terça-feira, 11 de novembro de 2014

Reflexão velha sobre respeito a quem nos ama, e críticas construtivas.

Eu, por muitas vezes, quando criança, apresentei um nível de seriedade ou maturidade levemente maior do que os amigos da mesma idade. Eu ia citar o fato de algumas vezes eu preferir ficar ouvindo a conversa na roda dos adultos a ficar ouvindo as besteiras das crianças, mas acredito que isso acontece com todo garoto, em uma fase que quer se parecer com o pai. Porém, pra mim não foi apenas uma fase.

Algo que nunca coube na minha cabeça, é o fato da grande maioria das pessoas se auto dominarem donos da própria vida. Não posso incluir criança, porque eles não têm a capacidade de discernir uma coisa da outra, mas quando adolecente, eu já identificava isso.
Eu me questiono, com que razão que uma pessoa dessas, acha que pode se vangloriar de status sociais e aquisição de bens materiais, concedidos pelos seus pais?

Essa reflexão começou por uma breve observação em um mercado aqui de Jundiai. Ele funciona 24 horas, e nos finais de semana a noite, enche de molecada esnobe. Eles não têm nem idade suficiente para ter trabalhado e sustentar a vida que têm, e ficam se achando. Atendem o celular, e tem vergonha de falar com os pais, e consequentemente acabam desrespeitando-os.
Um “tátátátátátátátá PAI, TCHAU!” Me fez subir o sangue, e querer enfiar aquele celular na garganta do moleque.

Eu sempre fiquei indignado com filhos que desrespeitam os pais. Ficam bravos pelos pais demorarem pra buscar na escola, ficam bravos quando as suas coisas estão ficando velhas e eles não trocam logo, bravos por serem cobrados de atividades em casa, bravos com cobranças relacionadas às responsabilidades, e até mesmo em simplesmente dar notícias.
De certa forma, há um pouco de nossa natureza nessa história. Quando começamos a crescer, saímos de uma zona de conforto para encarar uma nova realidade a cada ano. E ser vivo nenhum gosta de ser tirado de sua zona de coforto. Porém somos humanos, dotados do cérebro mais surpreendente do reino animal, capaz o suficiente de saber em que posição estamos, e que enquanto dependemos de um mais velho, obviamente não temos direito nenhum de reclamar da situação.

Algumas vezes, acontece de querermos ficar sem falar com os pais. Quem nunca fez isso? Mas é questão de tempo percebemos que estamos errados. Foi o que aconteceu recentemente na família… Um primo já nos seus 30 e poucos anos, brigou com o pai dele e deixaram de se falar. E isso acontece muitas vezes nas famílias. Mas o que leva pais e filhos a fazer uma coisa dessas? Deixar de se comunicar com alguém que te ama, esempre só quis o seu bem.

Nos meus 15 anos, meu pai me ensinou que o que ele dizia, era chamado de crítica construtiva. E que o propósito dela, é fazer com que a gente possa corrigir certos erros.
E vou dizer, não era fácil engolir elas, mas algo que eu não podia deixar de lado, é que meu pai é 29 anos mais velho que eu. Ele com certeza sabe o que fala para alguém com essa diferença de idade.

Quando mais novo, admito que reclamei muitas vezes com o tanto de cobranças que meus pais me faziam com respeito aos estudos, e quando me corrigiam por certas atitudes. Eles foram bem rígidos em termos de respeitá-los enquanto eu estivesse morando sob o mesmo teto. Mas passou, e eu reconheci que eu não tinha direito nenhum de reclamar de nada. Eu fui criado ouvindo que poderia ser pior. E sabia que eu estava do lado dos privilegiados. Eu só não entendo qual a dificuldade de muitos outros verem as coisas como eu via.

Porém, não seria o Paulo Henrique quem aqui escreve, se não tivesse escrito sobre outra perspectiva. Pois pensando bem, talvez não haja dificuldade… Porque só se tem dificuldade em algo que é ensinado. E sim, tem pais que não dão a mínima para como o filho irá crescer. Não deram amor enquanto ele crescia, e muito menos fizeram críticas contrutivas.
Às vezes que quis ficar sem falar com meus pais, eles não deixaram de falar comigo. Não ficavam me enchendo de mimos, como pais que se arrependem de brigar com o filho, mas iam atrás de mim, e tentavam conversar sempre. Era algo como “me escuta, que eu te escuto”. E depois disso as coisas ficavam bem novamente.

Isso vale para amizades também. Conheço duas amigas, que tinham uma amizade muito forte. Acho que não só eu, como todos diriam que eram inseparáveis. Porém, houve um desentendimento entre elas, por falta de conversa. E estão sem se falar a um tempo já. Uma delas não quer saber de conversa, e a outra já cansou de tentar conversar. Acredito, que pelo tamanho da amizade que elas tinham, ela tem um motivo muito pequeno para colocar a amizade em jogo da maneira que está fazendo. E acho também, que a outra não deveria parar de tentar conversar com ela.

 
Eu conheço um cara que se diz independente. Pra ser mais exato, o conheci em Calgary. Porém, eu e um outro amigo esclarecido, falamos a verdade mais dura que ele já ouviu na vida, dado que os amigos dele da mesma classe social não diriam essas coisas. Resumindo, ele adorava falar que não abria mão da vida dele no Brasil, pois aqui ele era independente. Bastou juntarmos os seguintes fatos; O apartamento “dele”, era um dos que o pai alugava e cedeu para ele morar, sem cobrar aluguel. E o carro precioso dele, o pai ainda está pagando. Fora o dinheiro que ele recebe para os gastos com alimentação, e outras coisas. Então perguntamos: Você realmente se acha independente? Com o salário que você ganha, você ao menos conseguiria morar onde mora e comer no mesmo mês? Ele não gostou, mas assumiu que realmente ainda não era independente. Fizemos críticas construtivas, para ele perceber que não estava certo.

Sabe… vejo muita gente que acha bonito olhar pelos mais pobres. Mas nunca se quer agradeceram aos pais pela vida que lhes proporcionam. Realmente não dá pra entender.


Eeeeeeeee falei demais, misturei coisa, sai um pouco do contexto, mas valeu. São 3:26 agora, e era o que tinha na cabeça. Uma postagem forte candidata a ser excluída futuramente por ser totalmente aleatória.

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7:30 - Como sempre, após escrever coisas bagunçadas de madrugada, dei uma arrumada no post depois que acordei. Acho que consegui deixar mais claro.
Agora tenho que correr pra levar minha mana querida para uma empresa que ela vai trabalhar :D O primeiro emprego dela! Estou tão feliz! Mesmo tendo dormido 4 horas, farei isso com o maior prazer.

obrigado

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