que não dão as caras são os ruins. Porque só tenho sensações boas, bons pressentimentos, boas lembranças e nada consegue acalmar essa guerra? Sim, de fato é uma guerra. É como se fosse a vez do Amor falar, mas as Ideias o estapeassem, e quando elas fossem falar, chegasse as Boas Lembranças pra roubar a vez, porém a Saudade rouba a cena com um retroprojetor na parede de meus olhos e todos os outros começam a fazer guerra de pipoca no meio do filme.

Sinto muita falta de algumas pessoas, de alguns momentos, de algumas oportunidades. Sinto falta do meu eu que ficou no passado. Sinto falta do meu futuro da outra escolha, a mais doida das duas que eu tive que fazer. Sinto falta de saber quem eu sou.

 

Obrigado

Um comentário:

  1. Certa vez eu conversava com um amigo sobre esse nosso "eu" do qual a maioria das pessoas tem saudade, que deixamos no passado e achamos que nunca mais conseguiremos resgatar.
    Sim, é lógico que a vida muda as pessoas e suas atitudes, nós temos que mudar, temos que nos adaptar, mas eu não acredito que as coisas realmente se percam, elas apenas se transformam e algumas delas podem ser resgatadas, outras não, outras podem ser revistas e adaptadas.
    O seu eu do passado não sumiu, continua aí com você onde sempre esteve, apenas guardado para se mostrar em ocasiões onde valha a pena se mostrar. Não tenha medo dele, não o considere ultrapassado ou inadequado. Foi graças a tudo o que você já foi que você chegou a ser o que é hoje.

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