quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Já me enganei sobre muitas pessoas e também me enganei sobre mim mesmo. Já disse nunca mais e fiz tudo de novo. Já pensei que fosse pra sempre e nem percebi quando acabou. Sim, errei muito e erro sempre. machuco quem não deveria e me decepciono com aqueles que eu mais amo. Já escrevi e não mandei, já disse te amo quando deveria dizer 'te quero bem' e já quis dizer te amo e no lugar disse apenas 'eu gosto de você'. Sei exatamente o que quero fazer daqui a 10 anos, mas não sei que roupa vou colocar amanhã. Não lembro o que comi ontem, mas lembro exatamente de cada palavra de carinho que já ouvi. Sinto saudade do que não tive, sinto falta até mesmo de quem esta perto de mim. Posso amar sem ser notado, posso morrer de ciúmes e mesmo assim conseguir sorrir, posso esquecer quem me deixou triste; mas não esqueço jamais de quem me fez feliz.

Raiane Fernandes

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

Eu do passado, mandando uma mensagem para mim mesmo no futuro.

Só pra constar, se escrevi no passado, hoje já é o futuro desse passado.

Mas sério… não foi diretamente.
Eu apenas estou passando por uma mudança, e estava pensando em readotar certas filosofias de vida que eu já havia deixado de lado. Então, pensando em escrever sobre isso, pensei: “Vou ver como eu pensava um ano atrás”

Achei isso:

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http://bagulhodopaulista.blogspot.com.br/2013/11/com-ela-tudo-sera-novo-novamente.html

 
E esse sou eu no início desse ano ainda:
http://bagulhodopaulista.blogspot.com.br/2014/02/nada-novo-para-quem-ja-me-conhece.html

Putz…
Acho que estou sendo um covarde. A vida me deu um tapa na cara, e eu estava abaixando a cabeça. Mas esse não sou eu! Fugir é sempre mais fácil mesmo, mas não serei assim.

Às vezes é algo só passageiro, e tudo pode  se resolver depois que a “tempestade” passar.

O jeito é aguardar.

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sábado, 22 de novembro de 2014

Echosmith - Cool Kids







Eles têm outras músicas legais. Descobri esses dias :)

segunda-feira, 17 de novembro de 2014

Foram necessários 3 resgates

Tem uma piadinha que eu aprendi quando criança, que é bem assim:

O barco de um homem naufragou, e ele começou a nadar e quase se afogar.
Então chegou um barco, e todos gritavam para ele subir. Ele dizia: Não! Deus vai me salvar!
Então chegou outro barco maior, e jogaram bóias para ele. Ele as recusou, e dizia que Deus ia o salvar. Então veio um helicóptero, e ele se recusava a subir com o resgate, pois Deus ia o salvar!
O homem não resistiu e morreu afogado.
Chegando lá no céu, ele questionou Deus furiosamente:
Poxa! Sempre acreditei e fui fiel no senhor, e o senhor me deixa morrer!?
Deus respondeu: Eu tentei meu filho… enviei 3 resgates, e você os recusou.

Já faz 2 meses que eu estou procurando emprego. E venho pedindo a Deus, um emprego com pelo menos as mesmas condições que eu tinha no outro. Então, um dia uma entrevista para uma empresa “X” surgiu. Fui láááá na lapa fazer a entrevista. A empresa fica aqui em Jundiai mesmo, multinacional, etc. Porém, era para trabalhar segunda a sábado, entre 6h e 14h. Eu fiz a entrevista e fui sincero com a entrevistadora. Eu não queria trabalhar aquele horário. Se ela conseguisse horário administrativo pra mim, seria uma boa. Mas ela não deu mais resposta. 3 dias depois, às 10 horas da manhã liga uma outra agência da lapa também, dizendo que havia uma oportinidade na empresa “X” e que se eu tivesse interesse, era para comparecer lá às 12h para entrevista. Eu disse pra ela que já tinha ido lá, minha ficha estava lá e tudo mais, eu inclusive falei pra ela todas as informações da vaga. Enfim… não era a mesma agência, mas era entrevista para a mesma empresa, em outra unidade, e eu não tinha como chegar lá a tempo. Então na semana passada, liga uma agência de Jundiai que a secretária já até me reconhecia, e fala que tinha uma vaga para a empresa “X”. Eu até dei risada. Pensei “Ok, vou lá ver no que dá”. Fui, e era de fato para a mesma empresa, porém outra unidade e outra proposta. Fiz outro tipo de teste, e fui encaminhado para a empresa. Fui até lá na quarta-feira, e tinham apenas 35 candidatos para 10 vagas. Eles passaram tudo sobre a empresa e os benefícios. Tudo perfeito como eu queria. Fiz outra prova e uma entrevista com o gerente do estoque. Eu tenho todo o conhecimento que eles precisam, estava muito convicto que conseguiria passar. Inclusive, aquela unidade é a única que trabalha com o horário administrativo, e não trabalha aos sábados. Sem contar, que esse cargo para o qual estavam contratando, nunca é preenchido por candidatos externos. Eles sempre promovem quem está dentro. Porém, abriram essa excessão pois a função exige uma habilidade mais específica em estoque, e será uma equipe totalmente nova para exercer a função.
Ficaram de dar a resposta até sexta às 18h. Ninguém me ligou.
Fiquei triste pra caramba, e fiz planos para reformular meu curriculo, e comecei a considerar trabalhar em shopping.

Mas graças a Deus, hoje ligaram pra mim novamente. E era da empresa “X”, pedindo para eu ir fazer os exames clínicos!
Resumindo… Consegui um emprego!!!

domingo, 16 de novembro de 2014

Estava no lugar certo, na hora errada.

Tenho tido tempo. Muito tempo.
O que seria um perigo para a minha mente, caso eu não tivesse esse blog. Porém, mesmo tendo o blog como válvula de escape, eu me dou o direito de tomar um tempo. Geralmente eu tomo essa decisão porque o blog não é o suficiente para aliviar. É um tempo para organizar as ideias, e se eu fosse tentar colocar no blog, não sairia nada organizado. Como já aconteceu de eu escrever escrever escrever durante a madrugada, e no outro dia eu olhar e não dá pra entender nada direito. Fica uma zona de reflexões sem ordem e sem razão.
Atualmente, meu psicológico está no mais alto nível de defesa. Diante de algumas coisas que estão acontecendo, eu até que estou tranquilo, e com a mente aberta.
Me disseram que não fazia bem guardar meus problemas só pra mim. Mas se eu não tivesse sido assim desde criança, eu iria surtar nos dias que eu estivesse sozinho sem ninguém pra compartilhar essas coisas.
E outro ponto, é que quando estamos em apuros sobre a nossa vida, o desabafo para alguém é também um meio indireto de ouvir opinião sobre o que fazer com tais problemas. As pessoas geralmente (quase 100% das vezes) procuram fazer isso com amigos da mesma idade. A gente não pensa na hora que aquele amigo(a) também não tem a menor base de experiência para dar bons conselhos. Mas queremos só descarregar as emoções, e nem pensamos nisso na hora.
Já me disseram muitas vezes que sou sensato. Até que posso ser, mas nesse caso, me refiro a ser realista. Um amigo da mesma idade não vai saber me dar um conselho sábio. Ele só vai ser alguém sem muitos problemas pra pensar, e vai me falar algo que provavelmente seja fácil de ouvir, pois é uma cabeça que pensa da mesma maneira e tem ideias compatíveis.
Quando a gente entra em um dilema, significa que estamos começando a ponderar os prós e contras das decisões, e amadurecendo. Porém, como venho falando, pedir a opinião a alguém da mesma idade ou quase nada mais velho, não vai ajudar muito.
As poucas vezes que pedi, foram para pessoas no mínimo 10 anos mais velhas que eu. Mãe, pai, tia, e um amigo. Algumas vezes difíceis de aceitar, mas são as melhores.

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“O problema dos homens
é que uns seguem regras.
Outros, o coração.”
- Ique Carvalho

terça-feira, 11 de novembro de 2014

Reflexão velha sobre respeito a quem nos ama, e críticas construtivas.

Eu, por muitas vezes, quando criança, apresentei um nível de seriedade ou maturidade levemente maior do que os amigos da mesma idade. Eu ia citar o fato de algumas vezes eu preferir ficar ouvindo a conversa na roda dos adultos a ficar ouvindo as besteiras das crianças, mas acredito que isso acontece com todo garoto, em uma fase que quer se parecer com o pai. Porém, pra mim não foi apenas uma fase.

Algo que nunca coube na minha cabeça, é o fato da grande maioria das pessoas se auto dominarem donos da própria vida. Não posso incluir criança, porque eles não têm a capacidade de discernir uma coisa da outra, mas quando adolecente, eu já identificava isso.
Eu me questiono, com que razão que uma pessoa dessas, acha que pode se vangloriar de status sociais e aquisição de bens materiais, concedidos pelos seus pais?

Essa reflexão começou por uma breve observação em um mercado aqui de Jundiai. Ele funciona 24 horas, e nos finais de semana a noite, enche de molecada esnobe. Eles não têm nem idade suficiente para ter trabalhado e sustentar a vida que têm, e ficam se achando. Atendem o celular, e tem vergonha de falar com os pais, e consequentemente acabam desrespeitando-os.
Um “tátátátátátátátá PAI, TCHAU!” Me fez subir o sangue, e querer enfiar aquele celular na garganta do moleque.

Eu sempre fiquei indignado com filhos que desrespeitam os pais. Ficam bravos pelos pais demorarem pra buscar na escola, ficam bravos quando as suas coisas estão ficando velhas e eles não trocam logo, bravos por serem cobrados de atividades em casa, bravos com cobranças relacionadas às responsabilidades, e até mesmo em simplesmente dar notícias.
De certa forma, há um pouco de nossa natureza nessa história. Quando começamos a crescer, saímos de uma zona de conforto para encarar uma nova realidade a cada ano. E ser vivo nenhum gosta de ser tirado de sua zona de coforto. Porém somos humanos, dotados do cérebro mais surpreendente do reino animal, capaz o suficiente de saber em que posição estamos, e que enquanto dependemos de um mais velho, obviamente não temos direito nenhum de reclamar da situação.

Algumas vezes, acontece de querermos ficar sem falar com os pais. Quem nunca fez isso? Mas é questão de tempo percebemos que estamos errados. Foi o que aconteceu recentemente na família… Um primo já nos seus 30 e poucos anos, brigou com o pai dele e deixaram de se falar. E isso acontece muitas vezes nas famílias. Mas o que leva pais e filhos a fazer uma coisa dessas? Deixar de se comunicar com alguém que te ama, esempre só quis o seu bem.

Nos meus 15 anos, meu pai me ensinou que o que ele dizia, era chamado de crítica construtiva. E que o propósito dela, é fazer com que a gente possa corrigir certos erros.
E vou dizer, não era fácil engolir elas, mas algo que eu não podia deixar de lado, é que meu pai é 29 anos mais velho que eu. Ele com certeza sabe o que fala para alguém com essa diferença de idade.

Quando mais novo, admito que reclamei muitas vezes com o tanto de cobranças que meus pais me faziam com respeito aos estudos, e quando me corrigiam por certas atitudes. Eles foram bem rígidos em termos de respeitá-los enquanto eu estivesse morando sob o mesmo teto. Mas passou, e eu reconheci que eu não tinha direito nenhum de reclamar de nada. Eu fui criado ouvindo que poderia ser pior. E sabia que eu estava do lado dos privilegiados. Eu só não entendo qual a dificuldade de muitos outros verem as coisas como eu via.

Porém, não seria o Paulo Henrique quem aqui escreve, se não tivesse escrito sobre outra perspectiva. Pois pensando bem, talvez não haja dificuldade… Porque só se tem dificuldade em algo que é ensinado. E sim, tem pais que não dão a mínima para como o filho irá crescer. Não deram amor enquanto ele crescia, e muito menos fizeram críticas contrutivas.
Às vezes que quis ficar sem falar com meus pais, eles não deixaram de falar comigo. Não ficavam me enchendo de mimos, como pais que se arrependem de brigar com o filho, mas iam atrás de mim, e tentavam conversar sempre. Era algo como “me escuta, que eu te escuto”. E depois disso as coisas ficavam bem novamente.

Isso vale para amizades também. Conheço duas amigas, que tinham uma amizade muito forte. Acho que não só eu, como todos diriam que eram inseparáveis. Porém, houve um desentendimento entre elas, por falta de conversa. E estão sem se falar a um tempo já. Uma delas não quer saber de conversa, e a outra já cansou de tentar conversar. Acredito, que pelo tamanho da amizade que elas tinham, ela tem um motivo muito pequeno para colocar a amizade em jogo da maneira que está fazendo. E acho também, que a outra não deveria parar de tentar conversar com ela.

 
Eu conheço um cara que se diz independente. Pra ser mais exato, o conheci em Calgary. Porém, eu e um outro amigo esclarecido, falamos a verdade mais dura que ele já ouviu na vida, dado que os amigos dele da mesma classe social não diriam essas coisas. Resumindo, ele adorava falar que não abria mão da vida dele no Brasil, pois aqui ele era independente. Bastou juntarmos os seguintes fatos; O apartamento “dele”, era um dos que o pai alugava e cedeu para ele morar, sem cobrar aluguel. E o carro precioso dele, o pai ainda está pagando. Fora o dinheiro que ele recebe para os gastos com alimentação, e outras coisas. Então perguntamos: Você realmente se acha independente? Com o salário que você ganha, você ao menos conseguiria morar onde mora e comer no mesmo mês? Ele não gostou, mas assumiu que realmente ainda não era independente. Fizemos críticas construtivas, para ele perceber que não estava certo.

Sabe… vejo muita gente que acha bonito olhar pelos mais pobres. Mas nunca se quer agradeceram aos pais pela vida que lhes proporcionam. Realmente não dá pra entender.


Eeeeeeeee falei demais, misturei coisa, sai um pouco do contexto, mas valeu. São 3:26 agora, e era o que tinha na cabeça. Uma postagem forte candidata a ser excluída futuramente por ser totalmente aleatória.

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7:30 - Como sempre, após escrever coisas bagunçadas de madrugada, dei uma arrumada no post depois que acordei. Acho que consegui deixar mais claro.
Agora tenho que correr pra levar minha mana querida para uma empresa que ela vai trabalhar :D O primeiro emprego dela! Estou tão feliz! Mesmo tendo dormido 4 horas, farei isso com o maior prazer.

obrigado

quarta-feira, 5 de novembro de 2014

terça-feira, 4 de novembro de 2014

Fim da linha, destino e escolhas.

Talvez você não saiba quem é Wagner Piske. Eu também não o conhecia.
E eu poderia falar sobre muitos outros casos, mas o dele repercutiu muito na minha rede de amigos. 1376333_775665155812397_5241906428443811971_n

Ele era o tipo de pessoa que você não consegue imaginar que ia terminar a sua missão aqui na terra tão rápido. Um cara de 28 anos, popular, reconhecidíssimo pelo o que fazia, e muito amado.

Palavras de sua namorada, Eliz.

“Eu e o Piske estávamos no nosso segundo dia de passeio pelo Rio de Janeiro. A gente sempre gostou de uma aventura e resolvemos fazer a trilha da Pedra da Gávea. Pois bem, depois de 2 hrs e pouco chegamos lá no topo.... Foi aquela sensação de dever cumprido, imagina... QUE TRILHA!! Foi tudo bem na ida, fizemos algumas paradas, tomamos água, revezamos a mochila.. Chegamos na famosa pedra, estávamos só nós dois.. tiramos a roupa, estávamos suando, pingando na verdade. Tomamos mais água, comemos umas bananas, descansamos, demos umas risadas e tiramos algumas fotos (imagem a seguir). Depois de um tempo lá em cima nos aprontamos para descer a trilha. Ficou combinado que no primeiro trecho da volta eu levaria a mochila, e ele levaria na segunda parte. Começamos a descer, Piske na frente, e eu atrás, como uma fila de índio. Depois de uns 10 minutos de caminhada da volta, chegamos num trecho mais complicado, que tem bastante pedra (já havíamos passado por esse trecho para subir), e que se chama Carrasqueira (vim a saber desse nome só depois). Por sorte, tinha um grupo de rapazes que estavam subindo esse trecho da trilha nesse mesmo momento, o Piske até trocou algumas palavras com o cara que estava tentando subir, a distância não era grande. Foi uma fração de segundos enquanto estávamos descendo a Carrasqueira quando o Piske escorregou ou tropeçou (e eu falo assim porque eu REALMENTE não vi o que aconteceu com o PÉ dele), e rolou por uma distância de mais ou menos uns 10 metros, e foi “parado” por uma pedra que tinha ali no caminho. Ele deve ter “rolado” umas duas vezes antes de parar/ bater na pedra “final”.” …
…”ele teve um traumatismo crânio encefálico e diversas fraturas no crânio, e faleceu na hora, sem dor.”

Foi algo me me fez chorar nesses dias. Não choro para cada morte que fico sabendo, mas ler essas coisas, faz com que eu me coloque no lugar da pessoa. Faz a gente saber o quão frágeis nós somos, e sentir que damos menos valor às nossas vidas do que deveríamos dar.

Às vezes me pego preocupado demais com o meu futuro. Muita gente faz isso. Porém, é um contra-senso para quem acredita em destino. Pra mim, escolhas e destino são coisas que andam juntas. É meio difícil entender. Acho que somos destinados a certas coisas. Tomamos decisões agora, pois o destino precisa delas.
Não só o Piske, como todo mundo que o conhecia, jamais imaginava que tudo iria acabar assim. E se a gente se preocupa com uma coisas dessas, quem vai conseguir viver em paz?
O Piske teve sua missão concluída. Graças a ele, muitas coisas aconteceram na vida de muitas outras pessoas, pode ter certeza.
Ele passou a vida inteira fazendo escolhas, e deixando a vida o levar, para um único destino.

Nos meus 16 anos, eu ganhei uma amiga. Nossa amizade foi se desenvolvendo, e eu sentia aquele clima. Todos do grupo sentiam. E eu não sabia bem o que fazer. A amizade era muito boa, e eu não queria que algum sentimento mais forte se desenvolvesse, pois eu não queria estragar a amizade caso não desse certo, e eu não tinha certeza se eu estaria naquela cidade ainda até o final do ano. Eu não queria me permitir ficar apaixonado por ela, e mexer com os sentimentos dela sem ter certeza de que eu poderia dar continuidade. Então, um belo dia, uma amiga dela (irmã de criação), me questionou sobre o porquê eu não tomava alguma atitude, e disse que ela estava apaixonada por mim e sofrendo por eu não fazer nada. Aquilo me destruiu por dentro. Expliquei pra ela, e acabei mudando o sentido da amizade. Minha amiga, obviamente sentiu, e me questionou o que estava acontecendo. E eu falei para ela tudo.
Nossa amizade nunca mais foi a mesma. E quanto ao meu medo de se eu estaria lá no ano seguinte… bem, estive lá por mais 3 anos. As coisas poderiam ter sido diferentes se tivéssemos tentado algo? Sim. Quem sabe até mesmo eu não teria saído daquela cidade. Mas a minha escolha foi a que deveria ter sido feita. Eu não mudei minha história, apenas fui usado para mantê-la.

Nesse ultimo domingo, voltei a andar de bicicleta. Andei aproximandamente 15 kilômetros. E não senti nenhum perigo. Porquê eu estava a tanto tempo sem andar? Bem, nas primeiras vezes que eu andei de bicicleta em Jundiai, eu passei por mais “quase atropelamentos” que em toda a minha vida andando de bicicleta. Senti muito medo de andar de bicicleta. Porém, nesse domingo era a única coisa que poderia me dar o que eu precisava. E andei tranquilamente. As pessoas estranhavam quando eu dizia fazer quase 2 anos que não andava. Eu adoro bicicleta, e realmente sentia falta. Mas acredito que tudo conspirou para que aqueles motoristas quase me atropelassem, e me dessem tanto medo a ponto de desistir de andar. Eu realmente me sentia invisível na rua, de tão perigoso que era. Se quer via reação de susto dos motoristas. Será que teria acontecido algo que mudaria o curso das coisas se eu tivesse andando nesse tempo que fiquei parado? Conheço vários exemplos que deu pra ver o que teria acontecido se alguém tivesse feito tal coisa.
Meu pai mesmo, já quase morreu muitas vezes. Só está entre nós até hoje, pela vontade de Deus mesmo. Ele tem histórias dignas de cenas de filmes de ação. Já aconteceu de um senhor morrer no lugar dele, após trocarem de lugar em um veículo. Esse senhor terminou sua missão, e permitiu que meu pai continuasse a dele. Se não fosse ele, eu nem teria nascido. O Piske foi na frente da namorada, e escorregou onde poderia ter sido ela. Um dia eu atravessava uma avenida distraído, e um ciclista veio do além, passando por mim rapidamente, e no segundo que eu parei para olhar para ele indo embora, passou um ônibus tirando fina de mim. Pra mim, aquele ciclista foi um anjo.

Parte dessa minha filosofia de vida, me fez desenvolver certas coisas como mais amor ao próximo, e me satisfazer com pequenos detalhes da vida.
Em Calgary, onde tive contato com muita gente, ouvi muitas vezes que eu era um cara que estava sempre sorrindo. Às vezes até me perguntavam o que havia acontecido que eu estava sorrindo, rs. E o fato é que a cada dia ganho, já é um motivo para sorrir. Tomei mais gosto por chamar alguém pra sair, e me propor a pagar a conta. Presentear alguém com alguma coisa que vi e me fez lembrar da pessoa. Fazer companhia a alguém sem se preocupar para onde vai, mas só para passar o dia conversando. São coisas da vida.

Eu poderia ter feito muita coisa ao contrário. Poderia ter pensado muito mais em mim, e que se danem os outros.
Ter aceitado aquelas ordens desonestas, e conseguido o cargo de chefe. Ter deixado aquele pobre coitado pedindo dinheiro na rodoviária até só Deus sabe quando. Ter prometido amores que eu não podia dar. Não ter perdoado aquela “traição” de um dos meus melhores amigos hoje.

Mas como diz o escritor Ique Carvalho; onde está a vida e o amor?

Obrigado pela paciência.

Night time

“Night time” é o nome de uma das músicas que me acompanham essa madrugada. São todas da banda The XX.

Sou um apreciador da madrugada, e como sempre, gosto de deixar músicas, como as dessa banda, tocando bem baixinho como plano de fundo no meu momento.
Eu preferia estar deitado agora, olhando para o teto, e pensando nas coisas que tem pra pensar, rs. Mas eu quero ficar com sono rápido, então decidi ficar no computador. Pra variar, fiz a cagada de cair no sono por volta das 20h. Dormi pouco, mas foi o suficiente para estragar meu sono.
Nem sei ao certo o que ia escrever aqui. Sabe quando você tem uma ideia, deixa pra depois, e ela simplesmente te deixa como se nunca tivesse pensando nela? Então…

Amanhã eu tenho um plano legal para o dia. Resumindo o quão legal será; eu vou pra São Paulo (:
Estive olhando fotos antigas e as da viagem esses dias, e senti que eu estava devendo algumas postagens sobre as coisas que fiz em Calgary. Acho que vou postar aos poucos a respeito.
O que me fez lembrar, que eu não permiti que todos os meus amigos pudessem ver as fotos que ia postando no facebook enquanto eu estava lá.
Eu simplesmente invoquei com a curiosidade alheia, e bloqueei a maior parte do conteúdo para todos. Meu perfil tem muitas informações, mas são todas privadas, e as mantenho lá pelo mesmo motivo que registro coisas aqui. É literalmente a minha linha do tempo particular.

E sabe de uma coisa… o sono está chegando.

domingo, 2 de novembro de 2014

Foi ontem!

Finalmente deu tudo certo. Fui ao circuito do banco do Brasil assistir Paramore pela segunda vez no ano!

Chegando lá a fila parecia enorme, porém quando começou a andar, desandou rapidamente e todo mundo entrou sem dor de cabeça.
No início estava tudo muito tranquilo. Acontecia uma apresentação pequena de skates, e acabei encontrando meu primo lá! Coisa que a gente nem havia combinado.
Achei que seria o dia perfeito para espairecer a mente, mas ainda assim alguns momentos minha mente era tomada por pequenos empecílios psicológicos. É ainda aquela coisa minha que tenho passado esses ultimos dias. Logo logo passa.
Apesar disso, ainda consegui me divertir, rir bastante, falar umas merdas, etc.

O show do skank foi beeeeem animado! O Samuel Rosa imortal como sempre, e cantando músicas velhas, e poucas novas.
Depois teve a Pitty, que também agitou bastante.
O MGMT foi depresssivo, kkkkkkkkk. Sério, no início o vocalista parecia estar meio chapado, e não foi só eu que percebeu não. Fora que eles têm poucas músicas muito famosas. O que salvou o show foram elas.
Finalmente o Paramore entrou, e tocaram muito rápido todas as músicas. Devido ao atraso das bandas anteriores, eles tiveram pouco tempo. Fora que não tiveram a mesma infraestrutura dedicada ao show deles como nos anteriores. Então foi algo bem rápido. O que impressionou foi a menina que subiu no palco! Ela se esbaldou lá! Foi a melhor pessoa que já vi subir, tanto que a galera puxou o nome dela em coro depois que ela terminou. Foi muito divertido vê-la.
E Kings of Leon me impressionaram. Apesar de terem músicas lentas, as mais famosas deles foram muito legais!

Tomei um banho de chuva que eu estava me devendo a um bom tempo (:
E fiquei um caco! Sentamos algumas vezes durante o dia, mas acho que nem dá pra considerar perto do tempo que ficamos em pé. Praticamente das 13h às 00:30 em pé!


Apesar de tudo, dormi pouco, e ainda me restam energias para sair. Estou me preparando para sair de bike.

 


Obrigado pela paciência.