quinta-feira, 19 de março de 2015

Sensação sem definição

Não tenho uma palavra para descrever o que venho sentindo ultimamente.
Há algo estranho comigo. Não sei se ainda está acontecendo, ou se já fui afetado definitivamente.
Tenho sentido falta de ânimo nos meus dias. Começou de fato na separação dos meus pais lá em agosto de 2013.
O que novamente foi uma época que me fez sofrer muitos choques de altos e baixos no psicológico. De um lado eu tive o apoio dos meus pais para eu poder realizar o meu sonho de ir para o Canada, e do outro lado a separação deles. Dali pra frente, eu comecei a sentir essa coisa estranha.
Eu venho sentindo falta do ânimo que eu esperava ter em alguns momentos. Me refiro àquele ânimo de quando eu era apenas um garoto de 16 anos imaginando a si mesmo quando realizasse o grande sonho.
Agora, sinto como se estivesse apenas cumprindo objetivos. Sinto muita frieza dentro de mim.

Nessa segunda-feira, 09 de março de 2015, eu passei a ser efetivamente aluno de pós-graduação da Fundação Getúlio Vargas.

Não posso dizer que me tornei frio ao me deparar comigo mesmo me emocionando ao escrever essa postagem. Há algo dentro de mim.

E como eu disse… aconteceu. Estou matriculado. A matrícula em alguma pós poderia ser fácil, mas nessa instituição de ensino foi algo muito importante pra mim. Quando eu era mais novo, era algo que eu imaginava que só alcançaria mais velho. E não. Aqui estou eu, ganhando um salário muito inferior ao que eu imaginava que estaria ganhando, porém vivenciando o que gosto, e podendo investir em mim dessa forma. Graças a Deus. Eu realmente me surpreendo cada vez mais com o que Deus me proporciona sendo um filho tão mal dedicado. Se bem que não sei se sou mal dedicado, ou se me cobro demais. Não gosto do ambiente da igreja como um todo, por causa das pessoas que estão lá, então faz tempo que não vou a uma. Mas levo comigo os aprendizados de comportamento da palavra Dele. Creio que seja isso.
Ele possibilitou que todos nós em casa tenhamos um emprego bom. E graças a isso, e ao meu pai, eu não tenho despesas fixas com moradia.
Não tenho vergonha disso. Gosto de dizer que eu amo a minha família a ponto de não me incomodar de viver junto, e que obviamente sou amado a ponto de meu pai não exigir que eu mude.

Como eu estava dizendo, acho que me cobro demais. Eu não estou satisfeito com a minha função na empresa. Enquanto eu sei que me reconhecem e sabem de minhas capacidades mas não podem ajustar meu salário imediatamente, eu sei também que tem lugar onde eu possa trabalhar ganhando muito mais. É um dilema… pedir pra sair e buscar novas oportunidades, ou ser paciente e esperar alguma oportunidade surgir. A empresa vai trocar o sistema daqui 2 meses, então acho que vou tentar segurar essa agitação. Vou aprender bastante com a instalação dos novos processos, e até lá caso não dê nada certo, eu terei alguns contatos da pós que provavelmente poderão me ajudar a conseguir um emprego melhor.

 

Sabe… não estou mal MAL. Só estou com essas coisas passando pela cabeça e preocupado com meu comportamento.

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