sábado, 4 de outubro de 2014

Escrever sobre não ter o que escrever

Que vida….

Uns meses atrás eu saía de casa às 7h e voltava às 22, ou às 23 horas. Estudava de manhã por 5 horas, almoçava com pessoas do mundo inteiro, conversava em português para que ninguém entendesse, saía a pé, andava cerca de 4 a 5 kilômetros por dia sem perceber. Sempre conversando, indo à parques, à PUBs, cafeterias… Fiz academia durante 4 meses, ganhei 6 kg, andava de bicicleta, deitava em gramados, via montanhas no horizonte todos os dias… Dias cheios de pessoas ao meu redor, e cheios de coisas novas todos os dias. O cachorro quente gigante de 2 dólares, os copos com 1 litro de chá gelado por 79 centavos, o kitkat gigante de 1 dólar, os eventos gratuitos todas as semanas…

Mas eu tinha consciência que era tudo passageiro. Tive os pés no chão, e olhava cada dia como se eu estivesse revivendo exatamente um dos dias que tive até o final do ensino médio. Porém, em outro lugar completamente diferente. E exatamente como eu pensava no ensino médio, eu pensei lá. Aproveite Paulo Henrique, pois um dia isso vai acabar. Os amigos parecem inseparáveis e pra vida toda, mas tudo tem seu fim. Vamos todos finalizar os estudos, e voltar para uma vida normal. Cada um vai para o seu lado, correr atrás de outros objetivos, e consequentemente conhecer outras pessoas, que cobrirão a provável falta que as amizades anteriores deixaram. Essa é a vida de quem segue em frente.

E agora, eu estou de volta à minha vida normal. Porém, muito longe da realidade que eu queria pra mim. Sinto falta da minha rotina. Aquela que me colocava coisas novas pra fazer todo dia, pessoas diferentes pra conversar, seja no trabalho, ou curso, eu sinto falta disso. Colocar a cabeça pra funcionar, resolver problemas, escutar problemas, se apressar por conta de horários a cumprir, ainda ter tempo pra ler e assistir filme.
Preciso logo de um emprego, não aguento mais ficar em casa o dia todo. O ócio cansa. Não tenho nada pra fazer, mas também não dá disposição pra começar algo. Considero tentar começar a aprender violão sozinho, praticar inglês, ler um dos 328732 mil livros que tenho pra ler ainda, devorar alguma série de TV, passar o dia assistindo documentário e comendo sucrilhos, mas nada disso empolga tanto quanto antes. Antes justamente por ser difícil conseguir tempo pra tudo isso, eu apreciava mais quando realizava. Tenho tempo pra tudo agora, e não faço nada. O blog inclusive, dá pra ver que eu escrevia muito mais quando não tinha muito tempo, porém eu tinha muito o que escrever pois todo dia acontecia algo diferente. Mas logo logo se Deus quiser eu consigo um emprego e começo a fazer as coisas. Tem tanta coisa que eu gostaria de fazer de diferente… que antes eu não fazia por estar juntando dinheiro pro intercâmbio. Por exemplo, nosso “apertamento” não tem mesa de jantar mais! Eu queria colocar uma mesa de jantar. Estamos acomodados aqui em casa, porque não precisamos de fato, mas está parecendo um apartamento de solteiro isso aqui. Eu queria uma estante também, pra colocar os livros certinhos, e não deixá-los dentro de um armário como estão atualmente. Quero colocar prateleira no quarto. Fazer essas coisas que parece que são indiferentes, mas que na verdade fazem muita diferença.

Esse domingo terá eleições, e lá estarei eu novamente, “trabalhando” como mesário. E pra piorar, fiquei sabendo ontem que se eu não estiver trabalhando até o dia do segundo turno, eu não ganharei o direito de tirar 4 dias de folga no trabalho futuramente.

Eu bem que poderia ganhar muito dinheiro repentinamente né?! Seria uma boa…

É isso. Obrigado.

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