domingo, 3 de novembro de 2013

Coisa de empresa, A caminho de um sonho, e paixões de minutos.

Bom, hoje vou escrever ao som da set list do melhor dia do ano (30/07), e vou começar com um assunto atrasado aqui.

Tudo começou em meados de março. Um amigo meu na empresa foi promovido, e a vaga dele ficou em aberto. O único candidato com as habilidades necessárias era eu.
Abril, meu chefe me chama em reservado, e conversa comigo a respeito da vaga, e que a única pessoa que ele confiava o cargo, era eu. Disse para eu começar a mudar minha postura, e passar a “mandar” mais no pessoal, exigir mais da equipe e tudo mais. Mudei repentinamente, tratando todos com muito respeito, e consequentemente todos passaram a entender o que estava para acontecer. Ganhei minha mesa, meu computador, e todos os acessos para o sistema de análise de estoque do armazém. Maio, o gerente me chama, aperta minha mão, e me dá os parabéns… MAAAASSSS, disse que eu deveria segurar um pouco, pois como eu tinha férias vencidas, eu teria que tirar elas para ele poder me promover. “Marca para Julho”. Marquei, e aconteceu aquela bagunça que citei na época… a mulher do RH esqueceu de enviar a ordem pra matriz, e acabaram não aceitando em cima da hora. “Marca para agosto”. Marquei… No decorrer de julho, meu amigo veio me falar de algo que ele ouviu em uma conversa do gerente na sala, sobre colocar a “Fulaninha” como analista. Achamos que seria muita sacanagem se fosse o que estávamos pensando. Um tempo depois, vi o gerente passeando pela empresa com a “Fulaninha”, depois colocou ela pra trabalhar do lado do meu chefe, e depois passaram a colocar ela nos e-mails da equipe. Estava mais do que na cara do que estava para acontecer. Na véspera das minhas férias, surge um aviso no mural:

- Vaga para analista de estoque SISTÊMICO.

Fui falar com o meu chefe a respeito, e ele disse que era um terceiro analista, com um trabalho diferenciado.
Então perguntei se eu podia me candidatar, pois apesar da minha promoção estar certa, eu preferia pecar por excesso. E fui me candidatar. Porém minhas férias começaram antes da prova.

Quando eu voltei, na última semana de agosto, já haviam feito a prova, porém como sempre aconteceu, quando houvesse um processo seletivo assim, com pessoas de férias, essas poderiam fazer a prova depois que voltassem. Cobrei a minha prova para meu chefe, e ele disse que ia ver com o gerente. Passou o tempo, e nada. Chegou o dia que chamaram todos os promovidos do mês, inclusive a “Fulaninha” que fez a prova que eu não fiz, menos eu. Confesso que o sangue subiu nesse dia, pensei um monte de bobagem, mas eram pensamentos que não me faziam bem. Apenas pedi paz interior a Deus.
Uma ou duas semanas depois, enquanto eu trabalhava, chegou o meu chefe e o gerente juntos querendo falar comigo. Apenas o gerente falou… disse que estava devendo uma conversa comigo, e era pra falar sobre o que havia acertado comigo em maio. Disse todo o B-A-BA da gestão, custos e tudo mais, e falou o porquê eu não fui promovido. Explicou que o cargo que foi para a “Fulaninha” foi um cargo criado de ultima hora, pois o gerente geral viu a necessidade. Porém, na hora de passar para o cliente (somos terceirizados), ele não aprovou a verba para 3 analistas. Teria que ser os dois anteriores, ou um do anterior e um desse novo cargo. E ele preferiu ficar com a segunda opção. Disse que sentia muito por aquela notícia, que era um balde de água fria e tudo mais, e que eu poderia contar com a ajuda dele o dia que tivesse uma oportunidade melhor para meu crescimento profissional.

E sabe de uma coisa? Agradeci a Deus pela paciência e calma que Ele me concedeu desde sempre. E não fiquei bravo, pois já estava me lamentando em pensar o que eu iria dizer à eles, sendo promovido e uns meses depois pedindo pra sair da empresa para eu realizar meu intercâmbio.
Se ele estava mentindo ou não, eu não quero saber. É problema dele. Vou confiar no que me disse, e seguir em frente. Agora ele tem essa “dívida comigo”, e pretendo cobrar em breve ^^

Tudo correu perfeitamente…. as minhas férias atrasaram, mas ao mesmo tempo agosto foi o mês ideal para eu ter ficado em casa. Não fui promovido, mas ao mesmo tempo me livrei de ter que pedir demissão um tempo depois, e provavelmente a “fulaninha” tenha recebido essa promoção porque precisava muito mais do que eu.

-----------------------------------------------------------------------------------------

A muito tempo venho falando do meu sonho de ir para o Canadá. E agora esse sonho está muito perto de se concretizar (:

Em setembro eu tirei meu passaporte, e em outubro eu resolvi tudo o que precisa resolver quanto à documentação. Agora, só falta sair meu visto \o/

Não conseguiria nada disso, se não fossem meus pais, e meu amigo que vai me ceder um quarto na casa dele lá. Há também meus amigos e familiares que tanto me ajudam e me apoiam nesses planos. Só houve uma pessoa que me decepcionou quanto a me apoiar. Um primo meu, que mesmo apesar de conhecer a personalidade dele, achei que receberia o maior apoio. Mas é coisa do gênio dele. Ele quer sempre ser e ter o melhor de tudo. Agora que falei pra ele o quanto está perto de tudo, ele fica colocando defeito nos planos, rsrs. Da mesma forma que ele gosta da atenção que chama quando vai para Itapeva, e o pessoal ficou elogiando Jundiai em uma conversa sobre cidades boas pra morar. Ele simplesmente disse que não gostava e achava feia, sendo que ele nunca viu a cidade, rsrs. Mas vai entender esse tipo de gente né?! O que importa é que tenho recebido apoio de todo mundo, de muita gente querida que eu não conversava a um tempo e mesmo assim está muito feliz por mim. Obrigadão a todos!

No sábado passado, fui à São Paulo assistir uma palestra sobre o Canadá. Foi bem legal, pois todos os palestrantes já haviam morado lá, passaram fotos das experiências deles, falaram de várias cidades, curiosidades, e tiraram as dúvidas das pessoas. Eu não tinha dúvidas, apenas fiquei mais empolgado ainda (:

Antes de voltar para Jundiai, inventei de entrar no shopping em frente ao prédio da palestra. PRA QUÊ!? Shopping Frei Caneca.
Bem, em São Paulo é normal a gente ver homosexual pelas ruas, e em círculos de amigos. Tenho nada contra, e inclusive tenho amigos homosexuais. Eu os trato com respeito, como qualquer outra pessoa, e eles também me tratam com respeito. Normal.
Porém no shopping Frei Caneca, se você está lá desacompanhado, se prepare, ou melhor, NÃO vá desacompanhado de uma mulher. Porque como eu estava dizendo, desacompanhado, significa que você “está querendo”. Acontece que lá é o centro de concentração em massa de todo quanto é tipo de homosexual! De criança à velho. De vendedor à gerente. Todos! Pra todo lado! Reunidos! TE OLHANDO! Branco, negro, índio, amarelo, chinês, alemão, todo tipo! E ficam mexendo! “Psiu”! Muita falta de respeito! O negócio é fechar a cara e não olhar. Porque se você não gosta, e quer tirar satisfação, tudo bem, mas quero ver você bater em dois negão com 2 metros de altura, com os braços do tamanho da sua coxa. Estou falando sério. Tinha os velhos sem vergonha, reunidos em 10 a 15, e tinha esses também, do tamanho de armário andando de mãos dadas.

Depois de fugir de lá, fui para a rodoviária. No caminho, com passagens por ônibus e metrô, a gente sempre está sujeito àquela situação da “paixão de rua”. Vai dizer que as vezes que você precisou andar a pé, nunca passou por essa situação!? Aquela pessoa interessante no ponto de ônibus, ou dentro do metrô… rsrs. É o terror dos tímidos. Ficam trocando olhares um tempão, pensando no que falar, até perder a oportunidade quando cada um vai para o seu lado. Ficamos pensando que aquela poderia ser uma pessoa legal, bastava ter falado com ela.

Então, eis que estou na rodoviária, na fila pra comprar minha passagem pra Jundiai, e escuto uma voz feminina falando em inglês. Uma voz muito bonita por sinal. Então, só de ouvido na conversa, percebi que era uma brasileira, dando informação para um africano. Dei uma olhada discreta pra vê-los, e vi aquela menina linda! Nossa, como era bonita… não resisti, e olhei mais umas 3 vezes pra trás. Depois ela teve que ir embora, e deixou o negão lá, todo bobo com a recepção dele na rodoviária, kkkkkkkk. Então, quando fui para o meu ônibus, quem estava lá?! Ela! Ela olhou pra mim, tirou as coisas dela do banco do lado, olhei bem, e minha poltrona era na mesma fileira, mas no outro lado do corredor. Sentei, e fiquei ali, querendo olhar pra ela. Então, certa hora peguei ela olhando pra mim enquanto eu brisava na vista pra fora, ela voltou os olhos para a janela dela e ficou ali. Então eu passei a olhar pra ela enquanto ela não via, e vi que ela apenas virava os olhos para o lado que eu estava rsrs. Ficamos a viagem inteira nessa de “agora eu olho, depois você olha”. Cheguei a conversar com meu amigo por sms, sobre o quanto aquela menina era bonita. E eu pensando em um jeito de falar com ela, tomando coragem, e nada… Eu tinha 1 hora de viagem pra falar alguma coisa. Então decidi, que quando chegasse em Jundiai, eu ia elogiar ela ou algo do tipo, mas eu ia falar com ela, estava certo já. Chegando na rodoviária, desci e fiquei lá, plantado na frente do ônibus ainda. E quem disse que ela desceu ali!? NÃO! Foi pra não sei onde! Algum outro lugar que o ônibus passa depois de parar na rodoviária. Mas eu não sabia que tinha isso ainda. Que raiva! E lá se foi, mais uma oportunidade… Custava ter tentado falar com ela durante a viagem? rsrs. Timidez é uma bosta mesmo.

 

Então é isso. O post acaba por aqui.
Desculpe pela variedade de assunto, e obrigado pela paciência.

Nenhum comentário:

Postar um comentário