segunda-feira, 4 de julho de 2016

3 da manhã e um sentimento de duas palavras.

Exatamente 03:00 da manhã do dia 01/07/2016

Escrevo essa futura postagem com o vídeo do making off do Brand New Eyes passando como som de fundo.

Acredito estar no meio de uma crise existencial. Nunca escrevi isso no meu blog, mas são duas palavras que expressam muito bem o sentimento do momento: Tá Foda.

Tem acontecido muita coisa comigo, MUITA. Quase sempre que venho aqui, é por esse motivo.
Chegou ao ponto de eu estar aqui nessa transição de uma quinta-feira para uma sexta-feira às 3 da madrugada. A propósito, estou de férias a alguns dias. Desde o dia 16 pra ser mais exato.
Pois é... essas férias vieram em um momento perfeito. Eu era o cara que vivia dizendo que precisava de férias, e aqui estou eu. Nem eu esperava por isso nesse momento. Foi tudo graças a um erro de comunicação entre o RH e a minha gerente rsrs. Se não fosse isso, eu com certeza não estaria de férias agora. Obrigado Deus.
Não vou detalhar tudo o que aconteceu, pois é muita enrolação pra tomar meu tempo escrevendo sobre isso. O fato é que estou de férias.

O problema é que não estou usando para descansar efetivamente. Descanso mesmo foi apenas na primeira semana, que a propósito eu não ia descansar também. Acontece que estou em meio à produção do meu TCC na faculdade, e a faculdade não tem férias. Então as férias do trabalho caíram do céu, pois eu não teria tempo nem cabeça o suficiente para lidar com tudo (crise existencial, problemas pessoais, problemas profissionais e psicológicos). Então na primeira semana eu me dei o prazer de passar em Itapeva, e até levei meu material de estudo. Porém nos dois primeiros dias pensei muito a respeito da minha saúde mental e a oportunidade que eu estava tendo. Me dei conta de que independente se eu não descansasse naqueles dias, nos próximos eu descansaria menos ainda. Então aquela era a hora de eu aproveitar o ócio do frio, meu cachorro, e meus familiares por perto. O famoso prazer de ficar fazendo nada. E de fato, fiz quase nada a semana inteira. Acabei ficando em casa os 3 primeiros dias, na quinta fui com o meu primo passar o final de tarde com o meu pai, e na sexta passei a noite com o meu primo fazendo o nosso programa preferido que fazemos desde a adolescência, ficar na sala assistindo tv. É até interessante comparar como esse momento se modificou com os anos. Antigamente ficávamos vendo qualquer canal que estivesse passando algo interessante e comíamos algum lanche. Depois de um tempo passamos a assistir DVD de filme ou série. Mais alguns anos depois, tivemos a companhia de um notebook ao mesmo tempo que assistíamos a qualquer coisa na tv e o lanche sempre lá. E hoje em dia, temos o notebook, cada um com seus celulares conectados na abençoada wi-fi, uma TV também conectada na internet exibindo qualquer coisa que a gente quiser ver sem precisar esperar uma programação, e cerveja kkkkkkk O melhor de tudo, é que apesar da conectividade, a interação pessoal não reduziu, apenas estamos ligados a mais coisas ao mesmo tempo. Tanto é, que o meu primo nem dorme mais rsrs.

Tem esse detalhe de “fui pra Itapeva ver minha mãe e meu pai”... Eu e a Caroline estamos praticamente morando a sós. Meu pai só vem fazer bate-volta por causa de uma reunião ou outra em São Paulo. Acho que uma visita a cada 2 meses talvez.
Ele se fixou e começou um negócio em Itapeva. O que é uma das coisas que me faz abrir na mente um leque enorme de possibilidades de acontecimentos futuros.

E por falar em futuro.... Eu definitivamente não estou contente com a minha situação profissional e financeira atual. Estou passando por uma crise enorme de falta de foco. Não sei bem o que aconteceu comigo. Eu costumava ter mais motivação de estudo até um pouco depois do Canadá. Eu sabia bem o que eu queria. Porém as coisas mudaram muito.
Eu fui reconhecido na empresa de forma muito rápida, mas estou ganhando menos do que eu esperava. E a logística tem esse lado “bom”. No início você sobe muito rápido, mas a variação de salário é muito baixa. Mas pode subir a cada ano se você for bom. Já outras áreas, que amigos e primos trabalham, eles ganham 3 a 4 vezes mais que eu, mas fazem a mesma coisa a anos! Então eu estaria mentindo se dissesse que não faço uma comparação e que rola uma insatisfação enorme sobre meu desempenho. Ainda mais quando eu penso que um atendente do outback ganha muito mais do que eu. A logística me diz que no ritmo que eu estou, em mais ou menos 3 ou 4 anos, eu estarei ganhando 3 vezes mais do que eu ganho hoje em dia, mas em 2020 eu terei 29 anos me fodendo de investir em curso e trabalhando pra #!@#%$ pra ganhar o que meus amigos ganham hoje em dia! Fora que a minha dedicação à empresa me atrapalhou muito no desempenho do curso de pós-graduação que estou fazendo. Vou tomar por volta de 6 mil reais de prejuízo para refazer as matérias que eu perdi. Já prevejo um futuro empréstimo para pagar essas matérias, porque eu não tenho e não terei dinheiro pra isso nem tão rápido. O que eu posso fazer, é dar o meu melhor na empresa para ser promovido para um cargo de analista, e aí conseguir o auxílio de pós-graduação. Vai ser uma ajuda e tanto, pois além de aumentar meu salário consideravelmente, eu ainda terei 50% de ajuda no valor das mensalidades (faltam só 15). Acho que consigo esse cargo para daqui 10 meses talvez.

Já faz dois anos que devo um dinheiro pra minha mãe. Eu poderia ter pago já... porém com essa mudança do meu pai, surgiu a necessidade da compra do carro. E com o dinheiro para pagar a minha mãe, eu usei para dar de entrada no carro. A compra do carro parece luxo, ainda mais se tratando de um carro zero. Mas não.
Começa pela reflexão do quanto vale nosso tempo. Sim, nosso tempo de vida. Só pra ter uma ideia, qualquer viagem curta de ônibus em Jundiai, não leva menos que 30 minutos entre sair de casa e chegar ao destino... isso sendo bem otimista, em um cenário perfeito onde o ônibus não atrasa e o lugar é perto. Mas na realidade, em média a gente perde 40 minutos para ir até algum lugar. De casa até o centro por exemplo. E o mesmo trajeto, leva 10 a 15 minutos de carro. Eu não uso o carro pra trabalhar todo dia, mas pra ter mais noção, de ônibus eu saio de casa 6:20 e piso na empresa às 7:30 quando TUDO dá certo. Normalmente não dá certo porque entre os TRÊS ônibus que eu pego, se o primeiro atrasar 1 minuto, eu perco o segundo ônibus, que me faz perder o terceiro. Então quando isso acontece eu chego na empresa 7:50. São 1 hora e 30 minutos de bobeira. De carro, leva 20 minutos. O carro definitivamente não é luxo, é só uma forma de financiar um belo tempo de vida. Tenho certeza que se existisse uma forma de comprar tempo de vida, todo mundo compraria.
Segundo ponto era o custo com táxi. Qualquer corrida até algum lugar útil, em média 6km de casa, não sai menos que R$20. Com esse dinheiro eu ando em média 70 Quilômetros com meu carro. A minha irmã não tem transporte público no horário que ela sai do trabalho aos sábados. Ela iria gastar um pouco mais do que R$80 por mês só de táxi.
Terceiro ponto é a comodidade e conforto com compras ou transporte de qualquer coisa pesada. Principalmente em dias de chuva, diga-se de passagem, já perdi 3 horas de vida em ônibus pra fazer um trajeto de 24 quilômetros que levava 1 hora e meia em um dia sem chuva. 3 horas dá pra ir até Itapeva (300 km de distância) de carro! O que me faz lembrar que para ir pra Itapeva de ônibus, e aproveitar bem a estadia de 1 dia e meio nos finais de semana, eu precisava sair de casa às 19h e chegava em Itapeva 1h da manhã do sábado. Com o custo total aproximado de $200 e 12 horas de vida. De carro, eu gasto a mesma coisa e 6 horas de vida, fora o fato de ter um carro para circular pela cidade sem depender de ninguém.

E por que um carro Zero Km?

Levando em conta que um carro BEM CUIDADO leva em média de 80 mil a 90 mil quilômetros rodados para começar a dar gastos de mecânica, o financiamento de um carro usado com essa quilometragem estava saindo mais caro do que o financiamento de um carro zero por conta das taxas para novos e seminovos. Menos quilometragem que isso, mais caro ainda. Mais quilometragem que isso, menor preço, porém teria os gastos imprevistos com a mecânica. Fora a dor de cabeça de um desfalque do carro em algum momento importante.
Além das prestações estarem custando a metade para mim e para a minha irmã por estarmos pagando juntos, temos um ativo em mãos. Esse carro vale dinheiro, não é um gasto que nunca mais teremos retorno.
Os carros usados que “valem a pena” comprar com alta quilometragem e preço “baixo” seriam os sedãns premium. Como por exemplo um Volvo C30 (já foi meu carro dos sonhos) 2007 por R$30.000,00. Mais barato do que um Agile com 70 mil km rodados que estava por R$32.000,00. Porém é aquela coisa... o C30 é um puta carro, 2.0, consome um pouco mais de gasolina, tem 9 anos mas é um Volvo... porém já são 9 anos né? Se não aconteceu alguma merda acidental com ele nesse meio tempo, a mecânica vai começar a “reclamar”. E a manutenção de um carrinho desse pode dar mais do que dois salários meu :/ Por isso que quem tem condições de comprar as linhas premium, não passam tanto tempo com o carro. A não ser que se trate de um BMW, AUDI, Mercedes... É Ooooooooutro nível. São carros de 15 anos no mínimo sem dar problema. Mas começam na casa dos R$90.000.
Eu mesmo sou louco para ter um BMW antigo quadradinho. Um bem conservado se acha entre 30 a 40 mil. Porém é muito arriscado. Mas um dia eu terei um! ANOTA Aí!

Agora voltando à minha vida... Tem essa grana pra pagar a minha mãe, mais a grana pra pagar as disciplinas na faculdade, o tempo para ser promovido e melhorar de dinheiro, e o tempo para pagar a faculdade. Uma das coisas que eu sei que vai resolver tudo, é trabalhar alguns meses ganhando em dólar. Qualquer trabalho ganhando em dólar vai resolver essa situação em 6 meses. Então uma das coisas que eu estou pensando que vai rolar, é que em 1 ano e meio ou 3 anos eu saia do Brasil novamente pra fazer um pé de meia. Lógico que até lá eu quero ter pago todas as dívidas, mas vou fazer isso pela experiência e para recuperar o dinheiro perdido com mais facilidade. Se eu não fizer isso, eu vou ter que trabalhar no outback.

Mas deixando o exagero um pouco de lado... Tenho grandes decisões para tomar assim que eu terminar a minha pós graduação. Depois que isso acontecer, minha vida vai mudar muito. Não por consequência do certificado e blablabla, mas porque eu só não tomei algumas atitudes ainda por conta do curso. Por isso que às vezes penso em largá-lo já quase na reta final. Quero fazer algo que me deixe bem, quero ser feliz de um jeito e não posso porque estou preso nesse curso. Então a última conta pra pagar à FGV será também o marco de uma nova trajetória na minha vida. Pode acontecer de tudo até lá, claro. Afinal é a vida do Paulo Henrique né? Dá até medo só de pensar no que pode acontecer. Mas resumindo, se eu estiver contente no meu cargo quando esse dia chegar, eu apenas vou começar a investir pesado em concurso público e me dedicar muito! Porque eu VOU passar! Caso eu não esteja contente, eu vou considerar me mudar para Itapeva ou para outra cidade. Quero coisas novas na minha vida.
Agora... sendo bem realista... só há uma coisa capaz de FERRAR todos os meus planos, que é me apaixonar. Se isso acontecer, eu vou ficar com muita raiva e vou precisar agir como uma máquina. Ou eu corto pela raíz um provável futuro amor sendo um cuzão com a garota e sumindo da vida dela, ou eu corto os meus planos. É uma coisa difícil de se dizer, pois eu me conheço bem quando eu estou apaixonado. Eu fico cego para o meu próprio bem estar. Por isso eu odeio tanto.
A última vez foi uma bosta. Sim, terminei meu namoro. EU terminei. Simplesmente porque estava uma bosta gostar de uma garota que não gostava mais de mim. Não vou entrar em detalhes, mas foi isso e eu tenho certeza do que eu estou falando.

Com o término do namoro, surgiu a minha autovalorização. Eu meio que estou voltando ao PH das antigas, e uma coisa que eu decidi fazer foi começar a me exercitar. Cortei Netflix (dor no coração) e o spotify (outra dor no coração) para ter um pouquinho mais de dinheiro e fazer academia com mais tranquilidade econômica.
Pra minha sorte, eu tenho memória muscular do tempo que eu treinei pesado. E estou recuperando meu corpo muito rápido! Ganhei 3 kg já no primeiro mês. Algumas camisetas já apertaram e um pijama não serve mais direito. Outra coisa que vou reduzir MUITO, é o consumo de cerveja. Eu gosto pra caramba, mas terei que reduzir a uma por mês no máximo. Porque qualquer bebida alcoólica inibe a produção de testosterona que é essencial no desenvolvimento dos músculos. Então não é só porque atrapalha o rendimento e que o PH está querendo ser fitness, é questão de dar valor ao meu dinheiro mesmo. Adianta nada eu querer uma vida saudável, e ter 25% do que eu estou investindo. Então, se eu já bebia pouco, agora eu vou beber menos ainda. Nunca fiz questão mesmo.

No mais, acho que é só. Escrevi muito na verdade!

Até sei lá quando de novo.

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