domingo, 22 de novembro de 2015

Perdido em pensamentos

 

Não sei bem como começar. Justamente… Literalmente perdido em pensamentos.

Posso tentar começar pela postagem anterior certo?

Ok…

Começando pela minha promoção lá. Era uma função muito fdp (sim, um palavrão no blog) que me deixava muito irritado tanto pela atividade em si, como também pela tamanha burrice feita por alguém de cargo tão alto na empresa (gerente de site). O cara que criou aquilo, e guess what… foi transferido de unidade. Pra ter noção da coisa, a minha situação era motivo de piada no setor. Me filmaram atendendo os rádios, me chamaram de Joseph Climber (Oi tudo bem como vai? Oi tudo bem como vai? Oi tudo bem como vai?) e claro, por eu não desistir tão fácil. Meu feito foi finalizar um dos vídeos dizendo no final “Isso não vai dar certo!”. E realmente não deu. Enfim… Minha vida no setor mudou da água para o vinho depois de 3 semanas nessa atividade que eu desejaria aos meus inimigos. Voltei a ter paz, tranquilidade, e poder eleborar minhas planilhas e delegar atividades para o pessoal de forma amigável. Depois os rádios foram retirados das mãos deles, e tudo ficou mais perfeito ainda.

Um tempo depois, eis que surge uma vaga para o setor de projetos na empresa. Eu não preenchia nenhum dos requisitos, porém, além de ser na matriz da empresaa, era de uma área que eu gostava e gostaria de fazer parte um dia. Como meu pai já me disse diversas vezes; “Quem não é visto, não aparece”.
Enviei meu currículo e semanas depois me ligaram. Eu já até pensava que a vaga tinha fechado e nem se quer me chamaram. Porém queriam me conhecer. A correria do dia vai fazer parte das minhas histórias futuramente. A entrevista foi marcada em Alphaville no escritório, às 14h. Eu não tenho carro, e para ir de ônibus eu teria que matar umas horas do trabalho para chegar a tempo lá. Pensei em alugar um carro na cidade que eu trabalhava para não perder tanto tempo… Saí por volta de meio-dia e fui na locadora. Pra variar, estava fechada. Depois fui na segunda locadora da cidade, e estava aberta, porém com problemas na documentação dos carros, sem poder alugá-los. De uma coisa eu estava certo, eu não ia perder essa entrevista por nada e estava disposto a qualquer coisa para ir. Olhei para um ponto de táxi, e torci para que aceitassem cartão. E sim, aceitavam cartão como também eu reconheci um dos taxistas! Ele trabalhou comigo um tempo na primeira empresa que trabalhei. Fazíamos uma ótima dupla. O cara desligou o taximetro, e fez a corrida quase pela metade do preço, basicamente o preço que eu pagaria no alguel do carro. Resumindo… cheguei, fiz a entrevista com o gerente e o diretor de projetos da empresa. Eu sabia que não ia passar… mas deixei todos que estavam sabendo da entrevista pensarem que eu esperava algo dela. Ela realmente foi boa. Me senti bem à-vontade com eles e desenrolar os assuntos. O problema foi administrar a torcida que eu tinha.
Acontece que eu acredito nessa coisa de energia de pessimismo e otimismo. Se eu tivesse falado que eu não tinha passado na entrevista, algumas pessoas só iriam julgar minha vida. Iam pensar coisas como a empresa não me dá valor, que estou perdendo tempo, que o problema deve ser eu, que eu talvez não trabalhe bem, etc etc etc.
E o desenrolar da coisa foi 3 dias depois, com um e-mail do RH me convidando para ir até uma das unidades da empresa em Jundiai para fazer uma entrevista para a área de qualidade em uma startup. Alguma coisa fez com que me achassem em Cajamar e tivessem interesse em mim.
Fui lá, fiz a entrevista, passei e fui chamado para a segunda etapa com a gerente de site (geral) no dia seguinte.
Fui nessa entrevista com ela, e foi extremamente boa! Boa tanto pela entrevista em si, como também eu soube que foram os dois caras de Alphaville, um deles o diretor da gerente que me entrevistou, que me indicaram para ela.
Umas semanas depois o RH dela me acionou e avisou que fui promovido e que dariam início às atividades da minha transferência.
Resumindo… Mais uma meta! Obrigado Deus!
 

Não fui promovido uma vez, mas duas vezes! E sem contar que mudei meu horário louco também. Agora entro às 8h :) Até alguns benefícios mudaram. Enfim, já comecei lá faz 20 dias, e tem sido muito enriquecedor.

Agora aqui começa a razão pela qual estou escrevendo.

A startup me deixa muito pilhado. Meu cérebro fica trabalhando 100% do expediente, absorvendo informação sem parar. No final do dia, não tive rendimento na faculdade, e senti a necessidade de trancar um dos módulos, adiei uma prova, e perdi um dia de aula. Nessas estou considerando trocar meu curso para sábado ano que vem.
Por causa de todas essas cobranças e eu exigir tanto de mim mesmo, estou em uma fase de procrastinação e crise existencial. Não consigo ser produtivo em casa a pelo menos duas semanas. Não consigo me focar em nada. Qualquer coisa que eu tiver na mão, é destruída. O déficit de atenção está pintando e bordando comigo nesses últimos dias, e não consigo me livrar. Preciso estudar e ao mesmo tempo descarregar essa ância por atividade no meu cérebro. E se eu for sair andar de bicicleta, eu perco tempo de estudar, mas se eu ficar eu não consigo me concentrar por muito tempo. Está terrível. Preciso desenvolver minhas atividades na empresa, preocupado com a falta de tempo para a faculdade, e já pensando no curso de engenharia que pretendo começar antes mesmo de finalizar a pós (sim, fazer os dois ao mesmo tempo). Parte da minha pós é pretexto para participar de concursos públicos com certa vantagem, e nessas já vem o comprometimento com estudos para concursos ano que em também.
Acho que não sei o que eu quero da vida. Quero só estar preparado para qualquer coisa que eu queira. Sem contar que quero comprar carro (necessidade), fazer academia para descarregar essa energia que me deixa inquieto, voltar com o inglês e começar francês! CÉÉÉÉÉuuuuusss! Preciso ganhar mais! Preciso trabalhar mais! Sem trabalho não tem dinheiro, sem dinheiro não tem nada disso.

Faz meses já que não visito Itapeva por conta do meu pai sair antes no meio da semana, e não ser vantajoso pra mim pagar 180 dilmas para passar 10 horas viajando e ainda voltar cansado de viagem para já começar a trabalhar no dia seguinte. Se Deus quiser logo tudo se ajeita. Só há uma coisa ainda que me impede de ser 100% feliz. Meu pai ainda está naquele relacionamento dele com a garota a qual meu sexto sentido me faz odiá-la sem nunca ter feito nada. Porém ela só tem dado motivos, e isso só me faz confiar mais ainda no meu sexto-sentido quanto a ela. Eu já conversei com o meu pai, abri o jogo para ele e agora falta falar com ela. Porque é assim que as coisas funcionam comigo. A propósito, já discuti com um chefe na empresa, que o meu sexto-sentido também já me fez não gostar dele. O último que fez isso, estava errado. Sou muito calmo, então se eu discutir algo com alguém, certamente eu sei que eu estou fazendo algo certo.

Faz um bom tempo que não vou a uma igreja, e até uns dias atrás sentia estar sendo chamado para fazer uma visita… Acho que inclusive acabei de me dar conta do que pode ser essa agitação.

Acho que por aqui está bom. Volto outro dia :)

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