segunda-feira, 29 de dezembro de 2014

Abaixando a poeira

Eu estive um pouco ocupado, e estava bom. Queria achar um tempo para escrever aqui, mas quando eu achava eu estava exausto, e preferi tirar cochilos.
Dia 24 fez um mês que voltei a trabalhar! E bem... não foi tão fácil se adaptar à nova rotina. Eu nunca precisei acordar tão cedo para trabalhar, e muito menos pegar 3 ônibus para chegar a algum lugar em toda a minha vida.
"Nossa PH! Você é louco! Porque aceita um negócio desse?!"
Olha, tem muitos fatores que me fizeram aceitar essas condições. O principal de todos, é que é uma logística que não trabalha sábado, e que posso me destacar muito mais fácil do que se eu estivesse em uma das unidades de Jundiai (Trabalho em outra cidade).

E bem... Foi corrido, ganhei minha folga no natal, e foram os melhores "dias de natal" que já passei em minha vida!
Foi em Itapeva, como sempre, porém eu estou em uma fase diferente de minha vida. Acredito que esta é a melhor fase que já tive!

Tudo começou mesmo, indo para Itapeva um final de semana antes da semana do natal. Coisa rara. Na verdade, nem estava nos planos por conta dos gastos que cada viagem dá. Mas teve uma festa lá no sábado 20, e é a melhor festa de Itapeva no ano! Ano passado não deu pra ir justamente por causa dos gastos, uma vez que já planejamos ir na véspera. Só que tendo essa festa, eu combinei com meus primos de irmos. E fomos! E quase deu tudo errado. Uma longa história que não estou afim de escrever tudo. Resumindo bem, nós tínhamos ingressos comuns. A minha prima tinha para pista vip e ia desistir. Fechamos de comprar com ela. Vendemos quase todos os ingressos (2 de 3) e ela desistiu de vender e decidiu ir na festa. Saímos desesperados na rua no final do dia atrás de ingresso novamente. E foi isso.

A festa foi demais! Muuuuuuito boa! E descobri que a tequila é a inimiga da minha memória. O que justifica brancos que tive de duas noites em Calgary.

Festa boa, e tudo mais, mas domingo voltei pra Jundiai, para trabalhar dois dias e na quarta já voltar para Itapeva novamente.

O natal foi muito divertido! Sai para um jantar, e depois encontrei com meus primos. Encontramos uns amigos em uma praça, e ficamos lá conversando e bebendo. O número de gente foi crescendo, crescendo e crescendo tanto, que chegou a um ponto que tinha mais de 100 pessoas na praça, todos conhecidos em comum, e assunto pra conversar de madrugada não faltava. Foi muito gostoso. E nos dias seguintes, todas as nossas noites terminaram naquela praça. As mesmas pessoas de sempre, e sempre após o bar do tio fechar.

Só nesse ultimo dia que teve um pessoal não muito legal que ficou no nosso pé o tempo todo. Ah meo, meninada sem papo, vazia, que não sabem conversar... elas me davam sono, mas tanto sono, que eu apelei para coca-cola. Maaaaaas, não foi qualquer coca-cola, foi a KS. A melhor coca que tem. E tomei 4 garrafas! rsrs. Fora que encontrei com mais gente conhecida, e mandei um SOS via mensagem para me tirarem daquela mesa e eu poder sair discretamente. Dali pra frente a noite foi ótima!

E nesse natal fui surpreendido quanto a presentes. O mais interessante, é que ganhei todas as coisas que eu queria comprar, e que estava precisando.
Ganhei meu porta-retrato que eu estava procurando, ganhei um livro que eu estava de olho, ganhei uma luminária que eu precisava, uns carrinhos de madeira decorativos para o meu cantinho, roupa, e até lego! haha

Foram dias cheios de surpresas.

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Foi-se uns dias

Segunda-feira passada eu comecei a trabalhar de verdade. Na semana anterior eu havia apenas passado por treinamentos.
O meu emprego em si, é fácil, mas regredi em termos de ganhos em comparação ao meu trabalho anterior. Porém decidi sacrificar algumas regalias em troca de mais oportunidades de crescimento. É uma empresa boa que dá muitas oportunidades para os funcionários. E é nisso que estou focando. Minha meta é estar promovido dentro de um ano.

Não tive muito tempo livre para curtir as coisas que eu gosto de fazer, por ter que fazer algumas atividades rotineiras e ir dormir cedo. Pra piorar, eu teria que ter trabalhado 12 horas na sexta, sábado e domingo. Trabalhei sexta, sábado e consegui me livrar de trabalhar domingo. Consequentemente eu pude ir para uma festa que eu quis ter ido ano passado, e esse sábado teve novamente. Acontece em um barzinho famoso aqui de Jundiai, que sempre toca os estilos de músicas que eu gosto. E como eu estava com desespero de fazer algo diferente, eu fui sozinho mesmo. Cheguei da empresa às 21h, e às 23:30 fui pra lá. Fiquei quase uma hora na fila para entrar.
E bem… não era como eu esperava. Comprei minhas heinekens, fiquei meio feliz, cantei alto umas músicas, fugi de uma mina estranha, e fui embora 3:30. Valeu a cerveja e as músicas boas, porque o resto foi uma bosta.

Cinema sozinho: Check

Café sozinho:
Check

Festa sozinho:
Check

Por eu ter trabalhado muito nesses dias, eu vou ganhar 3 dias em casa em um dos feriados (natal e ano novo), só não sei ainda qual deles. Porém, a folga começa em uma quarta, vai até sexta, e depois tem o sábado e domingo. Ou seja, viajar por 5 dias \o/
Se não fosse a minha mãe morando longe e tanto tempo sem me ver, eu iria para Curitiba fazer turismo. Mas não será dessa vez :/ Não aguento mais passar essas datas em Itapeva. São 23 anos de Itapeva todo final de ano. Mas eu supero… só achar as coisas pra fazer. Provavelmente vai rolar umas saídas com meus primos e vamos virar algumas noites acordados conversando e nossa tia nos mimando com lanches gigantes de madrugada.

Estou planejando começar em breve minhas aulas de violão. Vi que para aprender sozinho precisa de muita sorte pra achar material gratuito bom.

 

Ahhhh, e sábado passado pude encontrar com umas amigas de Calgary! Foi muito bom rever o pessoal. Ao todo, foram 5 que eu reencontrei :D
Fomos andar na Paulista, que a minha irmã AINDA não conhecia, no MASP, e para dois PUBs. Dormimos na casa de uma amiga, e no outro dia já fomos para a o aniversário de outra. Foi bem divertido.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Já me enganei sobre muitas pessoas e também me enganei sobre mim mesmo. Já disse nunca mais e fiz tudo de novo. Já pensei que fosse pra sempre e nem percebi quando acabou. Sim, errei muito e erro sempre. machuco quem não deveria e me decepciono com aqueles que eu mais amo. Já escrevi e não mandei, já disse te amo quando deveria dizer 'te quero bem' e já quis dizer te amo e no lugar disse apenas 'eu gosto de você'. Sei exatamente o que quero fazer daqui a 10 anos, mas não sei que roupa vou colocar amanhã. Não lembro o que comi ontem, mas lembro exatamente de cada palavra de carinho que já ouvi. Sinto saudade do que não tive, sinto falta até mesmo de quem esta perto de mim. Posso amar sem ser notado, posso morrer de ciúmes e mesmo assim conseguir sorrir, posso esquecer quem me deixou triste; mas não esqueço jamais de quem me fez feliz.

Raiane Fernandes

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Eu do passado, mandando uma mensagem para mim mesmo no futuro.

Só pra constar, se escrevi no passado, hoje já é o futuro desse passado.

Mas sério… não foi diretamente.
Eu apenas estou passando por uma mudança, e estava pensando em readotar certas filosofias de vida que eu já havia deixado de lado. Então, pensando em escrever sobre isso, pensei: “Vou ver como eu pensava um ano atrás”

Achei isso:

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http://bagulhodopaulista.blogspot.com.br/2013/11/com-ela-tudo-sera-novo-novamente.html

 
E esse sou eu no início desse ano ainda:
http://bagulhodopaulista.blogspot.com.br/2014/02/nada-novo-para-quem-ja-me-conhece.html

Putz…
Acho que estou sendo um covarde. A vida me deu um tapa na cara, e eu estava abaixando a cabeça. Mas esse não sou eu! Fugir é sempre mais fácil mesmo, mas não serei assim.

Às vezes é algo só passageiro, e tudo pode  se resolver depois que a “tempestade” passar.

O jeito é aguardar.

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sábado, 22 de novembro de 2014

Echosmith - Cool Kids







Eles têm outras músicas legais. Descobri esses dias :)

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Foram necessários 3 resgates

Tem uma piadinha que eu aprendi quando criança, que é bem assim:

O barco de um homem naufragou, e ele começou a nadar e quase se afogar.
Então chegou um barco, e todos gritavam para ele subir. Ele dizia: Não! Deus vai me salvar!
Então chegou outro barco maior, e jogaram bóias para ele. Ele as recusou, e dizia que Deus ia o salvar. Então veio um helicóptero, e ele se recusava a subir com o resgate, pois Deus ia o salvar!
O homem não resistiu e morreu afogado.
Chegando lá no céu, ele questionou Deus furiosamente:
Poxa! Sempre acreditei e fui fiel no senhor, e o senhor me deixa morrer!?
Deus respondeu: Eu tentei meu filho… enviei 3 resgates, e você os recusou.

Já faz 2 meses que eu estou procurando emprego. E venho pedindo a Deus, um emprego com pelo menos as mesmas condições que eu tinha no outro. Então, um dia uma entrevista para uma empresa “X” surgiu. Fui láááá na lapa fazer a entrevista. A empresa fica aqui em Jundiai mesmo, multinacional, etc. Porém, era para trabalhar segunda a sábado, entre 6h e 14h. Eu fiz a entrevista e fui sincero com a entrevistadora. Eu não queria trabalhar aquele horário. Se ela conseguisse horário administrativo pra mim, seria uma boa. Mas ela não deu mais resposta. 3 dias depois, às 10 horas da manhã liga uma outra agência da lapa também, dizendo que havia uma oportinidade na empresa “X” e que se eu tivesse interesse, era para comparecer lá às 12h para entrevista. Eu disse pra ela que já tinha ido lá, minha ficha estava lá e tudo mais, eu inclusive falei pra ela todas as informações da vaga. Enfim… não era a mesma agência, mas era entrevista para a mesma empresa, em outra unidade, e eu não tinha como chegar lá a tempo. Então na semana passada, liga uma agência de Jundiai que a secretária já até me reconhecia, e fala que tinha uma vaga para a empresa “X”. Eu até dei risada. Pensei “Ok, vou lá ver no que dá”. Fui, e era de fato para a mesma empresa, porém outra unidade e outra proposta. Fiz outro tipo de teste, e fui encaminhado para a empresa. Fui até lá na quarta-feira, e tinham apenas 35 candidatos para 10 vagas. Eles passaram tudo sobre a empresa e os benefícios. Tudo perfeito como eu queria. Fiz outra prova e uma entrevista com o gerente do estoque. Eu tenho todo o conhecimento que eles precisam, estava muito convicto que conseguiria passar. Inclusive, aquela unidade é a única que trabalha com o horário administrativo, e não trabalha aos sábados. Sem contar, que esse cargo para o qual estavam contratando, nunca é preenchido por candidatos externos. Eles sempre promovem quem está dentro. Porém, abriram essa excessão pois a função exige uma habilidade mais específica em estoque, e será uma equipe totalmente nova para exercer a função.
Ficaram de dar a resposta até sexta às 18h. Ninguém me ligou.
Fiquei triste pra caramba, e fiz planos para reformular meu curriculo, e comecei a considerar trabalhar em shopping.

Mas graças a Deus, hoje ligaram pra mim novamente. E era da empresa “X”, pedindo para eu ir fazer os exames clínicos!
Resumindo… Consegui um emprego!!!

domingo, 16 de novembro de 2014

Estava no lugar certo, na hora errada.

Tenho tido tempo. Muito tempo.
O que seria um perigo para a minha mente, caso eu não tivesse esse blog. Porém, mesmo tendo o blog como válvula de escape, eu me dou o direito de tomar um tempo. Geralmente eu tomo essa decisão porque o blog não é o suficiente para aliviar. É um tempo para organizar as ideias, e se eu fosse tentar colocar no blog, não sairia nada organizado. Como já aconteceu de eu escrever escrever escrever durante a madrugada, e no outro dia eu olhar e não dá pra entender nada direito. Fica uma zona de reflexões sem ordem e sem razão.
Atualmente, meu psicológico está no mais alto nível de defesa. Diante de algumas coisas que estão acontecendo, eu até que estou tranquilo, e com a mente aberta.
Me disseram que não fazia bem guardar meus problemas só pra mim. Mas se eu não tivesse sido assim desde criança, eu iria surtar nos dias que eu estivesse sozinho sem ninguém pra compartilhar essas coisas.
E outro ponto, é que quando estamos em apuros sobre a nossa vida, o desabafo para alguém é também um meio indireto de ouvir opinião sobre o que fazer com tais problemas. As pessoas geralmente (quase 100% das vezes) procuram fazer isso com amigos da mesma idade. A gente não pensa na hora que aquele amigo(a) também não tem a menor base de experiência para dar bons conselhos. Mas queremos só descarregar as emoções, e nem pensamos nisso na hora.
Já me disseram muitas vezes que sou sensato. Até que posso ser, mas nesse caso, me refiro a ser realista. Um amigo da mesma idade não vai saber me dar um conselho sábio. Ele só vai ser alguém sem muitos problemas pra pensar, e vai me falar algo que provavelmente seja fácil de ouvir, pois é uma cabeça que pensa da mesma maneira e tem ideias compatíveis.
Quando a gente entra em um dilema, significa que estamos começando a ponderar os prós e contras das decisões, e amadurecendo. Porém, como venho falando, pedir a opinião a alguém da mesma idade ou quase nada mais velho, não vai ajudar muito.
As poucas vezes que pedi, foram para pessoas no mínimo 10 anos mais velhas que eu. Mãe, pai, tia, e um amigo. Algumas vezes difíceis de aceitar, mas são as melhores.

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“O problema dos homens
é que uns seguem regras.
Outros, o coração.”
- Ique Carvalho

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Reflexão velha sobre respeito a quem nos ama, e críticas construtivas.

Eu, por muitas vezes, quando criança, apresentei um nível de seriedade ou maturidade levemente maior do que os amigos da mesma idade. Eu ia citar o fato de algumas vezes eu preferir ficar ouvindo a conversa na roda dos adultos a ficar ouvindo as besteiras das crianças, mas acredito que isso acontece com todo garoto, em uma fase que quer se parecer com o pai. Porém, pra mim não foi apenas uma fase.

Algo que nunca coube na minha cabeça, é o fato da grande maioria das pessoas se auto dominarem donos da própria vida. Não posso incluir criança, porque eles não têm a capacidade de discernir uma coisa da outra, mas quando adolecente, eu já identificava isso.
Eu me questiono, com que razão que uma pessoa dessas, acha que pode se vangloriar de status sociais e aquisição de bens materiais, concedidos pelos seus pais?

Essa reflexão começou por uma breve observação em um mercado aqui de Jundiai. Ele funciona 24 horas, e nos finais de semana a noite, enche de molecada esnobe. Eles não têm nem idade suficiente para ter trabalhado e sustentar a vida que têm, e ficam se achando. Atendem o celular, e tem vergonha de falar com os pais, e consequentemente acabam desrespeitando-os.
Um “tátátátátátátátá PAI, TCHAU!” Me fez subir o sangue, e querer enfiar aquele celular na garganta do moleque.

Eu sempre fiquei indignado com filhos que desrespeitam os pais. Ficam bravos pelos pais demorarem pra buscar na escola, ficam bravos quando as suas coisas estão ficando velhas e eles não trocam logo, bravos por serem cobrados de atividades em casa, bravos com cobranças relacionadas às responsabilidades, e até mesmo em simplesmente dar notícias.
De certa forma, há um pouco de nossa natureza nessa história. Quando começamos a crescer, saímos de uma zona de conforto para encarar uma nova realidade a cada ano. E ser vivo nenhum gosta de ser tirado de sua zona de coforto. Porém somos humanos, dotados do cérebro mais surpreendente do reino animal, capaz o suficiente de saber em que posição estamos, e que enquanto dependemos de um mais velho, obviamente não temos direito nenhum de reclamar da situação.

Algumas vezes, acontece de querermos ficar sem falar com os pais. Quem nunca fez isso? Mas é questão de tempo percebemos que estamos errados. Foi o que aconteceu recentemente na família… Um primo já nos seus 30 e poucos anos, brigou com o pai dele e deixaram de se falar. E isso acontece muitas vezes nas famílias. Mas o que leva pais e filhos a fazer uma coisa dessas? Deixar de se comunicar com alguém que te ama, esempre só quis o seu bem.

Nos meus 15 anos, meu pai me ensinou que o que ele dizia, era chamado de crítica construtiva. E que o propósito dela, é fazer com que a gente possa corrigir certos erros.
E vou dizer, não era fácil engolir elas, mas algo que eu não podia deixar de lado, é que meu pai é 29 anos mais velho que eu. Ele com certeza sabe o que fala para alguém com essa diferença de idade.

Quando mais novo, admito que reclamei muitas vezes com o tanto de cobranças que meus pais me faziam com respeito aos estudos, e quando me corrigiam por certas atitudes. Eles foram bem rígidos em termos de respeitá-los enquanto eu estivesse morando sob o mesmo teto. Mas passou, e eu reconheci que eu não tinha direito nenhum de reclamar de nada. Eu fui criado ouvindo que poderia ser pior. E sabia que eu estava do lado dos privilegiados. Eu só não entendo qual a dificuldade de muitos outros verem as coisas como eu via.

Porém, não seria o Paulo Henrique quem aqui escreve, se não tivesse escrito sobre outra perspectiva. Pois pensando bem, talvez não haja dificuldade… Porque só se tem dificuldade em algo que é ensinado. E sim, tem pais que não dão a mínima para como o filho irá crescer. Não deram amor enquanto ele crescia, e muito menos fizeram críticas contrutivas.
Às vezes que quis ficar sem falar com meus pais, eles não deixaram de falar comigo. Não ficavam me enchendo de mimos, como pais que se arrependem de brigar com o filho, mas iam atrás de mim, e tentavam conversar sempre. Era algo como “me escuta, que eu te escuto”. E depois disso as coisas ficavam bem novamente.

Isso vale para amizades também. Conheço duas amigas, que tinham uma amizade muito forte. Acho que não só eu, como todos diriam que eram inseparáveis. Porém, houve um desentendimento entre elas, por falta de conversa. E estão sem se falar a um tempo já. Uma delas não quer saber de conversa, e a outra já cansou de tentar conversar. Acredito, que pelo tamanho da amizade que elas tinham, ela tem um motivo muito pequeno para colocar a amizade em jogo da maneira que está fazendo. E acho também, que a outra não deveria parar de tentar conversar com ela.

 
Eu conheço um cara que se diz independente. Pra ser mais exato, o conheci em Calgary. Porém, eu e um outro amigo esclarecido, falamos a verdade mais dura que ele já ouviu na vida, dado que os amigos dele da mesma classe social não diriam essas coisas. Resumindo, ele adorava falar que não abria mão da vida dele no Brasil, pois aqui ele era independente. Bastou juntarmos os seguintes fatos; O apartamento “dele”, era um dos que o pai alugava e cedeu para ele morar, sem cobrar aluguel. E o carro precioso dele, o pai ainda está pagando. Fora o dinheiro que ele recebe para os gastos com alimentação, e outras coisas. Então perguntamos: Você realmente se acha independente? Com o salário que você ganha, você ao menos conseguiria morar onde mora e comer no mesmo mês? Ele não gostou, mas assumiu que realmente ainda não era independente. Fizemos críticas construtivas, para ele perceber que não estava certo.

Sabe… vejo muita gente que acha bonito olhar pelos mais pobres. Mas nunca se quer agradeceram aos pais pela vida que lhes proporcionam. Realmente não dá pra entender.


Eeeeeeeee falei demais, misturei coisa, sai um pouco do contexto, mas valeu. São 3:26 agora, e era o que tinha na cabeça. Uma postagem forte candidata a ser excluída futuramente por ser totalmente aleatória.

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7:30 - Como sempre, após escrever coisas bagunçadas de madrugada, dei uma arrumada no post depois que acordei. Acho que consegui deixar mais claro.
Agora tenho que correr pra levar minha mana querida para uma empresa que ela vai trabalhar :D O primeiro emprego dela! Estou tão feliz! Mesmo tendo dormido 4 horas, farei isso com o maior prazer.

obrigado

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Fim da linha, destino e escolhas.

Talvez você não saiba quem é Wagner Piske. Eu também não o conhecia.
E eu poderia falar sobre muitos outros casos, mas o dele repercutiu muito na minha rede de amigos. 1376333_775665155812397_5241906428443811971_n

Ele era o tipo de pessoa que você não consegue imaginar que ia terminar a sua missão aqui na terra tão rápido. Um cara de 28 anos, popular, reconhecidíssimo pelo o que fazia, e muito amado.

Palavras de sua namorada, Eliz.

“Eu e o Piske estávamos no nosso segundo dia de passeio pelo Rio de Janeiro. A gente sempre gostou de uma aventura e resolvemos fazer a trilha da Pedra da Gávea. Pois bem, depois de 2 hrs e pouco chegamos lá no topo.... Foi aquela sensação de dever cumprido, imagina... QUE TRILHA!! Foi tudo bem na ida, fizemos algumas paradas, tomamos água, revezamos a mochila.. Chegamos na famosa pedra, estávamos só nós dois.. tiramos a roupa, estávamos suando, pingando na verdade. Tomamos mais água, comemos umas bananas, descansamos, demos umas risadas e tiramos algumas fotos (imagem a seguir). Depois de um tempo lá em cima nos aprontamos para descer a trilha. Ficou combinado que no primeiro trecho da volta eu levaria a mochila, e ele levaria na segunda parte. Começamos a descer, Piske na frente, e eu atrás, como uma fila de índio. Depois de uns 10 minutos de caminhada da volta, chegamos num trecho mais complicado, que tem bastante pedra (já havíamos passado por esse trecho para subir), e que se chama Carrasqueira (vim a saber desse nome só depois). Por sorte, tinha um grupo de rapazes que estavam subindo esse trecho da trilha nesse mesmo momento, o Piske até trocou algumas palavras com o cara que estava tentando subir, a distância não era grande. Foi uma fração de segundos enquanto estávamos descendo a Carrasqueira quando o Piske escorregou ou tropeçou (e eu falo assim porque eu REALMENTE não vi o que aconteceu com o PÉ dele), e rolou por uma distância de mais ou menos uns 10 metros, e foi “parado” por uma pedra que tinha ali no caminho. Ele deve ter “rolado” umas duas vezes antes de parar/ bater na pedra “final”.” …
…”ele teve um traumatismo crânio encefálico e diversas fraturas no crânio, e faleceu na hora, sem dor.”

Foi algo me me fez chorar nesses dias. Não choro para cada morte que fico sabendo, mas ler essas coisas, faz com que eu me coloque no lugar da pessoa. Faz a gente saber o quão frágeis nós somos, e sentir que damos menos valor às nossas vidas do que deveríamos dar.

Às vezes me pego preocupado demais com o meu futuro. Muita gente faz isso. Porém, é um contra-senso para quem acredita em destino. Pra mim, escolhas e destino são coisas que andam juntas. É meio difícil entender. Acho que somos destinados a certas coisas. Tomamos decisões agora, pois o destino precisa delas.
Não só o Piske, como todo mundo que o conhecia, jamais imaginava que tudo iria acabar assim. E se a gente se preocupa com uma coisas dessas, quem vai conseguir viver em paz?
O Piske teve sua missão concluída. Graças a ele, muitas coisas aconteceram na vida de muitas outras pessoas, pode ter certeza.
Ele passou a vida inteira fazendo escolhas, e deixando a vida o levar, para um único destino.

Nos meus 16 anos, eu ganhei uma amiga. Nossa amizade foi se desenvolvendo, e eu sentia aquele clima. Todos do grupo sentiam. E eu não sabia bem o que fazer. A amizade era muito boa, e eu não queria que algum sentimento mais forte se desenvolvesse, pois eu não queria estragar a amizade caso não desse certo, e eu não tinha certeza se eu estaria naquela cidade ainda até o final do ano. Eu não queria me permitir ficar apaixonado por ela, e mexer com os sentimentos dela sem ter certeza de que eu poderia dar continuidade. Então, um belo dia, uma amiga dela (irmã de criação), me questionou sobre o porquê eu não tomava alguma atitude, e disse que ela estava apaixonada por mim e sofrendo por eu não fazer nada. Aquilo me destruiu por dentro. Expliquei pra ela, e acabei mudando o sentido da amizade. Minha amiga, obviamente sentiu, e me questionou o que estava acontecendo. E eu falei para ela tudo.
Nossa amizade nunca mais foi a mesma. E quanto ao meu medo de se eu estaria lá no ano seguinte… bem, estive lá por mais 3 anos. As coisas poderiam ter sido diferentes se tivéssemos tentado algo? Sim. Quem sabe até mesmo eu não teria saído daquela cidade. Mas a minha escolha foi a que deveria ter sido feita. Eu não mudei minha história, apenas fui usado para mantê-la.

Nesse ultimo domingo, voltei a andar de bicicleta. Andei aproximandamente 15 kilômetros. E não senti nenhum perigo. Porquê eu estava a tanto tempo sem andar? Bem, nas primeiras vezes que eu andei de bicicleta em Jundiai, eu passei por mais “quase atropelamentos” que em toda a minha vida andando de bicicleta. Senti muito medo de andar de bicicleta. Porém, nesse domingo era a única coisa que poderia me dar o que eu precisava. E andei tranquilamente. As pessoas estranhavam quando eu dizia fazer quase 2 anos que não andava. Eu adoro bicicleta, e realmente sentia falta. Mas acredito que tudo conspirou para que aqueles motoristas quase me atropelassem, e me dessem tanto medo a ponto de desistir de andar. Eu realmente me sentia invisível na rua, de tão perigoso que era. Se quer via reação de susto dos motoristas. Será que teria acontecido algo que mudaria o curso das coisas se eu tivesse andando nesse tempo que fiquei parado? Conheço vários exemplos que deu pra ver o que teria acontecido se alguém tivesse feito tal coisa.
Meu pai mesmo, já quase morreu muitas vezes. Só está entre nós até hoje, pela vontade de Deus mesmo. Ele tem histórias dignas de cenas de filmes de ação. Já aconteceu de um senhor morrer no lugar dele, após trocarem de lugar em um veículo. Esse senhor terminou sua missão, e permitiu que meu pai continuasse a dele. Se não fosse ele, eu nem teria nascido. O Piske foi na frente da namorada, e escorregou onde poderia ter sido ela. Um dia eu atravessava uma avenida distraído, e um ciclista veio do além, passando por mim rapidamente, e no segundo que eu parei para olhar para ele indo embora, passou um ônibus tirando fina de mim. Pra mim, aquele ciclista foi um anjo.

Parte dessa minha filosofia de vida, me fez desenvolver certas coisas como mais amor ao próximo, e me satisfazer com pequenos detalhes da vida.
Em Calgary, onde tive contato com muita gente, ouvi muitas vezes que eu era um cara que estava sempre sorrindo. Às vezes até me perguntavam o que havia acontecido que eu estava sorrindo, rs. E o fato é que a cada dia ganho, já é um motivo para sorrir. Tomei mais gosto por chamar alguém pra sair, e me propor a pagar a conta. Presentear alguém com alguma coisa que vi e me fez lembrar da pessoa. Fazer companhia a alguém sem se preocupar para onde vai, mas só para passar o dia conversando. São coisas da vida.

Eu poderia ter feito muita coisa ao contrário. Poderia ter pensado muito mais em mim, e que se danem os outros.
Ter aceitado aquelas ordens desonestas, e conseguido o cargo de chefe. Ter deixado aquele pobre coitado pedindo dinheiro na rodoviária até só Deus sabe quando. Ter prometido amores que eu não podia dar. Não ter perdoado aquela “traição” de um dos meus melhores amigos hoje.

Mas como diz o escritor Ique Carvalho; onde está a vida e o amor?

Obrigado pela paciência.

Night time

“Night time” é o nome de uma das músicas que me acompanham essa madrugada. São todas da banda The XX.

Sou um apreciador da madrugada, e como sempre, gosto de deixar músicas, como as dessa banda, tocando bem baixinho como plano de fundo no meu momento.
Eu preferia estar deitado agora, olhando para o teto, e pensando nas coisas que tem pra pensar, rs. Mas eu quero ficar com sono rápido, então decidi ficar no computador. Pra variar, fiz a cagada de cair no sono por volta das 20h. Dormi pouco, mas foi o suficiente para estragar meu sono.
Nem sei ao certo o que ia escrever aqui. Sabe quando você tem uma ideia, deixa pra depois, e ela simplesmente te deixa como se nunca tivesse pensando nela? Então…

Amanhã eu tenho um plano legal para o dia. Resumindo o quão legal será; eu vou pra São Paulo (:
Estive olhando fotos antigas e as da viagem esses dias, e senti que eu estava devendo algumas postagens sobre as coisas que fiz em Calgary. Acho que vou postar aos poucos a respeito.
O que me fez lembrar, que eu não permiti que todos os meus amigos pudessem ver as fotos que ia postando no facebook enquanto eu estava lá.
Eu simplesmente invoquei com a curiosidade alheia, e bloqueei a maior parte do conteúdo para todos. Meu perfil tem muitas informações, mas são todas privadas, e as mantenho lá pelo mesmo motivo que registro coisas aqui. É literalmente a minha linha do tempo particular.

E sabe de uma coisa… o sono está chegando.

domingo, 2 de novembro de 2014

Foi ontem!

Finalmente deu tudo certo. Fui ao circuito do banco do Brasil assistir Paramore pela segunda vez no ano!

Chegando lá a fila parecia enorme, porém quando começou a andar, desandou rapidamente e todo mundo entrou sem dor de cabeça.
No início estava tudo muito tranquilo. Acontecia uma apresentação pequena de skates, e acabei encontrando meu primo lá! Coisa que a gente nem havia combinado.
Achei que seria o dia perfeito para espairecer a mente, mas ainda assim alguns momentos minha mente era tomada por pequenos empecílios psicológicos. É ainda aquela coisa minha que tenho passado esses ultimos dias. Logo logo passa.
Apesar disso, ainda consegui me divertir, rir bastante, falar umas merdas, etc.

O show do skank foi beeeeem animado! O Samuel Rosa imortal como sempre, e cantando músicas velhas, e poucas novas.
Depois teve a Pitty, que também agitou bastante.
O MGMT foi depresssivo, kkkkkkkkk. Sério, no início o vocalista parecia estar meio chapado, e não foi só eu que percebeu não. Fora que eles têm poucas músicas muito famosas. O que salvou o show foram elas.
Finalmente o Paramore entrou, e tocaram muito rápido todas as músicas. Devido ao atraso das bandas anteriores, eles tiveram pouco tempo. Fora que não tiveram a mesma infraestrutura dedicada ao show deles como nos anteriores. Então foi algo bem rápido. O que impressionou foi a menina que subiu no palco! Ela se esbaldou lá! Foi a melhor pessoa que já vi subir, tanto que a galera puxou o nome dela em coro depois que ela terminou. Foi muito divertido vê-la.
E Kings of Leon me impressionaram. Apesar de terem músicas lentas, as mais famosas deles foram muito legais!

Tomei um banho de chuva que eu estava me devendo a um bom tempo (:
E fiquei um caco! Sentamos algumas vezes durante o dia, mas acho que nem dá pra considerar perto do tempo que ficamos em pé. Praticamente das 13h às 00:30 em pé!


Apesar de tudo, dormi pouco, e ainda me restam energias para sair. Estou me preparando para sair de bike.

 


Obrigado pela paciência.

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

História de bêbado

Essas histórias vêm deste que vos escreve. Sim… Já fiquei bêbado (3 vezes na vida).
Só tem um porém, eu não fico dando vexame, e lembro de TUDO, sempre de tudo (como se eu ficasse bêbado com frequência). Obviamente não me orgulho disso, detestei me encontrar nessa situação quando aconteceu, mas de certa forma é história pra se contar. Não me arrependo das coisas que faço. Me arrependeria se eu tivesse feito alguma besteira.

Os primeiros sintomas de que estou bêbado:
- Atraso na recepção de imagens no cérebro. É um atraso engraçado e preocupante ao mesmo tempo. Se estivermos bebendo um dia, e você me ver olhando bem rápido para os lados, é porque certamente estou curtinho o primeiro “baratinho” que o álcool causa no cérebro. É interessante observar que eu viro a cabeça mais rápido do que a imagem chega em meu cérebro. É algo muito rápido, mas dá pra perceber porque dá tontura.
- Mundo balançando. Parece que você está em um barco em uma maré calma, mas ainda sente aquele “balanço”.
- Risos com mais facilidade.
- Fico falante, como se tivesse tomado energético.
- Sou capaz de dançar.

Como eu disse, apenas 3 vezes na vida. Sendo a primeira em Aracaju, com 18 anos, seguido de um “Nunca mais vou fazer isso”.
E as outras duas (nunca diga “nunca”), em Calgary.

Vou contar apenas uma das histórias… Se tiver pique para escrever sobre as outras, eu escrevo.

Tudo começou, com o aniversário de um amigo brasileiro, que quis comemorar em uma das maiores baladas da cidade, chamada Cowboys. Eu nunca tinha ido lá, e foi a segunda vez na vida que fui em uma balada.

Combinei de ir junto com um outro amigo brasileiro, o qual é praticamente movido a álcool. E aí começa a “desgraçalhar” tudo. Foi uma mistura de “estou no Canadá” e “que se foda”, que me fez entrar na onda do parceiro.
Ele dizia ter a fórmula perfeita pra ficar BÃO na festa. Confiei nele e “vamos ver no que dá samerda”.

No Canadá, não pode ingerir bebida alcólica na rua… MÃÃÃÃss, E se ninguém ver? Aiai viu… Ele era mestre em fazer aquilo. O esquema foi ir em uma loja de bebida, compramos cada um uma garrafinha de vodka, que deve ter uns 200 ml, e uma latinha de energético. Depois fomos a um mc donald’s, compramos refrigerante, e bebemos tudo. Antes de entrar no trem, ele foi até um canto, e misturou as vodkas com os energéticos dentro dos copos do Mc donald’s. E aí fomos bebendo dentro do trem até a balada. Em razão da primeira bebedeira de minha vida, eu ter passado mal, eu não suporto o cheiro daquela mistura. Então bebi um pouco mais da metade só, e o aniversariante me fez o favor de terminar o que eu ia jogar fora.

Cheguei lá e queria tirar aquele gosto da boca, então comecei a tomar cerveja. Estratégicamente, levei pouco dinheiro para não beber muito lá dentro. O problema, foi que um outro amigo chegou lá com o sorriso de uma orelha à outra, cheio de dinheiro que tinha acabado de ganhar no cassino local. Começou a pagar rodadas e mais rodadas de cerveja e tequila. Eu poderia ter me controlado e não ter bebido toda hora? Sim, mas se eu estivesse normal.
Eu estava bem alegre kkkkkkkk Muita gente da escola estava lá, então foi algo bem divertido. Certas cenas acredito que nunca sairão da minha cabeça. Como o “sanduíche” que fizeram com a gordinha suíça, e fizeram ela se soltar kkkkkkkk ou a moça feia que chamei pra dançar. Naquela noite, me disseram que dancei com a mais bonita e a mais feia da festa XD Não que eu tenha saído dançando com todas por lá. Foram só três. Eu estava parado, e minha amiga me disse que a canadense queria dançar comigo, mas ela ia me ensinar antes. Me ensinou e mandou eu chamar a branquela pra dançar. Dancei com ela, e depois dancei com a feinha. Só.

Então no final de tudo… 2 da manhã fecha tudo lá. Saímos, e meu amigo que foi comigo, estava muuuuuuito bêbado. Saía falando com todo mundo, em português, inglês, e com sotaque de italiano.
Fomos esperar o trem, porém, incrívelmente ele lembrou que eu havia esquecido de pegar a jaqueta no guarda-volumes. Ele voltou comigo lá, peguei ela, mas perdemos o trem. Tivemos que esperar um tempão o outro. Porém, em um piscar de olhos, eu já estava capengando de sono no banco da estação, e meu amigo deu um tapão do meu peito e chamou pra entrarmos no trem. Depois daquilo, mais um piscar de olhos, uma confusão, e uns gringos rindo de nós.
Eu:  Que merda que você está gritando aí ôh!?
Ele: Os caras ali rindo da gente.
Eu: Porque a gente está dormindo e você nem sabe porque está bravo.
”Próxima estação, 4th street station”
Eu: Ih caramba Filipe, acho que estamos indo pro norte! (Morávamos no sul)
Ele: Não, pegamos o trem do lado certo, eu vi.
Eu: Eu sei, eu também vi. Juro que pegamos do lado certo.
”Próxima estação, 7th street station”
Eu: Nooooossssa mano! Estamos indo pro norte!
Ele: Mas que merda véio! Como isso?! Tem como não!
Eu: Vamos logo, que sei lá como também isso foi acontecer. vamos aproveitar, e entrar no Macs (Loja de conveniência 24h com cachorro quente delicioso por 2 dólares).

Chegamos na loja, e vi a cena mais cômica da noite.
Meu amigo bêêêêêbado, tentando abrir a porta do lugar empurrando ela, e enquanto obviamente ela não abria, chegou outro bêbado da rua, todo esculhambado,viu ele lutando contra a porta e disse algo como “que merda!”, achando que estava fechado. Eu parei de rir, fui lá, e puxei a porta. Foi como abrir as portas da felicidade para aqueles dois. Mas não tinha o cachorro quente sagrado.

Pegamos o trem certo de volta pra casa, já mais orientados. Chegando na nossa estação, olhei o painel dos ônibus, e o primeiro do dia, ia chegar às 5:12. Que horas eram? 5 horas!!! O que fizemos tanto entre as 2 e as 5?! Mistério. A nossa única teoria para esse buraco no tempo, é que pegamos o trem certo na primeira vez, porém quando ele chegou na nossa estação (a ultima do sul), ele voltou para o norte com a gente lá dentro ainda. Única teoria.
Mas continuando… teoricamente eu estaria em casa às 5:30. Se não tivesse acordado dentro do mesmo ônibus ainda, às 6:30! Com a testa toda amassada e somente eu no ônibus, eu não fazia ideia de onde estava. Aos poucos fui identificando os lugares, e bem em cima da hora percebi que estava chegando na minha rua. 6:45 da manhã entrando em casa em plena manhã de sexta-feira… Claro que não fui nas primeiras aulas daquele dia.

“Vamos registar o momento”
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Obrigado pela paciência

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Sobre esperimentar shows, inglês na minha vida, final das eleições, e projeto 100 páginas.

Falltam praticamente 3 dias para o Circuito Banco do Brasil, e eu não estou animado somente pelo Paramore como eu já estive antes. Dessa vez, o meu ânimo é devido ao fato de ser um evento grande, shows, músicas boas, e na companhia de pessoas que eu gosto. Ir a festivais de música é algo que eu acho que todo mundo deveria fazer ao menos uma vez na vida. A energia do lugar, é algo que você não consegue em outras experiências. Aliás, cada experiência tem a sua característica particular né? Saltar de paraquédas, montanha-russa, snowboard, surf, brinquedos insanos, etc. O primeiro show grande que fui na vida, foi do Paramore em 2011. Depois, fui em todos os eventos que eram possíveis. É definitivamente algo que todos devem esperimentar.

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Tenho tentado praticar e continuar com o meu inglês de alguma forma. Não é muito fácil, porque todas as coisas são chatas de se ver, quando são fáceis. Não estou dizendo que meu inglês é o fodão e tal, mas é que o que se tem de fácil acesso, é o básico que muita gente já domina. O que pessoas em um nível avançado precisam, é um ensino mais profundo do inglês. Mas deixando isso de lado, eu tenho tentado fazer como sempre fiz por conta própria; aumentar o vocabulário. O engraçado, é que quando converso em inglês com alguém via chat, e aí saio do computador, tenho aquele breve atraso cerebral de conversão de línguas. Um pouquinho de nada que estudei, fez com que eu quase soltasse um “sorry” quando esbarrei em um cara.
Estou pensando em voltar para a escola que eu estava estudando só pra ter aquela coisa de fazer atividades durante a semana, e conversar em inglês durante pelo menos duas horas por semana. Já ajuda bem.

Falando em inglês, provavelmente eu faça curso de graduação em comércio exterior ano que vem. Pois é… tem a questão de fazer a pós-graduação, mas ainda sou novo. O curso de Comércio exterior tem 2 anos de duração só. E cursando ele, as minhas chances de trabalhar fazendo uso do inglês, são bem maiores. Depois que estiver cursando e ganhando um pouco mais, será até mais fácil de fazer a pós-graduação.

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E essas eleições hein? Sem comentários… Digo não pelo resultado, mas pelo povo Brasileiro. Pra mim foram as eleições mais violentas que já vi. Nunca vi tanta gente brigar por causa de política. Fora essa barbaridade de quererem separar regiões do Brasil por causa dos resultados. Uma vergonha esses sulistas que têm preconceito com nordestinos, e uma vergonha também, esses nordestinos que ficam exaltados e acabam generalizando as agressões ao sul.
Eu morei no nordeste 10 anos, tenho muitos amigos de lá. Então minhas páginas de redes sociais estão um verdadeiro caos. Porém, não vi nenhum, NENHUM, amigo sulista postar coisas do tipo, já meus amigos nordestinos, muitos estão fazendo uma tempestade em um copo d’água por causa disso.
Nesses 10 anos que morei lá, vi um povo acolhedor, feliz, e muito dedicado aos estudos, mais que aqui em SP. Porém, observei também, que um certo complexo de inferioridade atinge muitos deles. Se sentem vítimas com qualquer coisinha. Esse tipo de gente, é aquela pessoa que você não pode oferecer ajuda por educação, que ela já vai dizer você acha que ela não é capaz de fazer tal coisa sozinha. Enfim.

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Sabe o projeto verão, que todo mundo malha pra ficar mais bonito no verão? Então… Eu não estou fazendo XD

Pensei no projeto 100 páginas por dia. Não é muita coisa, mas se estabelece isso como meta, eu vou ler muitos livros em menos tempo. Estou muito relaxado ultimamente. Tudo bem que depende do livro, mas o problema é que estou com um livro bom atualmente, porém desperdiço um tempo enorme com outras coisas. Comecei segunda… já dei uma avançada boa no livro, que tem 745 páginas. E fora que estou estranhando a velocidade com que termino um livro, porque já é o segundo livro seguido com mais de 700 páginas que estou lendo. Antes deles, a média de páginas dos livros que eu lia, eram 400 e poucas páginas. Rapidinho chegava no meio deles, e isso empolgava para terminar logo e começar outro livro.
Vamos ver se dá certo isso.

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Acabou. Obrigado pela paciência.

segunda-feira, 20 de outubro de 2014

Algo diferente

Esses dias recebi uma proposta de emprego, mas as condições eram muito ruins, e fora que não dava perspectiva de crescimento dentro da empresa.

Hoje fui acordado por uma ligação de outra empresa para fazer entrevista, o salário soou interessante (pouco para o que eu quero, porém mais do que eu ganho pelo seguro desemprego), vamos ver no que dá.

Esse final de semana foi bem gostoso… conheci pessoas novas, que são amigos de uma amiga e muito gente boa, fui para uma apresentação de um coral muuuuuuuito legal que cantaram músicas famosas de filmes.

Eu sempre quis ir no teatro aqui, mas nos meus dois meus primeiros anos em Jundiaí, eu mal tive tempo pra me coçar, quanto mais ir para teatro, mas morria de vontade. Então terminei a faculdade e fiquei com tempo de sobra, porém, como eu só vivia trabalhando e dentro de casa antes, eu não tinha amigos dispostos a ir em teatro comigo, e em casa ninguém nunca apresentou algum interesse. ´Mas se eu não me engano foram só umas 6 apresentações ano passado que eu tive interesse de ir.

teatro

sábado, 18 de outubro de 2014

Sensação chata

Eu não consigo achar o que quero
Queria as minhas músicas favoritas e o tempo do mundo para escutá-las deitado no escuro.
Queria assistir meus filmes favoritos.
Queria assitir todos os episódios de How I met your mother de uma vez.
Reviver os shows que já fui.
Queria reassistir todos os 8457 dias de minha vida.
Ou simplesmente, dar um abraço bastaria pra acalmar essa mente inquieta.

Lennon & Maisy - "That's What's Up" (Edward Sharpe & The Magnetic Zeros)

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Quando a minha imaginação age mais rápido antes que possam me impedir de falar.

Isso foi uma breve conversa com uma amiga, que, bem… Ela disse que eu precisava de ajuda profissional pra me tratar. kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Paulo Henrique: Teve uma russa que ficou dando ideia em mim... Kkkkkkkk ai deu pra ver a cara de decepção dela quando ela soube que eu era brasileiro
Paulo Henrique: Mas aí ela continuou a falar comigo mesmo assim.
Paulo Henrique: Perguntava de casamento no brasil como era
Patricia : Hahahahavahaha q moral q tem tb? Russo é tudo estranho
Paulo Henrique: Queria me arrancar um visto brasileiro
Paulo Henrique: Kkkkkkkkkk
Paulo Henrique: Ela é bonita até
Paulo Henrique: Mas eu já estava gostando da minha namorada
Paulo Henrique: Aí não senti interesse por ela
Patricia : Tendiii. Melhor assim
Patricia : Q futuro ia ter tb?
Paulo Henrique: Kkkkkkkkkkk
Paulo Henrique: Ela ia me iludir
Paulo Henrique: Eu ia me casar cedo com medo da máfia russa me matar
Paulo Henrique: Ai ela ia achar um saradao modelo das galáxias no caranaval do rio
Paulo Henrique: Ia se divorciar de mim
Paulo Henrique: E eu estaria com título de divorciado antes dos 30
Paulo Henrique: Ai eu ia publicar meu diário que fiz enquanto estive com ela
Paulo Henrique: Ia virar um best-seller
Paulo Henrique: Aos 32 anos eu estaria rico, com título de coitado romântico com medo do amor, cheio de mulheres dando em cima de mim
Paulo Henrique: Eu iria deixar o Brasil, e viajar pelo mundo para entrar em paz com meu eu interior e achar uma chave para um amor de sucesso
Paulo Henrique: Ia voltar de viagem sem essa chave, mas com muitas palavras sábias sobre como encarar os altos e baixos da vida
Paulo Henrique: Publicaria outro livro sobre minha experiência
Paulo Henrique: Com fotos que estou sujo no meio de animais selvagens, e trabalhando duro em aldeias.

Ela mandou eu me tratar.
Mas depois já queria comissão na venda dos meus livros.

Quero ir a alguma igreja

A ultima vez foi em Calgary, 17 de agosto. E já fazia tempo também que eu não ia. A igreja de Calgary é legal, mas tem uma coisa que eu não gosto, que tem em quase todas as igrejas que eu já fui. É um tipo específico de pessoas que eu procuro evitar. São aqueles que são uma coisa na igreja e totalmente outra fora dela. Gente que fica reparando nos outros. E os extremistas que julgam o comportamento deles como o ideal.
Deus que me perdoe, mas não vejo necessidade também em ficar gritando em oração, sem contar que atrapalha todo mundo que está perto.

E eu já estava até aceitando essa coisa de deixar as pessoas de lado, mas aí tem o pastor que fala tanta merda na que eu “frequento”, que o que me desanimou lá foi ele, que é psicólogo profissional, e fica julgando todo mundo de forma generalisada, a partir de observações que ele faz no cotidiano dele. Eu definitivamente perco o foco quando ele faz isso. Mas não deveria ligar pra isso.
Eu tinha decidido não ir mais pra essa igreja, mas ainda não achei outra, e faz 9 meses que não vou lá, então acho que darei mais uma chance a ela.

Como eu já disse algumas vezes, eu me considero um abençoado, e tenho uma relação muito boa com Deus. Sempre tenho respostas muito rápidas e claras. Acredito que esses dias seja Ele que esteja pedindo para eu fazer uma visita. E é isso que eu farei, pois eu confio nEle.

 

Obrigado

terça-feira, 14 de outubro de 2014

Esses dias

Primeiro de tudo….
QUE CALOR!
Hoje eu acho que será o dia menos quente da semana. Na previsão, a temperatura só tende a aumentar, chegando a 38º no domingo D:
Ontem de noite estava impossível! 2:30 da manhã eu fui tomar meu banho, na água fria que parecia morna, só coloquei uma cueca e fui deitar só de cueca, de tanto calor que eu estava sentindo. Pra se ter uma ideia, acho que a última vez que dormi só de cueca, eu devia ter menos de 8 anos. Acho que o tempo de Canadá, potencializou minha intolerância ao calor daqui.

Caramba! Ontem fez um mês que pedi minha namorada em namoro!! A minha vida sempre gostou de fazer essas transformações gigantes.
Esses dias foi engraçado lembrar de um fato que ocorreu antes de eu voltar para o Brasil. Eu estava no aero-porto, e achei uma fonte dos desejos, cheinha de moedas. Eu nunca tinha visto uma, então não pude perder a oportunidade. Todo mundo na expectativa para ver eu jogar a moeda, mas eu levei muito tempo pra pensar no que desejar, e então uma amiga minha falou pros outros: “Ele vai pedir uma namorada!!” e eu disse: “Não… primeiro não posso falar o que eu vou desejar, e segundo, é que uma namorada é algo muito importante pra se pedir em uma fonte dos desejos, tudo o que as pessoas pedem não se realiza.” kkkkkkkkkk lógico que eu não acredito nessas coisas, mas valeu a brincadeira. O interessante, é que eu pedi um trabalho logo que chegasse ao Brasil. E acabou que eu consegui uma namorada e estou a quase um mês procurando emprego ainda! kkkkkkkkkkkk

Daqui 18 dias será o show do Paramore em São Paulo!!!!!!!!!!!!!!! E eu vou com a minha namorada!!! Quem diria hein… é o segundo show deles que vou em um ano. Ou seja, 3 shows em 1 ano e 4 meses. E mais eventos estão por vir! Quero ir em todos possíveis. É algo caro, mas eu não gasto com bens materiais, justamente porque eu prefiro comprar experiências. No mesmo dia, 01/11, tocarão também MGMT (já gostei muito deles), skank (sempre quis ir em um show), pitty, e kings of leon (tive minha fase deles também, justamente por causa do cover do paramore, de “use somebody”)

Quanto aos meus estudos, estou muito na dúvida ainda. Eu queria muito passar em uma universidade federal, mas pra isso eu precisaria fazer um cursinho pré-vestibular.
Por outro lado, planejo uma pós-graduação. Penso em comércio exterior, ou supply chain. E fora isso, penso também em fazer uma faculdade particular mesmo, porque um cursinho tomaria 1 ano de meu tempo e dinheiro, para estudar só de noite e competir com gente que mais nova que não trabalha e tem o dia todo pra estudar.. me entende? Pode ser algo que farei quando eu já tiver uma carreira sólida, que aí será diferente.

 

E esses dias assisti dois filmes. Submarine e Looper.
Submarine é o tipo de filme que eu gosto. Ele tem uma excelente direção de fotografia, e trilha sonora muuuuuito boa. Constituído por atores desconhecidos e com semblante depressivo, acho que dá um contraste interessante para o casal de adolescentes coadjuvantes.

E Looper trabalha bem por cima com viagem no tempo. Um tema que eu particularmente adoro. Mas esse em si, a viagem é apenas um acontecimento para o desenrolar da história toda. Que resumindo, apenas um cara volta do futuro com o objetivo de matar alguém para evitar uma tragédia em sua vida. Porém, acho que fugiu um pouco do enredo principal. O final ficou muito vago.

 

Acho que por enquanto é só.

Obrigado

 

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quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Política não é comigo, mas vou explicar o que eu acho.

É sempre assim, chega ano de eleições, começam a aumentar as discussões sobre política, e quanto mais próximo da grande data, mais “experts” na área vão aparecendo. E aí tem de tudo! Tem gente que cresceu ouvindo os pais reclamarem de tal partido, colocando a culpa dos problemas particulares em algum partido, e essa pessoa que cresce ouvindo isso, obviamente estará cheia de argumentos para ser contra tal partido. E há os que cresceram ouvindo que são sortudos por terem partido “x” no governo, pois se não fosse ele não teriam as facilidades que têm. E cresce também cheio de argumentos sobre o porque escolher aquele partido. E assim começam as discussões. Os favorecidos versus os desfavorecidos.
Todo mundo tentando mudar a opinião alheia em um curtíssimo prazo de tempo. E claro, sempre que você deixa alguma “atividade” para a última hora, você fica muito mais estressado e apressado para terminar aquilo a tempo. É exatamente o que acontece quando as pessoas tentam mudar a opinião de alguém em tão pouco tempo, se torna uma discussão mais agressiva do que deveria ser. Política se discute sim, mas de forma maneirada, e a longo prazo.

No meu ponto de vista sempre teve algo errado. SEMPRE.

Governo bom mesmo, é aquele que atende a todos. Enquanto houver favorecidos e desfavorecidos, significa que ainda não temos um governo que preste.

No Brasil, o brasileiro vota pra ter uma vida boa. Em países desenvolvidos, as pessoas votam por propostas que vão melhorar o país como um todo.

Aí são feitas as eleições, e alguém ganha com um diferencial grotesco para o segundo colocado. Eu sempre gostei de coisas lógicas… Então mesmo não compreendendo nada sobre política nem me aprofundando na área, eu tenho os dados. Se eu fosse um extrangeiro votando pela primeira vez aqui, eu seguiria a lógica. Então não tem algo errado em reclamar da vitória de um candidato que ganhou com tanta diferença para o segundo colocado? Porque teoricamente são mais cabeças pensando em quem votar. Fazendo uma analogia aqui, vamos supor que você tem uma atividade de cálculo para fazer, e você obteve uma resposta “x”. Porém de uma turma de 20 alunos, 15 obtiveram a resposta “y”, 3 responderam “z” e outros dois “x” também. Você se questionaria onde errou, não é mesmo? É o que eu acharia caso meu candidato não ganhasse.

Claro que política é muito mais que isso. Partindo pro lado econômico a coisa é bem mais complexa.

Não tenho partido, nem nada. Mas quero apenas deixar um artigo que a revista Veja (que por sinal eu não gosto) publicou da revista Forbes.

“A revista americana Forbes divulgou em seu site uma lista com cinco razões pelas quais acredita que os eleitores brasileiros não deveriam reeleger a presidente-candidata Dilma Rousseff (PT). Em texto que elenca os avanços econômicos e sociais no Brasil ao longo dos últimos vinte anos – transformações que tiveram início, lembra a revista, no governo de Fernando Henrique Cardozo –, a Forbes afirma: sob o comando de Dilma, o país passou da expansão para a melancolia.

Depois de elencar os avanços dos governo FHC e Lula, o texto ressalta a situação econômica do país, que vive um quadro de recessão técnica e inflação no teto da meta. “Os investidores de todo o mundo, que chegaram a fazer fila para comprar um pedaço do ‘sonho brasileiro’, olham agora para mercados mais atrativos, como o México (e celebram todas as vezes que Dilma perde pontos nas pesquisas eleitorais)”, diz o colunista Anderson Antunes. E encerra: Dilma não apenas falhou em manter tudo em ordem, como está colocando os avanços em risco.”
http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/forbes-lista-cinco-motivos-para-o-brasil-nao-reeleger-dilma
Artigo em inglês: http://www.forbes.com/sites/andersonantunes/2014/09/11/5-reasons-why-brazils-president-dilma-rousseff-should-not-be-reelected/

Depois, o PT defendeu a Dilma…

“Por isso, o PT (Partido dos Trabalhadores) decidiu "defender" sua candidata e afirmou que as razões apresentadas pela revista norte-americana não estão corretas. No Facebook, o partido justificou cada um dos motivos listados pela Forbes de forma bem sucinta e deu 5 motivos para que os eleitores votem em Dilma”
http://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/153494/PT-rebate-Forbes-e-d%C3%A1-5-raz%C3%B5es-para-votar-em-Dilma.htm

Mas você, que é a favor de PT, PSDB, PV, Pseiláoquêmais, se coloca no lugar de alguém que não tem preferência, mas tem que votar. O que é a “voz” de um simples partido de um país, que fala o que quer na mídia, comparado à “voz” de uma revista conceituada internacionalmente, especializada em economia com os melhores jornalistas e economistas trabalhando pra eles?

Por isso eu não me meto. Política é um assunto muuuuuuuuuito complexo. A mídia é suja… eles falam bem e mal a favor de quem pagar mais. É assim que funcionam as coisas quando se tem muito dinheiro envolvido.

Espero não ter enfurecido ninguém nem nada, o artigo sobre a Dilma foi só para usar de exemplo quando citei o quanto saber analisar o lado econômico também é importante.

 

Obrigado

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Sabe… eu estou ferrado.

Aquela mão em minha barba…
Aqueles olhos que perseguem os meus…
Aquele sorriso que rouba os meus…
Aquela risada muda, acompanhada daquelas covinhas…
A maneira como fala das coisas que gosta…
Cada plano meu, querendo se encaixar aos seus…

"The heart is not like a box that gets filled up; it expands in size the more you love." Her (dir. Spike Jonze, 2013)


 

Capital Inicial - Nao Olhe Pra Trás

domingo, 5 de outubro de 2014

sábado, 4 de outubro de 2014

Escrever sobre não ter o que escrever

Que vida….

Uns meses atrás eu saía de casa às 7h e voltava às 22, ou às 23 horas. Estudava de manhã por 5 horas, almoçava com pessoas do mundo inteiro, conversava em português para que ninguém entendesse, saía a pé, andava cerca de 4 a 5 kilômetros por dia sem perceber. Sempre conversando, indo à parques, à PUBs, cafeterias… Fiz academia durante 4 meses, ganhei 6 kg, andava de bicicleta, deitava em gramados, via montanhas no horizonte todos os dias… Dias cheios de pessoas ao meu redor, e cheios de coisas novas todos os dias. O cachorro quente gigante de 2 dólares, os copos com 1 litro de chá gelado por 79 centavos, o kitkat gigante de 1 dólar, os eventos gratuitos todas as semanas…

Mas eu tinha consciência que era tudo passageiro. Tive os pés no chão, e olhava cada dia como se eu estivesse revivendo exatamente um dos dias que tive até o final do ensino médio. Porém, em outro lugar completamente diferente. E exatamente como eu pensava no ensino médio, eu pensei lá. Aproveite Paulo Henrique, pois um dia isso vai acabar. Os amigos parecem inseparáveis e pra vida toda, mas tudo tem seu fim. Vamos todos finalizar os estudos, e voltar para uma vida normal. Cada um vai para o seu lado, correr atrás de outros objetivos, e consequentemente conhecer outras pessoas, que cobrirão a provável falta que as amizades anteriores deixaram. Essa é a vida de quem segue em frente.

E agora, eu estou de volta à minha vida normal. Porém, muito longe da realidade que eu queria pra mim. Sinto falta da minha rotina. Aquela que me colocava coisas novas pra fazer todo dia, pessoas diferentes pra conversar, seja no trabalho, ou curso, eu sinto falta disso. Colocar a cabeça pra funcionar, resolver problemas, escutar problemas, se apressar por conta de horários a cumprir, ainda ter tempo pra ler e assistir filme.
Preciso logo de um emprego, não aguento mais ficar em casa o dia todo. O ócio cansa. Não tenho nada pra fazer, mas também não dá disposição pra começar algo. Considero tentar começar a aprender violão sozinho, praticar inglês, ler um dos 328732 mil livros que tenho pra ler ainda, devorar alguma série de TV, passar o dia assistindo documentário e comendo sucrilhos, mas nada disso empolga tanto quanto antes. Antes justamente por ser difícil conseguir tempo pra tudo isso, eu apreciava mais quando realizava. Tenho tempo pra tudo agora, e não faço nada. O blog inclusive, dá pra ver que eu escrevia muito mais quando não tinha muito tempo, porém eu tinha muito o que escrever pois todo dia acontecia algo diferente. Mas logo logo se Deus quiser eu consigo um emprego e começo a fazer as coisas. Tem tanta coisa que eu gostaria de fazer de diferente… que antes eu não fazia por estar juntando dinheiro pro intercâmbio. Por exemplo, nosso “apertamento” não tem mesa de jantar mais! Eu queria colocar uma mesa de jantar. Estamos acomodados aqui em casa, porque não precisamos de fato, mas está parecendo um apartamento de solteiro isso aqui. Eu queria uma estante também, pra colocar os livros certinhos, e não deixá-los dentro de um armário como estão atualmente. Quero colocar prateleira no quarto. Fazer essas coisas que parece que são indiferentes, mas que na verdade fazem muita diferença.

Esse domingo terá eleições, e lá estarei eu novamente, “trabalhando” como mesário. E pra piorar, fiquei sabendo ontem que se eu não estiver trabalhando até o dia do segundo turno, eu não ganharei o direito de tirar 4 dias de folga no trabalho futuramente.

Eu bem que poderia ganhar muito dinheiro repentinamente né?! Seria uma boa…

É isso. Obrigado.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

Uma semana rara

Estou desde sábado em Itapeva! Vim com meu pai, e fiquei direto já para o casamento da minha mãe.
Foi bom, pois não sei quando terei uma semana inteira livre novamente para visitar Itapeva. Já encontrei com meus primos, tivemos tardes como aquelas de antigamente onde ficamos na sala a tarde inteira assistindo série, e a tia fazendo mimos pra nós XD Fui no sítio do tio conhecer meu novo priminho, e carreguei ele! Meio sem jeito, mas ele nunca me viu e quis meu colo, como eu ia resistir? kkkkkkkkk
Fui no PUB, fui na nova cafeteria da cidade chamada "café café", e tive aquele momento de tiozinho aposentado na frente da padaria, na mesinha da calçada jogando conversa fora. Itapeva é uma cidade de interior bem gostosa... queria poder trazer todos os meus amigos pra conhecer ela um dia.

Enfim... Trouxe um livro achando que eu iria acabar com ele, e no fim nem toquei nele de tanta coisa que fiz.

Acho que resumi bem.


Obrigado

quinta-feira, 18 de setembro de 2014

Coisas boas

Algo que gosto de fazer em minha vida, está acontecendo muito intensamente agora. Mudanças. Aquela velha questão do texto “mude” . É sempre bom mudar as coisas. E eu imaginava que isso aconteceria depois do intercâmbio, mas não tanto. Esse dias até pensei em mudar o nome do blog, mas não estou conseguindo me lembrar agora :S Imagino que seja meio estranho mudar o nome desse blog, que já faz parte da minha vida a 5 anos. Eu me apeguei a ele. Mas o nome que eu havia pensado, ainda manterá a alma dele. Me pergunto porquê não anotei em nenhum lugar esse nome novo… Quero mudar, pois eu estava morando no nordeste quando eu o criei. Lá eu era um paulista com histórias pra registrar. Porém, não faz mais sentido já que voltei a morar no estado de São Paulo, e sou apenas mais um.
O nome novo, era algo como “memórias de uma vida” algo assim. “Estilhaços de memórias”… Não lembro, mas estou afim de mudar. Quanto ao layout, ainda não enjoei desse atual.

Eu levei um tempo pra escrever aqui, porque eu fiquei sem o computador. Cheguei sexta à noite em casa (madrugada de sábado), a qual eu pedi Ela em namoro, e eu não queria saber de barulho para dormir. O computador estava ficando 24h ligado, para não correr o risco dele não ligar novamente caso eu o desligasse. Mas naquela noite, eu me desculpei dele e o desliguei. Tudo para curtir o meu momento de silêncio absoluto e os meus pensamentos. Porém como previsto, não ligou no outro dia. Tentei de tudo, e nada adiantou. Na segunda levei ele pro técnico, e resgatei ele hoje. O problema dele? Velhice :(
Pois é, o técnico falou que ele não tinha nada de errado, mas que  essas frescurinhas dele só ligar quando quer, é sinal de componentes chegando ao final da vida útil. Ele se impressionou quando eu contei que já tinha 5 anos, rs. E depois de saber dessa, ele falou que era muito provável mesmo serem as peças chegando ao fim da vida. E já venho pensando no próximo computador. Novamente, quero que dure 5 anos sem upgrade. O segredo pra mim, é placa mãe da MSI, que usei 2 modelos em 10 anos. E claro, o restante dos componentes de marcas boas também.

E semana que vem…… MINHA MÃE VAI CASAR!

Foi assim mesmo que eu disse para uma amiga, assim que minha mãe anunciou. Eu estava em Calgary dentro do ônibus e li a mensagem dela. No início eu não tive reação. Então, um tempo depois, corri dizer pra uma amiga que estava lá… foi a minha primeira reação. Um tempo depois, respirei fundo, estava feliz pela minha mãe, mas ainda tentando entender a situação. Ela queria minha opinião, e conversamos sobre isso. Final das contas, eu aceitei a ideia, e agora dia 27 será o casamento em Itapeva. Irei pra lá dia 20 e ficar a semana toda.
Não queria, mas prometi à minha mãe que eu faria isso antes mesmo de eu voltar para o Brasil.

Enfim, acho que só.
Não estou conseguindo lembrar de mais nada pra colocar aqui.

Só mais uma coisa….

Sabe quando as pessoas dizem que se apaixonam mais por alguém a cada dia que passa? Então, parece coisinha que falam só pra ficar bonito né? Mas não, agora eu sei que isso acontece de verdade!

 

Obrigado

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Vida pós volta

Parece que faz muito mais tempo que voltei para o Brasil. E na verdade não faz nem um mês. Estou tendo os mesmos sintomas que eu tive no corpo quando passei meu primeiro mês no Canadá. A variação de altitude ainda judia do meu corpo. Mesmo quando eu durmo muito, eu ainda sinto um cansaço estranho no final do dia. Parece aquela fadiga após o almoço, só que bate do nada. E o calor então, está insuportável pra mim! Tenho ido tomar banho minutos antes de ir dormir, só pra dormir com o corpo refrescado.

Estou sem trabalhar ainda, mas graças a Deus consegui todos os meus direitos a tempo. Estou participando de um processo seletivo para a Danone. Recebi a proposta para participar, por meio de um site chamado 99jobs. Tem uns desafios para fazer que achei bem interessantes, pois nunca vi algo do tipo em alguma entrevista, mesmo porque não tive muita experiência com entrevistas, rsrs. Se não me engano fui em 3 entrevistas para meu primeiro emprego, e dessas 3 eu passei em 2, e tive que escolher. Não acho que será difícil achar emprego caso eu não passe para a Danone.
E eu gosto de entrevistas, não sei porque tanta gente teme, ficam lendo como se preparar, sobre possíveis perguntas que receberão, etc. Mas pra mim não tem mistério. A única coisa que acho que todos devem se preparar, é pelo menos ir vestido de forma correta. Porque ambiente porfissional é assim. Mas de resto, sem mistérios. Você só precisa responder perguntas, ou você tem a resposta ou não tem, simples. Se você aprender uma resposta, esse não será você. Não passa de uma conversa com alguém interessado em você.

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Estou com muitos livros pra ler! Bom demais :D
Acho que tem pelo menos uns 8 livros só esperando o marca texto sair de um e ir para dentro de um deles.
Tenho uma lista enorme de filmes para assistir também kkkkkk Acho bom aproveitar esse tempo que não acho emprego para matar essas pendências.

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Assim que eu arrumar um emprego, vou começar a ver as opções de fazer pós-graduação ou alguma outra graduação. Dependendo de quanto eu ganhar, acho que vou tentar voltar para a área de engenharia. Eu gostei muito quando cursei 3 semestres.

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Quanto ao resto da vida, está tudo ótimo…
Acho que em breve trarei boas notícias meu caro blog. Tenho certeza que se você pudesse falar, você diria que é a notícia que você mais esperou nesses 5 anos de vida já.

Se eu não trouxer, sinto muito lhe empolgar. Mas você deve saber que é algo que não depende só de mim.

 

Obrigado

Eu queria, juro que eu queria escrever normalmente hoje… nessa madrugada pra ser mais exato. Mas não tenho foco. Minha perna que não para de balançar freneticamente, e esse calor de madrugada não ajudam em nada também.

Queria estar fazendo nada ao seu lado

fazendo nada

Ahhh, aquela sensação…

Que me deixa sem palavras só de pensar em registrar aqui de alguma forma…
Que me faz flagrar-me olhando fixamente para um ponto qualquer, enquanto minha imaginação me trazia aqueles olhos, aquele sorriso, aquele toque…
Que me faz contar as horas para uma semana passar…
Que faz meu coração chegar a 105 batidas por minuto…
Que me faz descobrir um novo eu…
Que me faz sorrir sozinho…
Que me faz me contorcer, falar bobeira, e criar movimentos estranhos por não saber o que fazer com tanta alegria.
Que me faz acreditar em dias melhores.

Aquela sensação

domingo, 7 de setembro de 2014

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Linha de raciocínio

Todo mundo tem um passado. Talvez um passado que se envergonhe, talvez um passado que se orgulhe. Todo mundo já tomou alguma atitute que se arrepende, pelo menos uma vez na vida.
Certamente, parte desse arrependimento vem de um conceito em que lhe foi ensinado o que é certo e o que é errado. O que muito provavelmente, vem de sua religião. Mas antes de prosseguir a linha de raciocínio, vou contar algo sobre mim.

Eu particularmente, não me considero alguém com religão definida. Eu temo a Deus, e isso é o que importa pra mim. E foi sempre a Ele que recorri em todos os momentos de minha vida. A primeira vez que Ele falou comigo, foi quando eu estava fazendo muitas coisas “erradas” devido à má influências de pessoas que eu passei a andar junto. Muitas coisas estavam dando errado na vida da minha família, e não lembro ao certo o que aconteceu, mas algo me fez sentir-me culpado devido a tudo o que eu fiz. Eu tive uma crise de choro e arrependimento, e fui confessar tudo à minha mãe e pedir desculpas a ela. E desde então, tive um “boom” de amadurecimento, e tudo voltou a melhorar.

Está certo que temos fases na vida, que por mais que reconheçamos o poder de Deus, ainda fazemos coisas erradas. Porém as pessoas só sabem questionar a Deus do “PORQUE ESTÁ PERMITINDO QUE TODA ESSA BAGUNÇA EM MINHA VIDA ACONTEÇA?!” Óóóóh vida cruel, tão difícil essa vida adolecente. Estou errado?
Só sabem pedir para que corrija. Fácil né? Apronta, e pede pra corrigir. São poucas as pessoas que eu tenho conhecimento que pedem perdão pelas atitudes a Deus. É só isso que ele quer ouvir. E não é “perdoe meus pecados amém”. Ele quer ouvir do que especificamente você se arrepende. Traiu, roubou, invejou… Mas não quero tornar esse post algo sobre religião.

Onde quero chegar… Não sei, só comecei a refletir demais, e um pensamento puxa o outro.

Conheço gente que estava feliz da vida, tudo dando certo, maravilha, etc e tal. Então tudo o que foi lhe dado facilmente, é subtamente lhe tirado na mesma facilidade. Um bom exemplo disso, foram dois relacionamentos próximos que eu presenciei.
Um, uma amiga da “pegação” que achou um namorado (um amigo que merecia com certeza algo melhor que ela), ela feliz da vida, e pra ele algo que parecia inacreditável acontecendo com ele. Tempos depois ele descobriu tudo o que ela era, que ela já havia traído o namorado anterior e viiixxi, muita coisa. Resumindo, acabou e ela voltou pras lamentações dela. E o outro casal, onde ambos chegaram ao acordo de contar todos os podres e casos um ao outro, e pronto, tudo certo, sem receios de passado. Meu amigo me falou que foi duro saber algumas coisas, mas foi a melhor coisa que fizeram.

Não quero falar sobre relacionamento também…


A vida vive nos apresentando pessoas. Às vezes, você pode acabar conhecendo em um ponto de ôinibus, um escritor de quarto que ninguém nunca ouviu falar, mas ali naqueles 10 minutos esperando o ônibus, ele tira um de seus humildes rascunhos do bolso, e tem uma simples frase no texto que é exatamente o empurrãozinho que você precisava pra fazer algo.

Nunca despreze as pessoas. Tenho isso pra mim desde sempre eu acho. Fui criado assim. É duro ser bom com todos, pois chega a um momento que não consegue mais dar a mesma atenção que você já deu um dia, e a maioria das pessoas não vão pensar em se colocar no seu lugar pra aceitar a ideia de que você tem outras pessoas na vida. A cada dia que eu conheço mais gente, menos eu falo com outros que eu tinha costume de falar mais. É simplesmente impossível ser presente por igual na vida de todos, e “todos” não compreendem isso. Só saberão te julgar, e dizer que está esquecendo-os. Tenha em consciência isso, e aceite. Graças a Deus eu tenho o dom da calma, se não o fosse, eu teria chutado o balde muitas vezes, e mandado muita gente… bom, você sabe. As pessoas muitas vezes são ingratas. Só sabem cobrar de Deus, e querem tudo pra ontem.
Muita gente gosta de desabafar comigo, confiar em mim para contar certas coisas, quando EU mesmo não confiaria nessas pessoas para fazer o mesmo, porém elas não ligam. Já chegaram a pedir desculpas pra mim. Já me disseram que passo confiança. Que sou calmo. E vi isso acontecer muito principalmente em Calgary, onde eu conheci pessoas que conviveram comigo por um prazo curtíssimo de tempo, e já sentiam segurança em mim. Aprendi a aceitar melhor isso, seja lá o que for… carma? não sei. Nem sei se carma escreve com “k” ou com “c”.

Eu atualmente, estou muito safisfeito com minha vida. Com muitas razões pra continuar sorrindo todos os dias.

Obrigado

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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

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Um tipo de felicidade

Que só alguém pode te dar. Você não pode simplesmente a buscar, produzí-la, ou pedi-la. Nem ninguém consegue escolher a quem dar essa felicidade. Na verdade, é ela quem escolhe a quem quer ser dada.
Porém, ela no primeiro instante vem acompanhada de medos. A sobrevivência dela, depende da proximidade de quem a deu. Seu maior medo, é de que quem a deu não tenha a intenção de continuar a cativá-la.

Last Hope

Hoje saiu o clipe oficial de Last Hope!!!

Pra mim não poderia ter data melhor pra ser lançado! Estou muuuuuito feliz com as coisas que têm acontecido comigo.

domingo, 31 de agosto de 2014

sexta-feira, 29 de agosto de 2014

Conclusão

A melhor prova pra mim, de que muitas vezes estive errado, sou eu mesmo.

Acontece que o coração daquele que se dizia o consciente e julgava aqueles que se deixavam levar pelos sentimentos, flagrou a consciência do dito cujo passeando por entre seus devaneios.

“E como é bom…” – Consciência

onde o coração habita

quarta-feira, 27 de agosto de 2014

Espera

 


esperando por ela

Felicidade súbita

Depois de 6 dias, acho que posso dizer que estou oficialmente reinstalado no Brasil. Cheguei dia 21, um dia antes do meu aniversário. Pra mim, parece que foi tudo um sonho… Não sinto como se tivesse passado tanto tempo fora. Não tive um choque muito grande ao ver tudo, porém no princípio estranhei demais pessoas que eu não conheço falando em português. Eu estava acostumado a apenas ver meus amigos falando português, e aqui assim que cheguei no aeroporto já deu um nó na cabeça quando alguém me cumprimentou com “Bom dia”. Deu um leve atraso na mente pra entender aquilo. Enfim.

Teve probleminhas pra resolver com banco e empresa, mas hoje graças a Deus foi tudo resolvido.

E hoje me bateu uma felicidade muito repentina. Não sei dizer o motivo, apenas senti. Estou muito em paz e satisfeito… sinto que coisas boas estão para acontecer.

Então aproveitei pra curtir o momento no meu computador, no meu cantinho especial, com a brisa que entra pela minha janela, aqui, escrevendo.

quarta-feira, 13 de agosto de 2014

Quem diria…

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Como todos dizem por aqui no ultimo dia de aula; “time flies”

Sexta (08/08) foi minha graduação na escola. E eu não preparei nenhum discurso, pelo fato de todas as vezes que eu pensava no que falar no discurso, eu já chorava. Então preferi ser tomado pelo nervosismo e criar um na hora da graduação. E foi exatamente o que você pode ver na foto, eu estava de pijama. Porque dia 08 foi também o dia do estudante aqui, e a escola decidiu fazer um dia mais especial. Todos deveriam ir de pijama, levar umas tranqueiras pra comer, assistir filme, e ter um almoço especial do lado de fora da escola. Eu cheguei a ir de pijama completo, mas pensei que não seria uma boa ideia usar a calça do pijama na frente de tanta gente. Enfim… Ano passado eu assistia ao vídeo da escola todo dia no meu celular, e dizia pra mim mesmo que essa era a escola que eu queria estudar, e um ano depois, lá estou eu, graduando na escola de intercâmbio que eu tanto almejei estudar.
Pra maioria ali, não é uma sensação muito forte, mas pra mim é. Foi um sonho que se realizou. Foi tudo como eu imaginava que seria. Criei muito carinho por todos, e me senti em uma família.

Agora deixando a escola de lado, Calgary pra mim foi muito mais do que eu esperava. Nunca pensei que eu teria tanta história, e tanta experiência nesse tempo. Não fiz algumas coisas que eu achei que faria, mas fiz muuuuuuuito mais do que eu esperava.
Conheci gente demais! Acho que no mínimo 100 pessoas.

Os orientais são as pessoas mais engraçadas que eu já vi. Eles fazem brincadeiras com o quanto são rigidamente diciplinados, rsrs.
Os latinos são muuuuuuuuito gente boa!
Os alemães são bem fechados.
Os suíços, belgas e italianos são como nós Brasileiros, iguaizinhos!
Os russos são muito legais! Não vi nada de frieza como são estereotipados. A que eu tenho mais contato, é um amor de pessoa, e bem divertida.
E quanto aos canadenses, eles variam muito de um pro outro. Tem muitos ainda que são cabeça fechada para o mundo. Mas infelizmente devido à criação de pais tradicionais demais. Estes são frios, e não socializam muito. Porém tem canadense que tem comportamento de Brasileiro. São sorridentes, amigáveis, educadíssimos ao extremo, adoram conhecer gente de fora, e tudo mais.

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Meu primeiro Selfie ^^

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Meu ultimo Selfie

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Uma leve sequência de fotos para comparação
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Saí de Jundiai nos 32 graus, cheguei em Calgary nos –36 graus. Passei pelo dia mais frio do ano, aos –45 graus na rua, passei pela sensação dos 35 graus no verão recentemente, o qual me queimou mais do que eu me queimo no Brasil.
Cheguei com 69Kg e ganhei 1Kg por mês fazendo academia. Que é algo que eu não tinha mais o costume de fazer, mas foi uma decisão boa fazer isso aqui. Me proporciona muito bem-estar.

Conheci um monte de parque, fui pra Toronto, fui em balada, conheci um monte de pub, um monte de cafeteria, fui pra um monte de evento, conheci uma cantora local muito boa e fui nos shows dela, comprei muita coisa pra mim, etc. Fiz MUITA coisa.

Vou sentir falta de mal esperar na calçada para atravessar, e todos os carros pararem imediatamente, vou sentir falta de poder andar em locais isolados sem me preocupar com assalto, poder andar no metrô com a mochila de lado ou no chão sem preocupação, mas mensagens de “have a nice day” em todos os letreiros digitais, de esquilos por todos os lados, das ruas com música, das decorações da cidade, do sol se pondo às 10 da noite no verão, do céu azul piscina no inverno, ninguém ficar reparando como estou vestido, dos elogios simples, Star Bucks em um raio de 500 metros, tim hortons a cada 2 quadras, as casas sem muros, a cor da água do rio, e tantas outras coisas… foi tudo muito incrível.

Com certeza esqueci de por mais algumas coisas, mas nos meus próximos posts eu vou comentando.

E termina aqui, provavelmente meu ultimo post do meu intercâmbio.
Obrigado pela paciência.

sábado, 5 de julho de 2014

Como tem sido tudo

Bom… meu tempo aqui está se esgotando… tenho apenas mais 50 dias e então tudo termina.
Quanto ao inglês, como todos dizem, apenas ao final de 6 meses que começamos a sentir alguma mudança relativa.

Se estou feliz aqui? Sim, até mais do que eu pensava que estaria. Se eu gostaria de viver pra sempre? Não sei.

Sabe, esse é o lugar perfeito pra mim. As únicas pessoas a que eu sou realmente apegado, são meus pais e minha irmã. Não cresci com amigos de longa data, e não cresci vendo os parentes com frequência. Ao contrário de muita gente, cresci aprendendo a desapegar das pessoas, aprendendi a “começar do zero” algumas vezes, tendo que simplesmente engolir a ideia de que não tinha ninguém pra me acompanhar em muitas fases boas de minha vida. Então mais essa grande conquista atual, estar sozinho não foi problema, nem seria caso eu quisesse tocar minha vida aqui. Pois é o que todos os brasileiros daqui reclamam. Tenho fé em Deus, e sei que ele faz tudo com um bom propósito. Só tenho a agradecer sempre.
Apesar da vida que estou levando aqui, ser uma vida privilegiada a qual eu não preciso trabalhar para me manter, a vida que eu levaria trabalhando seria exatamente igual.

Aqui é tudo como eu imaginava em questões de qualidade de vida. Na verdade, mais do que qualidade de vida, aqui sim é viver como todos os seres desse mundo deveriam viver. Ao contrário do Brasil, aqui as pessoas têm segurança e saúde. Não por ter uma polícia extremamente bem equipada, mas por simplesmente pela cultura de todos aqui. A base de todos aqui está na criação, educação e honestidade sempre. A polícia é bem equipada, não por ter muitos crimes, mas simplesmente porque o que os cidadões pagam de imposto aqui, realmente é distribuído para a infraestrutura da cidade. Tem corrupção, claro que tem, mas são pequenos escândalos que abalam uma vez ou outra a sociedade nas grandes cidades, como Toronto por exemplo.
Aqui eu posso sair tranquilo na rua, sem medo de me matarem de noite, posso comprar minhas coisas tranquilo sem medo de chamar a atenção, posso me vestir bem e andar tranquilo por onde eu quiser. As vezes que minhas coisas chamaram atenção alheia, as pessoas chegaram até mim, e elogiaram. Seja a estampa da camiseta, seja o case do celular, se roubaram algo de mim, foi um sorriso.
Claro que existem excessões. Tem casos de roubo aqui sim, mas a polícia pode contar nos dedos quantas vezes por mês tem alguma ocorrência. Tudo bem que estou generalizando baseado em Calgary, mas fui a Toronto, uma cidade algumas vezes maior que Calgary, e ainda assim todas as pessoas são tão educadas e felizes quanto as em Calgary. Todo mundo está feliz com a cidade. O transporte, segurança, educação e saúde funcionam extremamente bem, não tem do que reclamar. Quase todo mundo tem uma vida estável. Quem não tem, é por questões de gestão das finanças particulares.
Em termos de poder aquisitivo, o que eu recebia no Brasil, é o salário mínimo aqui. Com esse salário, daria pra pagar um aluguel em um apartamento bem moderado, ou dividir uma casa com alguém, pagar as contas entre internet, luz, água, gás, telefone, e mercado, e ainda comprar um carro como um Honda civic por exemplo. Essa é a vida de um solteiro que trabalha fazendo café aqui, ou lavando louça, trabalhando 44 horas semanais.
Não quero levar por lado do que eu posso ter aqui e o que não posso ter no Brasil. Quero apenas deixar evidente, que esse sujeito, o qual não é louco de criar uma família ganhando apenas isso, tem qualidade de vida. Ele vive tranquilamente em paz e confortável, como todo mundo merece.
ENFIM…
Porque não estou certo a respeito se viveria aqui pra sempre? Porque minha natureza me chama para onde eu nasci. É uma bela de uma bosta de realidade do Brasil, mas é o local de onde eu vim. Eu sinto falta da comida, sinto falta de conhecer pessoas com facilidade, sinto falta de conversar na minha lingua com pessoas estranhas na rua e fazer amizade.
Aqui eu posso ter tudo isso, posso me adaptar e aprender definitivamente o inglês e sair falando com todos tranquilo, mas não agora. Essa minha estadia por 6 meses aqui, vai me ajudar muito futuramente quando eu tentar voltar pra cá, mas mesmo pensando numa futura volta pra cá, eu já penso que será temporariamente de novo. Que seja 4 ou 5 anos. Que seja pra fazer um mestrado, especialização, trabalhar por um curto prazo… Sempre que penso nisso, a porcentagem dos meus pensamentos que consideram tocar uma vida inteira aqui, são 20%

Esse tempo que estive aqui, me fez dar mais valor ao Brasil. Não sei bem ao certo o que é, mas estou percebendo que tenho um certo carinho por ele. De fato, é um ótimo país, porém com as pessoas erradas no comando. Se tivesse a estrutura política que um país desenvolvido tem, com muita certeza seria um dos melhores lugares pra se viver no mundo, senão o melhor!

O problema é; Eu não consigo imaginar criar uma família nas condições atuais do Brasil, enquanto podemos ter um lugar muitas vezes melhor para o fazer. Seeeee eu tiver filhos, eu gostaria que pelo menos eles nascecem em um país tão bom quanto o Canada. Pra depois, eles terem as portas do mundo aberta pra eles. É muito frustrante querer conhecer  mundo, e ter dificuldades de se locomover pelo simples fato de você ter nascido em um país com má reputação.

Eu realmente não consigo nem imaginar o que será de mim depois que voltar para o Brasil. Minha cabeça está totalmente mudada. Então, como sempre, sei que minha vida está nas mãos de Deus, que seja feita a vontade dele. Tenho meus planos já conformado com o “não”. Agora só falta tentar.

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Sai sem o passaporte

Eu estava indo com meu hostbrother ajudar ele em um trabalho no norte da cidade. Pegamos a rodovia mais rápida. Como estava muito tarde e queríamos terminar logo, ele acelerou a camionete. 100 km/h, 115 km/h, 130 km/h, 150 km/h, 160 km/h …. é, estava bem rápido e bem acima do limite de velocidade. Então, como um flash, um coiote atravessa a estrada correndo, meu amigo grita, se assusta, desvia bruscamente. Minha cabeça bate no teto, logo depois estou em cima do meu amigo, bati a cabeça no teto novamente, começa a chover dentro do carro, meu banco se tornou um asfalto, o teto da camionete trocou de lugar com as rodas e vice-versa, e todos os demais carros da rodovia decidiram parar ao mesmo tempo. Eu não conseguia falar. Achei que fosse um daqueles momentos que meu cérebro demora pra processar tanta informação. Nem mesmo conseguia me impressionar com o fato da camionete estar virada de cabeça pra baixo, e eu estar ali do lado de for a observando. Não conseguia chegar na camionete…. eu andava, andava, e andava, mas parecia estar andando em uma esteira. Um carro da polícia chegou, mecheram dentro da camionete, e então o Tiago saiu dela, não parava de passar a mão na cabeça, e eu não conseguia gritar pra ele também. Ele dizia: “Não sei o número do seguro dele! Ele mora lá em casa, e nunca saiu sem passaporte! Hoje ele não pegou! Ele não está falando nada!” Então eu vi que ele entrou com eles no carro da polícia. Eu gritava para me esperarem pra sair dali. Finalmente consegui ir até o carro e entrar junto. Mas o Tiago estava em choque… não queria nem olhar pra mim. Chegamos em casa e ele saiu correndo pra dentro de casa, quando eu o alcancei dentro de casa, ele volta correndo com meu passaporte de novo, passa direto por mim, entra no carro da polícia e vão embora sem mim! Eu fiquei na rua fazendo de tudo para me verem pelo retrovisor, mas não pararam.
Quando voltava pra casa, ouvi a madrasta dele entrando correndo no carro, enquanto falava no celular desesperada que estava indo pro hospital imediatamente. Tinha uma árvore na minha frente, então só a vi partir aceleradamente com o carro. Ouvi ela falar algo a respeito de hospital, então tentei achar na lista telefonica onde que era o hospital mais próximo. Nesse meio tempo, eu comecei a sentir dores no peito. Eram como socos. Vinham num intervalo de tempo específico. Cada um fazia minha visão escurecer de tanta dor. Então vi tudo ficar branco. De repente, abri os olhos diante de uma equipe de médicos, uma sala de hospital, e eu mesmo deitado numa maca. Não tive controle sobre minhas pernas, quando as mesmas me conduziam até eu mesmo, imóvel naquela maca. Tudo escureceu, e senti abrir meus olhos. E lá estava eu, deitado, e todos contentes por eu ter acordado.

 

…”Estamos quase chegando já brother” Disse o Tiago.

- Ah, beleza…. viajei aqui.

É, era melhor eu ter pego meu passaporte, vai saber….